JANEIRO É MÊS DE…

PRIMEIRO PASSO

Admitimos que éramos impotentes perante os relacionamentos e que tínhamos perdido o controle de nossas vidas.

Dar o Primeiro Passo é o início fundamental na recuperação da dependência de relacionamentos. É neste passo que admitimos que nos rendemos diante de nossos relacionamentos destrutivos.

Admitir ser impotente pode ter um significado diferente para cada uma de nós, mas o importante para que possamos praticar o Primeiro Passo é encarar a realidade destrutiva na qual nossas vidas se encontravam antes de conhecermos MADA, e que hoje temos o desejo profundo de mudar a nós mesmas, um dia de cada vez.

Muitas de nós, quando se encontravam no processo de negação, negavam a dificuldade em se relacionar, culpando e acusando os parceiros. Dessa forma, não percebíamos que a opção de estarmos naquele relacionamento era somente nossa e, que na verdade, nossa doença nos impelia à busca de um relacionamento inadequado e autodestrutivo. Portanto, dar o primeiro passo significa aceitar que atingimos um ponto em que não tínhamos mais condições de controlar nossas vidas e, que sozinhas, não tínhamos forças para modificar nosso desejo doentio de controlar nossos parceiros e outras pessoas.

A dependência de relacionamentos é algo que age sobre nós de forma muito sutil. Um comportamento inadequado, adotado em relação ao nosso parceiro, e que de início fazemos parecer ser uma opção nossa, torna-se rapidamente uma obsessão, especialmente quando nosso parceiro não corresponde às nossas necessidades. E assim, ao invés de abandonarmos o relacionamento por ele não corresponder às nossas expectativas, iniciamos uma luta conosco e com nosso parceiro, na tentativa de fazer com que ele se modifique. Isso faz parte do comportamento obsessivo-compulsivo em que nos encontramos nas diversas “lutas” para modificá-lo.

Através de jogos, tentávamos controlar a situação. Temporariamente nos afastávamos de nossos parceiros, mudando a tática de jogo na relação; ora nos fazendo de vítima; ora sendo perseguidora para tentar reconquistá-lo. Tudo isso porque tínhamos a necessidade de fazer com que ele se importasse conosco. Aos poucos, fomos nos afastando de nossa própria vida, de nós mesmas.

Na realidade, nossas escolhas não eram feitas conscientemente, pois não sabíamos realmente o que queríamos de um relacionamento, nem tampouco quais eram os nossos verdadeiros valores. Muitas de nós viviam “como um camaleão”, adotando os valores de outras pessoas como os valores mais importantes, numa tentativa de agradá-las e assim sermos aceitas.

Agora, precisamos aprender a modificar a nós mesmas, ao invés de tentar modificar os outros para que possamos, assim, aprender a aceitar a companhia de pessoas que possibilitem uma intimidade verdadeira.

O a que viemos buscar em MADA é a força e a esperança para que possamos nos livrar de todos esses medos, para que possamos aprender a gostar de nós mesmas, e assim ser possível desfrutar da companhia de pessoas saudáveis.

Em MADA, não existe um grau de sofrimento necessário para que você venha se entregue e inicie o processo de recuperação. Cada uma de nós pode investigar a sua própria vida e avaliar o sofrimento e a dor sentidos no passado.

Hoje, o importante é ter o desejo sincero de romper com esses padrões doentios de se relacionar e iniciar o aprendizado de um novo processo de vida, onde possamos viver bem com nós mesmas e com os outros.

Somente após admitir que nossos relacionamentos falharam e que fracassamos nessa etapa de nossas vidas é que estaremos realmente prontas para iniciar a recuperação. MADA oferece esse caminho de recuperação através dos Doze Passos.

Perguntas do Primeiro Passo:

  1. Quando você reconheceu pela primeira vez que sua forma de se relacionar era autodestrutiva?
  2. De que forma, atualmente, sua dependência de relacionamentos causa descontrole em sua vida?
  3. Quais são os instrumentos que hoje você pode utilizar para praticar a recuperação?

Dar o Primeiro Passo é fundamental para alcançar a recuperação.

LEMBRE-SE DO QUE MADA LHE OFERECE:

ACEITAÇÃO:
Aceitamos como você é agora, como foi e como será.

COMPREENSÃO:
Dos problemas que você enfrenta agora e que certamente compartilha com outras mulheres no grupo.

COMUNICAÇÃO:
Visto que descobrirmos que nossa identificação umas com as outras, a comunicação se torna algo natural, de nossa compreensão e aceitação.

ALÍVIO:
Tendo encontrado aceitação, compreensão e comunicação com outras mulheres, encontramos alívio de nossa doença e ajuda para uma nova auto aceitação e auto compreensão.

PODER:
Com a aceitação e compreensão de nós mesmas, a prática do programa de recuperação de Doze Passos, a crença em um Poder Superior a nós mesmas, o apoio e companheirismo do grupo, abre-se uma porta para um novo modo de vida.

DEZEMBRO É MÊS DE…

DÉCIMO SEGUNDO PASSO

Tendo experimentado um despertar espiritual como resultado destes passos, procuramos levar esta mensagem a outras mulheres e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

 

Viemos a MADA devido aos destroços do nosso passado. A última coisa que esperávamos era o despertar do espírito. Queríamos apenas que a dor parasse.

