JANEIRO é mês de …

PRIMEIRO PASSO

Admitimos que éramos impotentes perante os relacionamentos e que tínhamos perdido o controle de nossas vidas.

Dar o Primeiro Passo é o início fundamental na recuperação da dependência de relacionamentos. É neste passo que admitimos que nos rendemos diante de nossos relacionamentos destrutivos.

Admitir ser impotente pode ter um significado diferente para cada uma de nós, mas o importante para que possamos praticar o Primeiro Passo é encarar a realidade destrutiva na qual nossas vidas se encontravam antes de conhecermos MADA, e que hoje temos o desejo profundo de mudar a nós mesmas, um dia de cada vez.

Muitas de nós, quando se encontravam no processo de negação, negavam a dificuldade em se relacionar, culpando e acusando os parceiros. Dessa forma, não percebíamos que a opção de estarmos naquele relacionamento era somente nossa e, que na verdade, nossa doença nos impelia à busca de um relacionamento inadequado e autodestrutivo. Portanto, dar o primeiro passo significa aceitar que atingimos um ponto em que não tínhamos mais condições de controlar nossas vidas e, que sozinhas, não tínhamos forças para modificar nosso desejo doentio de controlar nossos parceiros e outras pessoas.

A dependência de relacionamentos é algo que age sobre nós de forma muito sutil. Um comportamento inadequado, adotado em relação ao nosso parceiro, e que de início fazemos parecer ser uma opção nossa, torna-se rapidamente uma obsessão, especialmente quando nosso parceiro não corresponde às nossas necessidades. E assim, ao invés de abandonarmos o relacionamento por ele não corresponder às nossas expectativas, iniciamos uma luta conosco e com nosso parceiro, na tentativa de fazer com que ele se modifique. Isso faz parte do comportamento obsessivo-compulsivo em que nos encontramos nas diversas “lutas” para modificá-lo.

Através de jogos, tentávamos controlar a situação. Temporariamente nos afastávamos de nossos parceiros, mudando a tática de jogo na relação; ora nos fazendo de vítima; ora sendo perseguidora para tentar reconquistá-lo. Tudo isso porque tínhamos a necessidade de fazer com que ele se importasse conosco. Aos poucos, fomos nos afastando de nossa própria vida, de nós mesmas.

Na realidade, nossas escolhas não eram feitas conscientemente, pois não sabíamos realmente o que queríamos de um relacionamento, nem tampouco quais eram os nossos verdadeiros valores. Muitas de nós viviam “como um camaleão”, adotando os valores de outras pessoas como os valores mais importantes, numa tentativa de agradá-las e assim sermos aceitas.

Agora, precisamos aprender a modificar a nós mesmas, ao invés de tentar modificar os outros para que possamos, assim, aprender a aceitar a companhia de pessoas que possibilitem uma intimidade verdadeira.

O que viemos buscar em MADA é a força e a esperança para que possamos nos livrar de todos esses medos, para que possamos aprender a gostar de nós mesmas, e assim ser possível desfrutar da companhia de pessoas saudáveis.

Em MADA, não existe um grau de sofrimento necessário para que você venha se entregue e inicie o processo de recuperação. Cada uma de nós pode investigar a sua própria vida e avaliar o sofrimento e a dor sentidos no passado.

Hoje, o importante é ter o desejo sincero de romper com esses padrões doentios de se relacionar e iniciar o aprendizado de um novo processo de vida, onde possamos viver bem com nós mesmas e com os outros.

Somente após admitir que nossos relacionamentos falharam e que fracassamos nessa etapa de nossas vidas é que estaremos realmente prontas para iniciar a recuperação. MADA oferece esse caminho de recuperação através dos Doze Passos.

Perguntas do Primeiro Passo:

  1. Quando você reconheceu pela primeira vez que sua forma de se relacionar era autodestrutiva?
  2. De que forma, atualmente, sua dependência de relacionamentos causa descontrole em sua vida?
  3. Quais são os instrumentos que hoje você pode utilizar para praticar a recuperação?

Dar o Primeiro Passo é fundamental para alcançar a recuperação.

Lembre-se do que MADA lhe oferece:

ACEITAÇÃO:
Aceitamos como você é agora, como foi e como será.

COMPREENSÃO:
Dos problemas que você enfrenta agora e que certamente compartilha com outras mulheres no grupo.

COMUNICAÇÃO:
Visto que descobrirmos que nossa identificação umas com as outras, a comunicação se torna algo natural, de nossa compreensão e aceitação.

ALÍVIO:
Tendo encontrado aceitação, compreensão e comunicação com outras mulheres, encontramos alívio de nossa doença e ajuda para uma nova auto aceitação e auto compreensão.

PODER:
Com a aceitação e compreensão de nós mesmas, a prática do programa de recuperação de Doze Passos, a crença em um Poder Superior a nós mesmas, o apoio e companheirismo do grupo, abre-se uma porta para um novo modo de vida.