Os Passos conduzem a um despertar de natureza espiritual. Este despertar é demonstrado pelas mudanças de nossas vidas. As mudanças nos tornam mais capazes de viver segundo princípios espirituais, e de levar a nossa mensagem de recuperação e esperança à MADA que ainda sofre.

Entretanto, a mensagem não tem sentido se não VIVERMOS O PROGRAMA. À medida que vivemos seguindo a programação, nossas vidas e ações terão um significado maior do que as nossas palavras e literatura poderiam proporcionar. A ideia de um despertar espiritual adquire formas diferentes nas diferentes personalidades que encontramos na irmandade. Mas todo despertar espiritual tem alguma coisa em comum.

Os elementos comuns incluem o fim da solidão e um sentido de direção nas nossas vidas. Muitas de nós acreditam que um despertar espiritual não tem sentido se não for acompanhado por uma crescente paz de espírito. Para manter esta paz de espírito nós nos concentramos em nos manter no aqui e agora.

Aquelas de nós que trabalharam estes passos o melhor que puderam, receberam muitos benefícios. Os benefícios são resultado direto de quem vive este programa.

Esquecemos a agonia e a dor que conhecemos: nossa doença controlava a nossa vida. Agora estamos prontas para assumir o controle de nossas vidas, a maioria de nós percebe que a melhor maneira de manter o que nos foi dado é partilhar aquilo que aprendemos com quem ainda sofre.

NOVEMBRO É MÊS DE…

DÉCIMA PRIMEIRA TRADIÇÃO

Nossa política de relações públicas baseia-se na atração não na promoção. Cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal na imprensa, rádio, filmes, televisão ou em outros meios públicos de comunicação.

A Décima Primeira Tradição nos dá algumas orientações para transmitirmos a mensagem de MADA: orientações a respeito das quais todos os membros necessitam estar conscientes à medida que começam a partilhar nosso programa com aqueles que estão fora de MADA.

A primeira sugestão é que divulguemos MADA ao público em geral sem promovê-lo. Assim, usamos os meios públicos de comunicação (rádio, televisão, jornais, painéis informativos, anúncios nas listas telefônicas, folhetos em quadros de avisos etc.) a fim de fornecer informações sobre o nosso programa. Queremos que as pessoas saibam o que é MADA e como nos encontrar.

Nessa divulgação, contudo, nós não promovemos o grupo através de apelos pessoais, endosso de pessoas famosas ou outros meios de persuasão. O uso dos meios de comunicação dessa maneira não profissional permite que MADA atraia para si aquelas que estão prontas para se beneficiarem do que temos a oferecer.

Transmitimos melhor a mensagem quando compartilhamos francamente o que é MADA e o que tem sido nossa própria experiência, sem tentar dizer às outras que elas necessitam do nosso tipo de recuperação. Respeitando a Décima Primeira Tradição, respeitamos o direito das mulheres escolherem o MADA para si mesmas. Essa é a política de relações públicas da Irmandade: fazemos tudo o que podemos para dizer às pessoas o que é MADA, como funciona, onde nos reunimos.

A Décima Primeira Tradição afirma que todos os membros devem manter seu anonimato pessoal quando falarem de sua participação em MADA em qualquer meio público de comunicação. Para respeitar essa Tradição, aquelas de nós que escreverem livros ou que forem entrevistadas em alguma reportagem têm duas opções.

A primeira é evitar ser chamadas de membros de MADA (mesmo que digam serem mulheres que amam demais), e então ficam livres para usar seus nomes completos ou mostrar seus rostos. Aqui a ênfase é na mulher como indivíduo, sem estar ligada publicamente ao programa de MADA.

A outra opção é ir em frente e se identificar como membros de MADA. Quando fizerem isso, devem assegurar-se de que seus rostos não estão sendo mostrados e que seus sobrenomes não estão sendo usados. Quando temos o cuidado de respeitar a Décima Primeira Tradição dessa maneira, a ênfase permanece em MADA, e não em nós mesmas. Cabe a nós esclarecermos a Décima Primeira Tradição aos entrevistadores e fotógrafos e pedir a eles que nos ajudem a proteger nosso anonimato.

Não é por acaso que a palavra “Anônimas” é parte do nosso nome. O anonimato pessoal em público mostra que levamos nossas Tradições a sério e que outras mulheres podem se juntar a nós e sentirem-se seguras de que sua filiação será mantida em sigilo.

A humildade é uma das qualidades que precisamos desenvolver para nos recuperarmos desta doença. Manter nosso anonimato nos meios públicos de comunicação é uma maneira de pôr em prática a humildade. É uma maneira de abandonarmos nossa ambição pessoal para nos manter saudáveis espiritualmente. Aquelas que ignorarem nossa Décima Primeira Tradição causarão prejuízos ao espírito da Irmandade de MADA.

Ao mesmo tempo, quebras de anonimato representam erroneamente a Irmandade de MADA perante o público, pois colocam as personalidades acima dos Princípios.

Reflexões da Décima Primeira Tradição:

  1. De que maneira nosso grupo divulga o local e o horário de suas reuniões para as mulheres que queiram frequentá-lo?
  2. De que maneira nosso grupo informa ao público ou apoia nosso Intergrupo em seus esforços de informação pública sobre o programa de MADA?
  3. Será que nossa recuperação em MADA é atraente o bastante para atrair outras companheiras para MADA?
  4. Estamos dispostas a falar a favor da Décima Primeira Tradição sempre que a vemos sendo ignorada?

“ATRAÇÃO E NÃO PROMOÇÃO”

Esse princípio é bom para nós e essencial para a Irmandade de MADA. Nossa recuperação individual e a unidade do grupo e sua eficácia dependem deste tipo pouco comum de relações públicas.

A Décima Primeira Tradição se baseia na fé em nosso programa e neste Poder Superior a nós, que guia MADAs às nossas portas. Tudo que precisamos fazer é deixar que os fatos sobre MADA e seus princípios sejam conhecidos.

 

Quando mantemos nossa Tradição de anonimato, garantimos que MADA permanecerá uma Irmandade espiritual, apoiando todas nós em nossa recuperação.

OUTUBRO É MÊS DE…

DÉCIMO PASSO

Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos erradas, nós admitíamos prontamente.

O Décimo Passo nos liberta dos destroços do nosso presente. Se não continuarmos atentas aos nossos defeitos, eles poderão nos levar a um beco sem saída. Se pudermos evitar aquilo que nos provoca a dor, não a sentiremos com tanta intensidade. Continuar a fazer o inventário pessoal significa que criamos o hábito de olhar regularmente para nós mesmas, nossas ações, atitudes e relacionamentos.

Somos criaturas de hábito, e somos vulneráveis a nossas velhas maneiras de pensar, agir e reagir. Às vezes, parece mais fácil continuar no velho trilho da autodestruição do que tentar uma nova rota. Não devemos cair nos velhos padrões. Hoje temos uma escolha.

O Décimo Passo pode nos ajudar a corrigir nossos problemas com a vida e a evitar que eles se repitam. Examine as suas ações durante o dia. Alguns escrevem sobre seus sentimentos, avaliando como se sentiram e qual foi à participação que tiveram nos problemas que tenham ocorrido.

  1. Prejudicamos alguém?
  2. Temos que admitir que estamos erradas?
  3. Caso encontremos dificuldades, nos esforçamos para resolvê-las?
  4. Quando essas coisas ficam pendentes, elas têm um jeito próprio de envenenar o espírito.
  5. Esse Passo pode ser uma defesa contra a velha insanidade. Podemos nos perguntar se estamos nos envolvendo com velhos padrões de raiva, ressentimento e medo.
  6. Sentimo-nos encurraladas?
  7. Estamos arranjando problemas?
  8. Estamos muito famintas, raivosas, solitárias ou cansadas?
  9. Estamos nos levando muito a sério?
  10. Estamos julgando nosso interior pela aparência exterior dos outros?
  11. Estamos sofrendo de algum problema físico?

As respostas a estas perguntas podem nos ajudar a lidar com as dificuldades do momento. Não precisamos mais viver com sensação de mal-estar.

O Décimo Passo pode ser uma válvula de escape. Trabalhamos este passo enquanto os altos e baixos do dia ainda estão frescos na nossa mente. A primeira coisa a fazer é parar! Damos um tempo, e nos permitimos o privilégio de pensar.

Examinamos as nossas ações, reações e motivos. Muitas vezes descobrimos que temos nos saído bem. Isso nos permite verificar nossas ações e a reconhecer os nossos erros, antes que as coisas piorem. Precisamos evitar as racionalizações, prontamente admitindo o erro, não o justificando.

Trabalhar este passo de forma contínua resulta em ação preventiva.

Olhando continuamente para nós mesmas, conseguimos evitar a repetição daquilo que nos torna inadequados. Precisamos deste passo, mesmo quando estamos bem e quando tudo está dando certo. Os sentimentos bons são uma coisa nova para nós e precisamos nutri-los.

Temos o direito de nos sentirmos bem. Temos uma escolha. Precisamos lembrar que todos cometem erros e que nunca seremos perfeitos. Mas podemos nos aceitar.

Prosseguindo com o inventário pessoal, somos libertadas de nós mesmas e do passado. Não justificamos mais a nossa existência. Este passo nos permite ser nós mesmas.

Olhe para si própria, aí se encontram todas as suas respostas.

SETEMBRO É MÊS DE…

NONA TRADIÇÃO

MADA jamais deverá organizar-se como tal, mas poderá criar juntas ou comitês de serviços diretamente responsáveis perante àqueles a quem serve.

O que essa Tradição nos encoraja a fazer é permanecer o mais livre possível da burocracia que tende a se formar em torno das organizações, que tende a adquirir vida própria e obscurecer o verdadeiro propósito do grupo.

Tudo o que fazemos em MADA é voltado para o nosso propósito primordial de transmitir a mensagem de recuperação baseada em Princípios Espirituais. Tomar conta dos serviços do grupo é muito importante. Contudo, devemos usar o menor tempo possível da reunião elegendo coordenadoras, votando, organizando eventos ou fazendo relatórios. Em vez disso, devemos nos concentrar em compartilhar nossa fé, força, experiência e esperança umas com as outras e em estudar os Passos e as Tradições.