JANEIRO também é mês de…

PRIMEIRA TRADIÇÃO
Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar. O progresso individual depende da unidade de MADA.

Muitas de nós MADAs, vivem a maior parte de nossas vidas no isolamento, sendo este considerado o núcleo da nossa doença.

Preferíamos ficar sozinhas, para podermos agir sem interferência na nossa obsessão pelo outro. Era para nós muito difícil estarmos cercadas por outras pessoas, ou procurá-las para pedir ajuda.

Nosso desejo de viver dessa obsessão nos forçou a mudar nossas atitudes. A recuperação começou para muitas de nós quando ingressamos em um grupo de MADA, e descobrimos que não estávamos mais sozinhas, que havia outras mulheres como nós, e encontramos aceitação, identificação, sensação de pertencer a algum lugar e união com outras MADAs.

Muitas de nós poderiam não estar vivas hoje se não tivéssemos ingressado em nossos grupos MADA.

Se queremos continuar vivas e nos recuperando, precisamos ter o apoio contínuo dos grupos e a inspiração que recebemos de nossas companheiras de MADA. Precisamos também das oportunidades diárias para que possamos ser úteis a outras companheiras.

Sendo assim, a Primeira Tradição é uma questão de vida ou de morte para nós.

Entretanto, nem sempre é fácil manter a unidade. Membros de MADA trazem histórias diferentes, e nas reuniões, encontramos mulheres diferentes de nós em seus modos de buscar a recuperação. Nosso primeiro impulso é achar que elas estão fazendo tudo errado.

Aí é que entra a valorização do bem estar comum da Irmandade acima de nossos pontos de vista, pois senão MADA se partiria em diversas facções e perderia a força que vem da união.

O respeito pela unidade significa que o indivíduo mantém em mente as regras básicas do grupo. Em MADA, somos orientadas a mantermos as necessidades do grupo inteiro em mente, ao compartilharmos nossas experiências, força e esperança.

Geralmente, começamos a reunião seguindo um roteiro, com avisos tais como: “favor desligar os celulares”, “esta é uma reunião de não fumantes”, “o silêncio faz parte do tratamento”, “não se deve dar conselhos” etc. Informamos assim a todos os presentes qual é a consciência do grupo.

Podemos querer partilhar mais do que o tempo especificado, podemos querer aconselhar alguém na reunião, mas a Primeira Tradição nos diz para refrear tais impulsos para o bem do grupo.

É responsabilidade de todas nós, membros dessa Irmandade, proteger o espírito da unidade e do apoio mútuo em MADA.

MADA é um lugar onde todos os membros possuem ampla oportunidade de compartilhar; onde não tentamos confrontar-nos ou consertar umas às outras dentro dos grupos; onde os detalhes mais íntimos de nossas vidas não são descarregados nas reuniões, mas sim discutidos em particular com nossas madrinhas.

Quando chega a nossa vez de coordenarmos uma reunião de MADA, a Primeira Tradição faz com que seja responsabilidade nossa, enquanto coordenadoras, carinhosamente lembrarmos às companheiras as regras básicas do grupo, todas as vezes que a consciência do grupo esteja sendo ignorada.

Isso não significa que todas as MADAs precisem concordar em todos os assuntos relacionados ao funcionamento da Irmandade. Discordâncias em relação às atividades do grupo surgem sempre, e temos de encontrar formas de resolvermos essas discordâncias sem destruirmos a unidade da nossa Irmandade.

O que a Primeira Tradição sugere é que ouçamos com respeito às opiniões de outras pessoas. Expressamos nossas próprias opiniões honestamente, sem depreciarmos aqueles que talvez não concordem com elas. Ao ouvirmos e falarmos, mantemos nossas mentes e corações abertos ao nosso Poder Superior em todos os assuntos.

Depois que a discussão acabou e o grupo tomou uma decisão, não permitimos que nenhum sentimento de antagonismo, que ainda possamos sentir, divida o grupo. Em MADA resolvemos nossas diferenças de opiniões pensando no bem estar do grupo como um todo.

Unidade não significa uniformidade. Em MADA, aprendemos que podemos discordar de outras companheiras em assuntos importantes e que podemos ainda assim, ser amigas que dão apoio umas às outras. Ouvimos as outras com a mente aberta e aprendemos a nos expressar sem insistirmos para que todas façam as coisas do nosso jeito.

Ao praticarmos a Primeira Tradição, começamos a entender melhor a nós mesmos e aos outros. Torna-se mais fácil encontrar formas de fazer as coisas que atendam à necessidade geral.