Para cumprir essa Tradição, os grupos criam corpos de serviço como os Intergrupos, encarregados de se reunirem e de conduzirem os serviços, coordenarem atividades locais de informação pública, publicarem boletins e planejarem eventos especiais. Os intergrupos possuem servidoras eleitas e estatutos. Os grupos de MADA que se juntarem para formar o Intergrupo deverão enviar um representante para as reuniões do Intergrupo a fim de ajudar no serviço, trocar informações sobre os problemas do grupo e para relatar ao grupo o que o Intergrupo está fazendo.

Embora nossos órgãos de serviço precisem ser organizados, MADA é encorajada pela Nona Tradição a manter ênfase na Irmandade e não na organização. Essa Tradição nos ajuda a garantir que Deus, na forma que cada uma o concebe, será sempre nossa última autoridade em MADA. Sem uma estrutura organizada de poder na qual operar, nenhuma pessoa individualmente, ou grupo de pessoas, pode governar outras. Não se pode estabelecer regras e punições, nem emitir ordens.

Os membros de MADA vêm e vão à sua vontade, contribuindo muito ou pouco, conforme achem adequado, e não existe nenhuma estrutura de poder para exigir que seja de outra forma. Nossa experiência demonstra que nenhuma estrutura de poder pode evitar o caos em MADA, a não ser que vivamos pelos Princípios Espirituais incorporados aos Passos e às Tradições. Nossa sobrevivência, e a do grupo, dependem da adesão a estes Princípios e não da obediência a qualquer estrutura de poder.

Essa Tradição de não organização pode ser muito curiosa para aquelas que anseiam por reuniões “perfeitas”. Algumas de nós sentem-se inseguras quando descobrem que não existem regras, somente sugestões e Tradições, e que não há líder para impor essas Tradições. Reuniões que estão longe de serem perfeitas, aos nossos olhos, oferecem-nos o milagre da recuperação. Nossos grupos podem cometer erros, mas sobrevivem, descobrindo que podem aprender a partir desses erros e se tornarem mais fortes.

Depois de um tempo na Irmandade, observando essa Tradição, começamos a confiar que existe um Poder Superior guiando a Irmandade de MADA, por intermédio da nossa consciência de grupo.

Quando as Tradições são quebradas, os indivíduos têm a responsabilidade de se pronunciar de maneira amorosa e clara, pois isso ajuda outros membros de MADA a aprender sobre esses Princípios Espirituais. Ao falarmos claramente a favor das Tradições, da melhor maneira possível, deixamos os resultados para nosso Poder Superior. Se a estrutura das reuniões não fosse dirigida para os Princípios do programa de Doze Passos, o grande poder de recuperação que encontramos nos grupos não existiria.

Viver pela Nona Tradição de MADA significa que não dependemos de nenhuma autoridade ou estrutura de poder para impor as Tradições: todas nos responsabilizamos por falar quando elas estão sendo ignoradas. Entretanto, os grupos de MADA devem estabelecer normas de conduta em suas reuniões, como o roteiro de reunião, conversas paralelas, etc. Os grupos fazem reuniões de consciência de grupo para estabelecer estas normas de conduta, assim como em relação às Tradições, quando os indivíduos ignorarem a consciência de grupo, cada membro tem o direto e a responsabilidade de falar. Uma vez que tenhamos nos expressado, a Nona Tradição nos diz para relaxarmos e deixarmos que nosso Poder Superior se encarregue da reunião. Em espírito de Irmandade. Só por hoje!

Reflexões da Nona Tradição:

  1. Nosso grupo apoia nossas líderes e comitês de serviço?
  2. Somos críticos em relação àquelas que estão prestando serviço ou suspeitamos de suas motivações?
  3. Somos suficientemente maduras para assumir responsabilidade pessoal pelo bem-estar de MADA e pela nossa própria recuperação?
  4. Tentamos compreender e apoiar a estrutura de serviço de MADA? Será que fazemos nossa parte para ajudar os comitês de serviço de MADA a transmitir a mensagem?
  5. Será que temos paciência e humildade ao desempenharmos nosso serviço em MADA?
  6. Estamos conscientes de todos aqueles diante dos quais somos responsáveis em cada posição de serviço em MADA?
  7. Nosso grupo prioriza o estudo das Tradições e de como elas se aplicam a nós?
  8. Podemos fazer o trabalho de base em MADA em nosso serviço e confiar os resultados a nosso Poder Superior, mesmo quando as coisas não correm do jeito que pensamos que elas deveriam correr?
  9. Praticamos o rodízio de líderes em nosso grupo?

AGOSTO É MÊS DE…

OITAVA TRADIÇÃO

MADA deverá manter-se sempre não profissional, embora nossos centros de serviço possam contratar funcionários especializados.

A base de MADA é a troca sem limitações de experiências, forças e de esperança entre os membros. Como MADAs, podemos doar muitas horas de serviço para o grupo, amadrinhando, partilhando nas reuniões, fazendo o trabalho necessário em comitês ou em outros tipos de serviço. Nenhuma de nós recebe pagamento em dinheiro por esse trabalho. Nossa recompensa é algo que o dinheiro não pode comprar: nossa recuperação pessoal.

A Tradição do não profissionalismo ajuda o Grupo MADA a se manter afastado da motivação do lucro e a se concentrar em oferecer a recuperação através dos Doze Passos a todas aquelas que a procuram.

As recém-chegadas ficam impressionadas com a honestidade que escutam, com a profundidade das partilhas e com o espírito de compaixão que encontram nas reuniões.

Como não existem membros profissionais em MADA, todas nós temos oportunidade igual de compartilhar e de prestar serviços. Não precisamos de nenhum pré-requisito para isso. Tudo o que precisamos é de boa vontade e de um compromisso com os Doze Passos e com as Doze Tradições de MADA.

A Oitava Tradição diz que “nossos centros de serviço podem contratar funcionários especializados”. Quando no Intergrupo ou no escritório de serviço, existirem serviços que demandarem habilidades especiais para tratar dos negócios de MADA, faz-se cumprir essa Tradição. Esses funcionários especializados podem ser membros ou não da Irmandade.

Tais pessoas, entretanto, estão sendo pagas por seus trabalhos como profissionais, não como MADAs profissionais.

As reuniões de MADA são frequentemente muito terapêuticas, mas elas não são a mesma coisa que grupos de terapia.

Uma diferença significativa entre os grupos de MADA e os grupos de terapia pode ser vista na Oitava Tradição: MADA não possui terapeutas profissionais com a responsabilidade de orientar membros do grupo e trabalhar com eles. Embora a maioria de nós se sinta livre para partilhar problemas nas reuniões de MADA, fornecer psicoterapia não é o objetivo de MADA. Durante o processo de recuperação, alguns membros podem precisar de ajuda de um profissional nesta área como complemento ao grupo.

O grande bem que MADA proporciona às MADAs é feito não profissionalmente pelas companheiras, que dão de volta o que lhes foi dado tão generosamente. Esse espírito de doação e de partilha desinteressado é uma das grandes forças que temos a oferecer como Irmandade, porque é acompanhado de um poder de cura especial. Não nos esqueçamos de que o programa de MADA é espiritual.

Em MADA aprendemos a dar às outras nosso carinhoso apoio, sem dar conselhos ou tentar modificar as outras, e sem esperamos que trabalhem nossa recuperação por nós.

O serviço em MADA é a sua própria recompensa.

Ao acatarmos a Oitava Tradição, descobrimos um espírito de serviço carinhoso, que se torna um fator poderoso em nosso processo de cura. Somos todas não profissionais ao nos apoiarmos mutuamente em nosso processo de recuperação.

Vivendo de acordo com o espírito dessa Tradição, podemos olhar a nossa companheira ao lado e dizer de coração: “Coloco minhas mãos nas suas, porque eu me importo com você”. Em espírito de Irmandade.

Só por hoje!

Reflexões da Oitava Tradição:

  1. Será que algumas vezes tentamos “consertar” as companheiras nas reuniões de MADA dando a elas nossos conselhos, ou nos contentamos em compartilhar nossas experiências, fé e esperança?
  2. Será que tentamos falar sobre recuperação nas reuniões como especialistas?
  3. Quando estamos tendo dificuldades com o programa, será que tentamos esconder isso daqueles que amadrinhamos ou dos nossos grupos de MADA?
  4. Colocamos outros membros de MADA na posição de gurus ou especialistas por causa de sua experiência ou carisma pessoal?

JULHO É MÊS DE…

SÉTIMA TRADIÇÃO

Todo Grupo MADA deve ser autossustentável, recusando contribuições de fora.

A Irmandade MADA nos proporciona uma nova maneira de nos relacionarmos, e o auto sustento é a parte mais importante dessa nova maneira de viver.

Na nossa doença ativa éramos dependentes de pessoas, de lugares e de coisas. Não sabíamos que o apoio de que precisávamos poderíamos encontrar em nós mesmas, com a ajuda de um Deus amoroso, e com a força interior que conseguimos no nosso relacionamento com Ele.

Em MADA, não só nos sustentamos como defendemos o direito de fazê-lo. Dinheiro sempre foi um problema para nós, ele nunca será suficiente para preencher o vazio dentro de nós.

Precisamos de dinheiro para o grupo funcionar, para pagar o aluguel, comprar suprimentos e literatura. Passamos a sacola nas nossas reuniões a fim de arrecadar para tais despesas, e o que restar deverá ser utilizado para cumprir o propósito primordial da nossa Irmandade, que é levar a mensagem. Temos de nos unir, e ao nos unirmos, aprendemos que realmente somos parte de algo maior do que nós.

A nossa política financeira é definida: recusamos quaisquer contribuições de fora. Nossa Irmandade é totalmente autossustentável. Não aceitamos financiamentos, doações, empréstimos e/ou presentes. Tudo tem seu preço, não importa a intenção. Mesmo para aqueles que querem nos ajudar e garantem que não haverá nenhum compromisso, mesmo assim, não devemos aceitar a sua ajuda. Se aceitarmos presentes “gratuitos” de pessoas de fora, ou muita coisa de um só membro, nos tornaremos menos livres.