Reflexões da Primeira Tradição:

  1. Será que praticamos bem o Princípio da Unidade?
  2. Nosso grupo está se dividindo em panelinhas e permanecendo indiferente a alguns membros?
  3. Procuramos nos manter juntos enquanto grupo? Ou tentamos criar a discórdia?
  4. Desencorajamos a fofoca?
  5. Desencorajamos as companheiras de fazerem inventário uma das outras?
  6. Concentramo-nos no que temos em comum? Ou trazemos à tona nossas diferenças, apenas para que haja debate?
  7. Somos gentis, mesmo com aquelas pessoas de quem não gostamos? Ou falamos sobre o amor do grupo de MADA e continuamos agindo com hostilidade em relação a algumas pessoas?
  8. Encorajamos todas as companheiras a darem completa atenção a quem está compartilhando? Ou conversas paralelas, cumprimentos, etc., desviam nossa atenção da reunião com frequência?
  9. Nosso grupo encoraja os membros a falarem rapidamente? Ou permitimos que alguns dominem a discussão falando tanto que não sobra tempo para os outros?
  10. As coordenadoras ajudam as recém-chegadas a serem parte do grupo logo de início, dando-lhes, gentilmente, informações sobre o roteiro da reunião e as regras básicas do grupo?
  11. Encorajamos as companheiras a usarem o telefone para ajudarem as outras, e não apenas para reclamações e fofocas?
  12. Depreciamos outros membros que tenham uma forma diferente de trabalhar o programa?
  13. Apoiamos atividades que coloquem em contato com outros grupos? Nos damos ao trabalho de aprender sobre MADA como um todo?
  14. Encorajamos todas as companheiras a compartilharem honestamente com o grupo, mesmo quando estão passando por momentos difíceis? Ou acreditamos que aquelas que estão tendo problemas não deveriam compartilhar?

A Primeira Tradição de unidade nos lembra de uma verdade importante: não estamos mais sozinhas. Estamos em contato com outros seres humanos. Nossa saúde emocional e espiritual depende da saúde dos nossos relacionamentos.

FEVEREIRO é mês de …

SEGUNDO PASSO

Passamos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmas, poderia nos devolver à sanidade.

No Primeiro Passo de MADA, tomamos conhecimento da nossa impotência em controlar nossos relacionamentos e as outras pessoas, e também do descontrole em que se encontravam nossas vidas.

Como podemos, então, modificar essa situação? Agora, precisamos de ajuda para que possamos acreditar em nosso processo de recuperação. Muitas de nós, no isolamento de nossos relacionamentos, tentamos modificar nosso comportamento, sem, contudo, obter uma modificação profunda. Com o tempo, voltávamos a agir de forma doentia, o que nos deixava profundamente frustradas e com uma crescente vergonha de nós mesmas.

O segundo passo sugere que encontremos uma força além de nós, que nos ajude a acreditar que há uma saída para os nossos problemas e também que há uma maneira na qual podemos praticar os passos da recuperação. O segundo passo nos diz: “um Poder Superior”, ao invés de “O Poder Superior”. Isso significa que temos, em MADA, a liberdade de escolher nosso Deus, segundo a concepção e vontade de cada uma.

Algumas de nós afastaram-se do caminho espiritual e da fé, simplesmente porque perderam a esperança de que a vida poderia tomar um rumo saudável. Estivemos “brigadas” com Deus. Ou talvez, nos afastamos de um caminho espiritual porque a imagem de um Deus, que nos foi transmitida por nossos pais, era ameaçadora: – “se você continuar agindo assim Deus vai castigar você!”. Pensávamos que Deus havia nos abandonado. Até mesmo a obsessão pelo seu parceiro pode tê-lo colocado na posição de seu “Poder Superior”, ao acreditar que o relacionamento pudesse lhe dar tudo o que necessitava, deixando que ele controlasse sua vida.

Quem sabe agora, em MADA, a prática desse passo possa dar a chance de encontrar uma nova concepção de Deus, uma concepção que seja mais adequada para nós. Um Deus bondoso e amoroso, conforme nossa compreensão e necessidade pessoal. Aqui em MADA, você não é obrigada a ter alguma crença para praticar a programação e desenvolver sua espiritualidade. Talvez seja mais fácil para você, que está no início, a compreensão desse Segundo Passo e de um Poder Superior, como sendo o seu próprio grupo de apoio. Você pode ter em mente que o que você encontra aqui em MADA é algo que lhe dá força e coragem, que é mais do que conseguiria usando somente a própria força de vontade. E que esse Poder Superior pode se manifestar através dos depoimentos de cada uma.

Isso já é um bom caminho para que possamos iniciar o processo de recuperação. Diz-se que no Segundo Passo, poderemos achar a vida saudável que estamos procurando.

Hoje, precisamos encontrar um caminho que nós faça acreditar na possibilidade de mudança em nossas vidas. Isso é praticar o Segundo Passo. Que possamos fazer juntas o que não pudemos fazer sozinhas.