Poderemos nos tornar dependentes do dinheiro doado, e nunca aprenderemos a assumir as responsabilidades e a pagar pela nossa própria recuperação. O doador pode naturalmente esperar ter poder em nossas tomadas de decisão. E aquele membro que contribui com maior quantia de dinheiro pode achar que tem o direito de dominar o grupo.

Isso pode significar problemas, porque nossa autoridade é um Deus amoroso que pode se manifestar em nossa consciência coletiva. Não podemos também permitir que um só membro contribua com mais do que aquilo que lhe cabe. O preço pago por esse fato é a desunião e a controvérsia.

Não devemos colocar nossa liberdade em risco. Para que a Irmandade MADA cumpra o seu propósito primordial e se mantenha livre de influências externas, precisamos nos manter livres da necessidade de contribuições externas.

Cada grupo tem suas despesas, como aluguel e literatura. Os grupos, ao se unirem formando o intergrupo, aumentam as oportunidades de transmitir a mensagem de MADA, mas as despesas também aumentam.

Não são cobradas taxas ou mensalidades de ninguém em uma reunião de MADA.

Quando a sacola da Sétima Tradição é passada, é o momento da reunião em que o material se une ao espiritual e a maioria de nós fica gratificada em poder manter nosso próprio grupo e a Irmandade em funcionamento. MADA salva nossas vidas, é o meio para nos recuperarmos em relação à doença da co-dependência emocional. A gratidão é um dos Princípios Espirituais que rege essa Tradição.

Pagamos todas as despesas do grupo com o dinheiro da Sétima Tradição: para mantermos o funcionamento dos grupos são necessários recursos. Mas não é bom para os grupos guardar grandes quantidades de dinheiro. Quando o caixa dos grupos ficar maior que a reserva mínima necessária para cobrir as despesas a curto prazo, os grupos transferem o excedente para o intergrupo, que necessita de apoio financeiro para continuar a transmitir a mensagem de formas que não estão ao alcance dos grupos.

Dinheiro em excesso causa problemas para os grupos que o acumulam.

No caso de um grupo estar ultrapassando uma fase difícil, com problemas financeiros, a Irmandade como um todo, através do intergrupo, pode ajudar este frágil grupo durante algum tempo. Mas a longo prazo este tipo de dependência torna-se nocivo.

Para muitas MADAs, nossa disposição em pagar por nosso progresso pessoal é um sinal de que estamos amadurecendo e nos recuperando emocionalmente.

A Sétima Tradição não se aplica somente ao sustento financeiro. Para que os grupos de MADA e as MADAs sejam autossuficientes, precisam assumir sua parte nos serviços a serem prestados. Os grupos precisam estar com sua junta de serviços completa a fim de não sobrecarregar um só membro e não manter o controle do grupo nas mãos do mesmo.

Os grupos devem mandar seus representantes para as reuniões do intergrupo para ajudar nas tomadas de decisões e trazer as novidades de volta para os grupos. A junta de serviço do intergrupo é formada por uma coordenadora geral, secretária e tesoureira.

Em última análise, os grupos MADA são autossuficientes quando contribuem com sua parte para o trabalho de transmitir a mensagem de MADA na sua área. As MADAs são totalmente autossuficientes quando fazem o que podem, dando de graça o que receberam de graça ao chegarem a MADA.

Assim como deve haver um limite para a contribuição financeira, também deve haver um limite saudável para a prestação de serviço. As juntas de serviço devem ser trocadas periodicamente.

O princípio da autossuficiência completa é importantíssimo para os grupos de MADA e seus membros em recuperação. Nos grupos de MADA, aprendemos a depender de Deus, e não das pessoas, para nos dar segurança. Sob a orientação do nosso Poder Superior aprendemos a fazer o que é necessário para que nós e nossos grupos estejam bem material e emocionalmente.

Passamos a olhar para o nosso Poder Superior, e não para outras pessoas como sendo a fonte de nossa felicidade e segurança.

Paradoxalmente, ser autossuficiente significa ser livre. Mas sob a visão da Sétima Tradição podemos começar a compartilhar nossa vulnerabilidade com outras MADAs e ver claramente quais são os nossos limites, não esperando que o outro assuma nossas responsabilidades. À medida que o nosso Poder Superior nos ajuda a sermos autossuficientes, começamos a abrir mão de nossas dependências doentias e podemos desenvolver relacionamentos saudáveis com as pessoas com as quais compartilhamos nossas vidas.

Enquanto aceitarmos esta Tradição em toda a sua extensão, mereceremos o respeito do público em geral e o nosso respeito próprio. Em espírito de Irmandade. Só por hoje!

Reflexões da Sétima Tradição:

  1. Será que contribuímos com tudo o que podemos para o sustento financeiro de MADA ou simplesmente continuamos colocando apenas uns “trocados” na sacola?
  1. Tentamos contribuir com um pouco na sacola do grupo, mesmo quando tememos insegurança financeira?
  1. Nosso grupo considera o trabalho da tesoureira importante e procura assegurar-se de que ele esteja sendo feito de maneira responsável?
  1. Nosso grupo paga suas próprias despesas com o dinheiro da sacola?
  1. Revezamo-nos regularmente nos cargos ou mantemos as mesmas pessoas fazendo os mesmos serviços?

JULHO É MÊS DE…

SÉTIMO PASSO

Humildemente, pedimos a Deus que nos livrasse de nossas imperfeições.

Os defeitos de caráter são as causas da dor e do sofrimento de nossas vidas. Se contribuíssem para a nossa saúde e felicidade, não teríamos chegado a um estado de total desespero. Tivemos que ficar prontas para que o Poder Superior, como nós O compreendíamos, removesse nossos defeitos. Decididas a nos livrar das atitudes destrutivas de nossas personalidades, chegamos ao sétimo passo. Não conseguindo lidar sozinhas com nossos problemas, só o percebemos quando transformamos nossas vidas em uma grande confusão. Ao admiti-lo, alcançamos um lampejo de humildade. Este é o ingrediente principal do sétimo passo.

A humildade resulta de sermos mais honestas conosco. Temos praticado a honestidade desde o primeiro passo. Aceitamos o fato de que éramos impotentes perante o outro, encontramos uma força além de nós e aprendemos a confiar nela. Examinamos nossas vidas e descobrimos quem somos realmente. Somos verdadeiramente humildes quando aceitamos e tentamos, honestamente, ser quem somos. Nenhum de nós é perfeitamente bom ou inteiramente mau. Somos pessoas com qualidades e defeitos. E, acima de tudo, somos humanos.

O sétimo passo é de ação. Chegou à hora de pedir ajuda e alívio ao Poder Superior. Temos que compreender que a nossa maneira de pensar não é a única e que as outras pessoas podem nos aconselhar. Quando alguém nos aponta um defeito, a nossa primeira reação pode ser defensiva.

Temos que compreender que não somos perfeitos. Sempre haverá espaço para o crescimento. Se quisermos realmente ser livres, ouviremos atentamente que os companheiros têm a nos dizer. Se os defeitos que descobrirmos forem reais, e tivermos a oportunidade de mudar, certamente experimentaremos uma sensação de bem- estar.

Esta é a nossa estrada para o crescimento espiritual. Mudamos todos os dias. Aos poucos e com cuidado, saímos do isolamento e da solidão e entramos na corrente da vida. Um dos perigos é sermos excessivamente duras conosco. Partilhar com os outros a recuperação é uma maneira de não nos tornarmos extremamente críticas a nosso respeito.

Aceitar os defeitos do outro pode nos ajudar a nos tornarmos humildes e abrir caminho para que nossos próprios defeitos sejam removidos. Muitas vezes o Poder Superior se manifesta, ajudando-nos a tomar conhecimento dos nossos defeitos.

Uma nova atitude nos tornará mais aceitáveis perante nós mesmos e aos demais.

Não terei expectativas muito grandes com relação a uma rápida recuperação do meu caráter, preciso lembrar-me sempre de aceitar a ajuda do Poder Superior em tudo que estou tentando fazer.

Humildade e Paciência: Só por hoje!

JUNHO É MÊS DE…

SEXTA TRADIÇÃO

Nenhum Grupo de MADA jamais deverá endossar, financiar ou emprestar o nome de MADA a qualquer sociedade ou empreendimento alheio à Irmandade a fim de evitar que problemas de dinheiro, propriedade ou prestígio nos desviem do nosso propósito primordial.

Esta Tradição adverte aos grupos para se manterem fiéis exclusivamente ao nosso propósito primordial.

A pessoa que atende telefonemas para MADA ou que trabalha no Intergrupo ouve todo tipo de propostas interessantes.
A razão para que não nos envolvamos em empreendimentos alheios à Irmandade é resumida no seguinte: MANTENHA A SIMPLICIDADE.

Devemos voltar a atenção dos grupos à única função de MADA, que é transmitir a mensagem de recuperação dos Doze Passos às MADAs que ainda sofrem.
Membros pouco familiarizados com as Tradições podem divulgar empreendimentos alheios à Irmandade nas reuniões, vender de tudo e até tentar converter membros às suas religiões. É responsabilidade nossa alertar essas companheiras a cumprirem as Tradições com fervor.

A literatura aprovada por MADA reflete a experiência de muitos membros da Irmandade, cuja recuperação está fortemente enraizada nos Doze Passos e nas Doze Tradições. A Sexta Tradição ajuda os grupos de MADA a cumprirem nosso propósito primordial de transmitir a mensagem de MADA. Se o tempo das reuniões é tomado por depoimentos em favor de grupos religiosos ou outros programas de Doze Passos, as recém-chegadas não conseguirão distinguir qual é a mensagem da nossa Irmandade, e aí a mensagem de recuperação de MADA logo se perde. As recém-chegadas podem ficar com a impressão de que outros programas são mais importantes que o problema de amar demais. Manter essa Tradição significa nos abstermos de falar sobre outros programas nas nossas reuniões.

Empreendimentos alheios a MADA podem endossar MADA, porém MADA não endossa nenhum empreendimento de fora. Damos as boas-vindas a todas as mulheres que chegam às nossas reuniões com o desejo de parar de se relacionar de forma destrutiva, não importa em quais outros tipos de tratamento elas possam estar envolvidas.