Perguntas do Segundo Passo:

  1. Como foi sua vida espiritual na infância?
  2. Qual é a visão do que seria, hoje, uma vida saudável?
  3. Você acredita verdadeiramente que pode, hoje, aprender a desenvolver uma vida saudável?
  4. Hoje, o que você pode fazer na sua recuperação para praticar o Segundo Passo?

FEVEREIRO também é mês de…

SEGUNDA TRADIÇÃO

Para nosso propósito de grupo, há somente uma autoridade: um Deus amantíssimo que se manifesta em nossa consciência coletiva. Nossas líderes são apenas servidoras de confiança, não têm poderes para governar.

Quando nos deparamos com uma dificuldade ou desafio, pedimos orientação a Deus para que nos mostre o melhor caminho para o grupo como um todo. O assunto deve ser discutido cuidadosamente: votamos as alternativas propostas e acreditamos que a decisão a que chegamos juntas é a vontade do nosso Poder Superior.

A recém-chegada poderá perguntar: “Quem é a chefe aqui?”. A resposta é dada na Segunda Tradição: um Deus amantíssimo que se expressa na consciência do grupo. Em MADA não existem posições de poder; temos uma estrutura de serviço. O intergrupo existe somente para executar serviços. Ele não tem poder para impor regras a outros grupos ou a membros individualmente.

Nos grupos de MADA, as companheiras são escolhidas para executar serviços, tais como: abrir o grupo, fazer café, encontrar pessoas para partilhar temas específicos, frequentar as reuniões do intergrupo, reabastecer o estoque de literatura.

Os grupos de MADA, em geral, gastam muito pouco tempo regular da reunião com assuntos de serviço. Se algum membro deseja fazer alguma mudança na maneira como o grupo está operando, isto é traduzido para discussão em uma reunião administrativa com todos os membros que o frequentam regularmente. Alguns grupos fazem tais reuniões junto com a reunião normal e outros as fazem separadamente. A consciência de grupo, informada, decide que ação deverá ser tomada, e as companheiras responsáveis agem implementando a decisão do grupo.

Consciência de grupo não é a mesma coisa que regra da maioria. Essa consciência é uma expressão da unidade do grupo de que fala a Primeira Tradição: um elo comum que cresce entre nós à medida que cada uma abandona a vontade própria.

Para que possamos alcançar uma consciência de grupo bem informada, afirmamos o direito de todas as companheiras do grupo de participarem das discussões e o nosso dever de ouvir atentamente a todas com a mente aberta. O propósito de nossas discussões é assegurar que a decisão a que o grupo chegar leve em conta todas as informações pertinentes. Se queremos chegar a uma decisão consciente, o grupo precisará considerar as necessidades e ideias de todas. Por essa razão, grupos de MADA dão completa atenção a todos os pontos de vista, mesmo o das minorias. Nenhuma companheira que se considere membro do grupo é impedida de falar ou de votar.

Como, de acordo com a Terceira Tradição, “para ser membro de MADA o único requisito é o desejo de evitar relacionamentos destrutivos”, nos grupos de MADA não se exige abstinência de relacionamentos ou outros requisitos para se ter direito a voto. Algumas perguntarão como podemos confiar no voto de companheiras que podem não estar com a mente sã. Certamente isso constitui um risco, mas deve-se levar em conta a necessidade de manter MADA aberto a todas as mulheres que desejam o que a nossa Irmandade tem a oferecer.

Não permitir que algumas votem em tomar decisões no grupo significa nega-lhes sua condição de membro do grupo, condição essa essencial para a recuperação da “doença do isolamento”. Aquelas companheiras que têm longa experiência em MADA e conhecimento das tradições têm responsabilidade de compartilhar o que aprenderam. Portanto, para que atuemos sabiamente sob a autoridade de um Deus amoroso, é necessário o conhecimento das Tradições de MADA e a experiência de outros grupos.

Uma vez que todos os pontos de vista tenham sido carinhosamente ouvidos, o voto da consciência do grupo é dado. Cada companheira baseia seu voto no que acredita ser melhor para o grupo, e não nas personalidades que estão defendendo um determinado ponto de vista, nem no que suas amigas mais próximas acreditam. Pela Segunda Tradição não há perdedor em uma votação da consciência de grupo em MADA.

As companheiras que diferem da opinião do grupo podem, a princípio, ficar insatisfeitas, desapontadas. Mas em longo prazo vemos que a maioria das vezes o resultado foi uma boa coisa para o grupo. Se acontecer uma situação de desagrado devemos lembrar que a realidade é que todas ganhamos quando a vontade de Deus é realizada.

Entretanto, nem todas as decisões tomadas nos grupos são sábias ou práticas. Como seres humanos, cometemos erros, e devemos procurar melhores soluções para o problema. Processa-se uma nova votação de consciência do grupo a fim de corrigir a situação. Assim como acontece com cada uma de nós, os grupos de MADA também aprendem com seus erros. Nosso Poder Superior geralmente nos guia por intermédio dos nossos erros.

Membros antigos que já passaram tais experiências podem pensar que suas opiniões devem prevalecer, apesar da Segunda Tradição. Entretanto, quando elas tentam controlar ao invés de servir as outras companheiras, geralmente as coisas dão errado.

Ao iniciar um novo grupo de MADA, algumas companheiras poderão ter que tomar decisões no início, mas logo a consciência do grupo assumirá a função de liderança. O conselho das mais antigas continua a ser valioso, mas não é bom para o grupo que uma pessoa se mantenha em um serviço por muito tempo.

Uma parte vital do nosso crescimento pessoal em MADA é prestar serviço, mas também é vital praticar a humildade e abrir mão do serviço após um período de tempo específico, de maneira que outra companheira possa ter a mesma experiência. Temos uma rotatividade na prestação de serviço em MADA, mesmo quando a pessoa que está exercendo a função faz um bom trabalho ou deseja continuar.

Devemos logo aprender que não são “elas” e sim “nós”, pois todas as companheiras de MADA partilham a responsabilidade pelo funcionamento do grupo.

Tudo que temos a fazer é o trabalho de base, e podemos confiar os resultados ao nosso amoroso Poder Superior, que nos fornece todos os recursos de que necessitamos.

Reflexões da Segunda Tradição:

  1. De que forma vivemos de acordo com os Princípios da Segunda Tradição em nossas reuniões de MADA?
  2. Nosso grupo encoraja todas as companheiras a participarem ativamente das discussões da consciência de grupo?
  3. Ouvimos com a mente aberta os pontos de vista de todas?
  4. Alguma vez pressionamos o grupo a aceitar as ideias de certas companheiras simplesmente porque elas estão em MADA há muito tempo?
  5. Sentimos que temos que manter as aparências nas discussões do grupo? Ou podemos caminhar juntas, de bom grado, com a consciência de grupo, mesmo que tenhamos diferido dela no início?
  6. Criticamos as companheiras que prestam serviço ou apoiamos os seus esforços?
  7. Fazemos com que as pessoas que prestam serviços sejam responsáveis perante o grupo de forma que se possa confiar nelas e contar com elas?
  8. Será que o grupo dá a devida atenção à companheira coordenadora, à representante do intergrupo e a outras quando estão dando avisos?
  9. As companheiras do nosso grupo se voluntariam para assumir cargos de serviço (secretaria, tesouraria)? Temos dificuldades para encontrar companheiras dispostas a prestar serviço?
  10. A maioria de nós chega a MADA com muita dificuldade em lidar com suas famílias, seus amigos, seus companheiros, seus relacionamentos de trabalho. Fundamentalmente esses relacionamentos têm por base o poder, o controle e a manipulação. Ao constatar que podemos utilizar também a Segunda Tradição nas nossas vidas lá fora, nos sentimos encorajadas?
  11. Aprendemos em MADA que ao invés de criticar, censurar ou discutir, podemos cooperar com as decisões que ajudamos a tomar?
  12. Aprendemos a expressar nossas necessidades e desejos de uma forma adulta?
  13. Temos disposição para aderir a qualquer decisão que leve em conta as necessidades de todas?

Raiva e amargura são substituídas por harmonia e paz quando damos a mesma importância a cada pessoa e realmente ouvimos o que todos têm a dizer. Quando isso acontece, a vontade de um Deus amantíssimo está realmente se expressando através do nosso grupo.

MARÇO é mês de …

TERCEIRO PASSO
Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, como nós O concebíamos.

No Primeiro Passo, admitimos que não tínhamos controle sobre nossos relacionamentos. No Segundo Passo, vimos que precisávamos da ajuda de algum Poder Superior que nós, para nos recuperar da nossa doença. No Terceiro Passo vamos exercitar nossa entrega e aceitação. Vamos aprender a deixar o controle de nossas atitudes perante nossos relacionamentos e nossas vidas, e confiá-los a esse Poder Superior. E como já vimos no Segundo Passo, esse Poder é um Deus conforme nossa concepção pessoal.

Nossa dependência de relacionamentos é basicamente uma doença do controle. Tentávamos de todas as maneiras controlar nossos relacionamentos doentios, para que as pessoas agissem conforme nossa vontade. E nossa doença nos fazia escolher exatamente aquelas pessoas que não tinham para nos dar aquilo que necessitávamos. Muitas vezes colocávamos nossa vontade e nossas vidas nas mãos de outras pessoas, deixando que elas controlassem nossas atitudes de forma destrutiva.

Na realidade, nunca tivemos e nem teremos total controle sobre as coisas. Não temos o poder de controlar a chuva, a vida ou a morte. Praticar o exercício de entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus é um meio de aceitar a vida como ela nos apresenta. Vejamos um exemplo: Imagine que você está em cima da hora para um compromisso importante e se encontra num terrível engarrafamento. Não há como mudar essa realidade. Você pode apresentar várias atitudes, como buzinar incessantemente ou esbravejar, mas nada disso fará com que você mude essa situação.