MADA não se filia a nenhum tipo de tratamento ou terapia. Os grupos frequentemente se reúnem em instalações que pertencem a um empreendimento alheio à Irmandade, tais como igrejas, postos de saúde ou escolas. Isso não significa que haja filiação entre MADA e a entidade proprietária do prédio onde o grupo se reúne. Os grupos de MADA tradicionalmente pagam aluguel pelo uso do espaço da reunião.

MADA também não é filiada a outros grupos de Doze Passos e Doze Tradições, embora muitas de nós sejamos também membros desses grupos. MADA tem frequentemente usado a sabedoria e a experiência de outros grupos de Doze Passos ao tomar decisões para nossa Irmandade, mas não somos parte de nenhum deles, nem eles de nós.

Temos o nosso propósito a cumprir: oferecer uma Irmandade de Doze Passos e Doze Tradições para as mulheres que amam demais.

A liberdade que possuímos por não termos ligação com qualquer empreendimento de fora é maravilhosa. Operamos com um mínimo de preocupação em relação a dinheiro, a problemas administrativos, a sucesso ou fracasso. Podemos nos concentrar na recuperação em relação ao relacionamento destrutivo do que em outros problemas que causam tantos conflitos no mundo à nossa volta.

Reflexões da Sexta Tradição:
1. O nosso grupo desencoraja membros a fazerem propaganda de empreendimentos de fora das reuniões de MADA assim como fazer comércio em nossas reuniões?
2. Tomamos cuidado para nunca usarmos nossos contatos do grupo de MADA para obtermos ganho financeiro pessoal?
3. Quando compartilhamos nas reuniões, somos cuidadosas para não deixarmos subtendido um endosso por MADA a empreendimentos alheios, tais como outros grupos de Doze Passos, terapias, publicações etc.?

Outro lema que resume a Sexta Tradição é: “Primeiro as Coisas Primeiras”. Em MADA aprendemos a nos concentrar em nosso propósito primordial e a excluir de nossos grupos tudo que possa interferir em nossa capacidade de transmitir a mensagem de MADA.

JUNHO É MÊS DE…

SEXTO PASSO

Nos prontificamos, inteiramente, a deixar que Deus removesse todos os nossos defeitos de caráter.

No Quarto Passo, fizemos um inventário de nossas vidas, tomamos consciência de nossos defeitos de caráter, nossas armadilhas e jogos de “amar demais”.
Depois compartilhamos essas descobertas com outra pessoa chegando à seguinte questão: como faremos para modificar essa realidade?

Já vimos no Segundo Passo que necessitamos da ajuda de um “Poder Superior”, como cada uma de nós o concebe, acreditando que Ele poderia nos devolver uma vida saudável. Neste momento, Deus remove todas as nossas imperfeições. Vamos voltar a algumas lembranças do nosso passado para compreendermos melhor a natureza desse passo.

Muitas de nós devem se lembrar de algum episódio de insanidade em algum relacionamento e que, num momento de desespero, juramos não agir mais daquela maneira, pedindo “pelo amor de Deus”; que Ele nos tirasse daquela situação. Mas, decorrido algum tempo, voltávamos a agir de forma doentia, negando a gravidade da situação, imaginando ter o controle sobre as coisas e pessoas. Isso ocorria porque não tínhamos consciência de que éramos dominadas pela doença de “amar demais”.

Além disso, quando fazíamos esse pedido a Deus não éramos movidas pela consciência da nossa necessidade de mudança e de uma predisposição interior para que Ele nos ajudasse, mas sim, como uma necessidade de aliviar momentaneamente aquela situação, até que as coisas se abrandassem. Deus, como nós O concebemos, pode transformar nossas vidas e provocar essa mudança. Mas precisamos, além de acreditar nisso, nos predispor e querer essa mudança.

Compreendemos que, antes de pedirmos a Deus que nos modifique, precisamos abrir nossa mente para que essas mudanças possam ocorrer. É preciso querer que essas mudanças ocorram. É necessário abrir mão de todos os hábitos que nos prejudicam e aos outros. Precisamos estar prontas e aceitar essas mudanças. Você pode estar pensando: “posso viver sem alguns comportamentos, mas de outros não estou disposta a abrir mão, (não importa qual seja). Fazendo imposições jamais conseguirei mudar”.

Lembre-se: a remoção dos nossos defeitos, nossa mudança, será feita pelo “Poder Superior”. Nós precisamos, apenas com consciência, sentir e dizer: “eu não quero mais conviver com isso, estou aberta para enfrentar essa mudança”. Não sou mais movida pelo desespero do sofrimento, mas pelo desejo de obter uma melhora profunda.
Uma das características de uma mulher que ama demais é a falta de autoestima. Acostumadas ao sofrimento, passamos pela vida acreditando que não merecíamos ser felizes. Fazer o Sexto Passo é também acreditar que merecemos essa mudança e merecemos uma vida feliz.

“Estou disposta a abrir mão de todos os hábitos que prejudicam meu crescimento e a deixar que Deus remova da minha vida todos os hábitos negativos e defeitos adquiridos no passado. Eu estou pronta”.

Perguntas do Sexto Passo:
1. Ao dar uma olhada na lista do seu Quarto Passo, existe alguma coisa da qual você acredita ser “impossível” abrir mão em sua vida, mas que você sabe ser necessário mudar?
2. Você acredita realmente que uma modificação profunda possa ocorrer em sua vida?