Esse exemplo no trânsito é uma situação onde você se encontra impotente. Sua própria vontade de nada adiantará. Quem sabe se aceitando os fatos do momento e entregando o resultado a Deus, você possa encontrar uma forma de aproveitar esse tempo para ler um pouco mais a literatura, meditar, ou fazer outra coisa que lhe seja útil.

Entregar não significa não fazer nada, ou deixar de tomar uma atitude necessária, esperando que as coisas mudem por si só. Entregar nossa vontade e nossa vida a esse Poder Superior é confiar que qualquer que seja o resultado obtido naquilo que nos empenhamos, “Ele” está cuidando de nós, acreditando que “Ele” sabe o que necessitamos e o que é melhor para nós a cada momento. Sentiremos então paz e serenidade, pois não estaremos mais lutando com a vida, mas penas fazendo nossa parte. Como o programa dos Doze Passos é uma prática e uma busca diária, muitas de nós poderão encontrar-se tomando a decisão de entregar suas vidas aos cuidados de Deus, aceitando a realidade, e flagrar-se, num outro momento, lutando para retomar esse controle com pensamentos como estes: “Tenho que resolver essa situação hoje de qualquer maneira”. “Posso lidar com isso sozinha”, “Se eu for boa e me empenhar o suficiente, desta vez o relacionamento vai dar certo” e assim por diante. Não se preocupe com essas recaídas.

O importante é estarmos dispostas a praticar o programa diariamente.

Perguntas do Terceiro Passo:

  1. Como sua “vontade desenfreada” em controlar as pessoas e situações prejudicou sua vida no passado?
  2. O que você considera ser necessário entregar em sua vida nesse momento?
  3. Que instrumentos você tem hoje para praticar esse terceiro passo?

ORAÇÃO DO TERCEIRO PASSO

Deus ofereço-me a Ti
Para que trabalhes em mim e faças comigo o que desejares.
Liberta-me da escravidão do ego,
Para que eu possa realizar melhor a Tua vontade.
Remove minhas dificuldades,
Para que a vitória sobre elas possa dar testemunho, Diante daqueles a quem ajudarei,
De Teu Poder,
De Teu Amor e
De Teu Modo de Vida.
Possa eu sempre realizar a Tua vontade!

Fazer a oração da serenidade é uma forma de praticarmos este Terceiro Passo.

ORAÇÃO DA SERENIDADE

Deus, concedei-me a
SERENIDADE, para aceitar as coisas que eu não posso modificar
CORAGEM, para modificar aquelas que eu posso e
SABEDORIA para perceber a diferença.
SÓ POR HOJE!

Praticar o Primeiro Passo é o início fundamental.

MARÇO também é mês de …

TERCEIRA TRADIÇÃO

Para ser membro de MADA, o único requisito é o desejo de evitar relacionamentos destrutivos.

Nenhuma mulher que tenha o desejo de evitar relacionamentos destrutivos pode ser barrada em qualquer grupo de MADA. As companheiras de MADA são de origens, raças e religiões muito diferentes. Podemos ter, e de fato temos, diferenças quanto a opiniões, posição política, valores, estilo de vida, idade, orientação sexual e posição econômica.

Não existem pré-requisitos para ser membro de MADA. Não é um pré-requisito termos experiências semelhantes. Todas aquelas que já experimentaram a dor de viver um relacionamento destrutivo são bem-vindas às nossas reuniões.

Em MADA encontramos uma enorme gama de opiniões sobre o programa em si, sobre os Doze Passos, as Doze Tradições e como aplicá-los melhor. Ninguém é expulsa de MADA por não trabalhar os Passos, não ter uma madrinha, não respeitar as Tradições ou não adotar os instrumentos que a maioria emprega. Isso não quer dizer que os Passos, as Tradições e os instrumentos não são importantes, mas isso que mostra como praticamos os princípios da aceitação e do amor incondicional em MADA.

A recuperação é uma jornada, e o programa de Doze Tradições é a estrada pela qual viajamos juntas em MADA. O objetivo da Terceira Tradição é assegurar que a estrada estará sempre acessível a todas que queiram viajar por ela.

Duas ou mais MADAs que se unam com o objetivo de pôr em prática os Doze Passos e as Doze Tradições são consideradas um grupo de MADA, desde que como grupo não tenham outras filiações. Deve-se notar que, mesmo que a companheira esteja passando por um relacionamento destrutivo, ela será sempre bem-vinda às reuniões de MADA. A porta nunca se fecha para uma companheira que tenha recaído no programa.

Ocasionalmente, os grupos são incomodados por companheiras que destroem a harmonia das nossas reuniões. Mesmo essas companheiras não são barradas no grupo e não lhes é negada a chance da recuperação. A maioria dos problemas de personalidade pode ser tratada em base pessoal por meio do amadrinhamento.

Nossas reuniões de MADA não serão sempre perfeitas, mas nelas poderemos encontrar a recuperação, apesar das imperfeições. Quando cada companheira é tratada com amor, o grupo sobrevive e emerge de cada experiência mais forte do que nunca.

Qualquer companheira que nos diga que é um membro, é um membro. Damos as boas- vindas a todos os membros de braços abertos. Não queremos excluir nenhuma de nossas companheiras sofredoras ou criar barreiras à sua recuperação. Muitas de nós chegam à Irmandade com a sensação de que o resto do mundo não nos entende, de que não pertencemos a lugar algum, e ficamos surpresas a nos deparar com outras mulheres que se sentem da mesma forma.

Reflexões da Terceira Tradição:

  1. Nosso grupo encoraja todas a tomarem parte nas discussões?
  2. Fazemos com que todas as companheiras sintam-se bem-vindas, ou existem algumas que preferíamos não ter em nosso grupo?
  3. Focalizamos nossas discussões nas coisas que temos em comum por sermos MADAs ?
  4. Permitimos que raça, idade, educação, religião (ou falta dela), crenças, políticas ou linguagem determinem se iremos estender as mãos durante as reuniões de MADA ou pelo telefone?
  5. Será que nos deixamos impressionar por uma companheira que seja uma celebridade?
  6. Pelo seu status profissional? Pela sua experiência com outros programas de Doze Passos? Ou o grupo consegue tratar cada recém-chegada da mesma forma?
  7. Fazemos questão de falar com as recém-chegadas mesmo quando sua aparência ou atitude não são convidativas? Fazemos com que elas se sintam bem-vindas em MADA?
  8. Será que o grupo continua a dar boas-vindas a todas as companheiras, mesmo àquelas que tenham sido críticas em relação ao grupo no passado?

Em MADA aprendemos que as pessoas podem discordar de nós em assuntos importantes e ainda assim serem companheiras amorosas que nos apoiam.

Quando aplicamos sem reservas a Terceira Tradição, frequentemente descobrimos a amizade sincera onde menos esperávamos, em pessoas que anteriormente teríamos excluído de nossas vidas.

Tal amizade está em toda parte a nossa volta, e tudo o que temos que fazer é abrir nossos corações para recebê-la.Bem-vindas ao lar!

ABRIL é mês de …

QUARTO PASSO

Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmas.

No Primeiro Passo, admitimos a falência dos nossos relacionamentos. No Segundo Passo, pedimos a um Poder Superior para que nos ajudasse à recuperação. No Terceiro Passo, entregamos o controle de nossas vidas a esse Poder Superior.

Agora, no Quarto Passo, vamos investigar nossa vida e reconhecer, através de um inventário minucioso, quais foram os impulsos doentios que nos levaram a agir de forma insana e destrutiva em nossos relacionamentos.

Ao olharmos para nossas vidas no passado, vimos que nossas relações foram sempre movidas por nossos impulsos dependentes. Quando dizíamos: “porque eu sempre acabo me relacionando com esse tipo de pessoa?”, achávamos que éramos vítimas das situações em que encontrávamos que não tínhamos sorte, e que a vida estava contra nós.

Através de uma investigação minuciosa, pudemos compreender o que nos levava a essas escolhas e que, na realidade, sentíamos necessidade desses relacionamentos doentios para podermos praticar aquilo que nos era familiar. Repetíamos em nossos relacionamentos comportamentos parecidos, na tentativa de resgatar o amor que não nos foi dado no passado.

Pelo fato de termos recebido muito pouco em nossa infância, nossa autoestima tornou-se muito baixa, acreditando que não merecíamos a felicidade. De início, talvez, você possa achar que teve uma infância perfeita e que não tenha tido nada de errado com sua vida, que você recebeu “tudo”. Essa investigação de nossas vidas é apenas uma forma de reconhecermos como nossos padrões de relacionamento foram formados, pois hoje temos total responsabilidade sobre nossas vidas, cabendo somente a nós a responsabilidade de alcançarmos uma vida feliz.

É importante reconhecer todos os padrões em nossa forma doentia de nos relacionar. Isso é fundamental para que possamos nos abster desses comportamentos. Vejamos alguns exemplos:

Se você veio de um lar onde o alcoolismo estava presente, é provável que você tenha atração por parceiros com problemas com o álcool, e hoje tente “ajudar” seu parceiro da mesma forma como sua mãe fazia com seu pai. Ou talvez você tenha necessidade de se relacionar com homens que não conseguem se comprometer emocionalmente ou até mesmo que precise manter vários relacionamentos. Ou sua doença faz com que se relacione com pessoas irresponsáveis, de forma que você tenha que se responsabilizar pela maior parte dos problemas, até mesmo financeiros.

Qualquer que seja seu padrão é importante que você identifique as características de sua forma de relacionar e o que a leva a agir assim. No Quarto Passo, temos a oportunidade de refletir e compreender o processo que nos levou a agir daquela maneira.

Você terá que escrever bastante, empregando o tempo e a energia necessários para executar esse trabalho. Pode ser que, para você, escrever não seja um meio de expressão fácil, em que se sinta à vontade. Experimente, por exemplo, usar um gravador, e vá contando para si mesma o que aconteceu.

Entretanto, escrever é a melhor técnica para esse exercício. Não se incomode em escrever corretamente, ou mesmo bem. Faça de forma a ter sentido para você. Você precisará ser absolutamente honesta e auto reveladora em tudo o que escrever.

Enfrentar minuciosamente nossas falhas de caráter pode nos levar a sentimentos de auto piedade, ou a revelar mágoas profundas. Nossa doença, por si só, nos impediu o desenvolvimento da autoestima. Portanto, por mais doloroso que seja o que possamos descobrir a nosso respeito, lembre-se de que esses comportamentos foram resultados de nossos instintos desenfreados. Essa foi à forma que aprendemos a nos relacionar, na tentativa de sobrevivermos a todas as adversidades das quais fomos vítimas no passado. Agora estamos tendo a oportunidade de nos recuperar de tudo isso. Temos hoje a responsabilidade de nos modificar. Não deixe que o sentimento de culpa tome conta e a impeça de continuar o processo de investigação.

É importante não esquecer nossas qualidades. Faça uma lista onde você possa estar revelando as coisas boas que possui dentro de si mesma, não se importe com o que foi dito no passado. O fato de termos defeitos não implica em sermos pessoas ruins. No Quarto Passo estamos “limpando nossa casa” para deixar vir toda nossa essência positiva. Fazer o Quarto Passo é algo que pode também ser feito periodicamente nas várias fases do nosso processo de recuperação ou até mesmo utilizá-lo em um assunto específico; fazendo o Quarto Passo do seu trabalho, de um relacionamento específico, etc. Você pode guardá-lo em lugar seguro e compará-lo quando fizer o próximo.

Uma pessoa que já tenha feito o Quarto Passo, ou sua madrinha, pode orientá-la e ajudando-a a criar seu próprio questionário conforme sua características e seu processo de recuperação.

Perguntas do Quarto Passo:

  1. Escreva sobre as características de sua família. Como se relacionava com as pessoas, que tipo de relação você mantinha com elas?
  2. Seus familiares eram carinhosos e compreensivos com você? Eles lhe davam amor incondicionalmente?
  3. Perante os outros, que “segredos” ou aparências sua família mantinha para esconder das pessoas que seu lar não era tão saudável quanto parecia ser?
  4. Você se sentia amparada quando necessitava de ajuda?
  5. Descreva, de uma maneira geral, o que você achava que sua família pensava de você durante sua infância, adolescência e ainda na fase adulta?
  6. Como você chama hoje a atenção das pessoas (introversão, indiferença, bondade extrema, etc.) para que saibam que você se sente mal e/ou precisa de ajuda?
  7. Que tipo de jogos você mantinha ou mantém nos seus relacionamentos, para fazer com que as pessoas atendam às suas necessidades? Você se fazia de vítima, acusava os outros, abandonava temporariamente o relacionamento para que seu parceiro sentisse sua falta? Comprava presentes para agradá-los?
  8. Tente identificar que sentimentos você tinha quando o comportamento de seu parceiro fugia do seu controle. Sentia raiva, ciúmes, inveja, medo, ira ou abandono? Esses sentimentos têm relação com sentimentos familiares, conhecidos em sua infância?
  9. Quais são os seus medos em sua vida agora?
  10. Como sua doença afetou as diversas áreas da sua vida?
  11. Porque você mantém, ou mantinha o relacionamento, mesmo sabendo que ele era destrutivo? Que justificativas você usa ou usava para não sair desse relacionamento?
  12. Sente dificuldade em ficar só? Que sentimentos e preconceitos você tem quando está sem um relacionamento?
  13. Você acredita ter prejudicado outras pessoas em função de manter essas relações doentias?
  14. Quais são as qualidades que você possui, mas tem dificuldade em admitir?
  15. O que mais gosta em você mesma?
  16. O que você deseja alcançar hoje em sua recuperação?

ABRIL também é mês de …

QUARTA TRADIÇÃO

Cada grupo MADA deve ser autônomo, exceto em assuntos que afetem outros grupos ou a Irmandade como um todo.

“É proibido proibir”. Esse lema em MADA quer dizer que não há nada obrigatório no programa, que como indivíduos somos responsáveis por nós mesmas e livres para trabalhar (ou não) o programa de Doze Passos da forma como quisermos. Isto também se aplica aos Grupos MADA.

A Quarta Tradição, a tradição da autonomia, dá aos grupos MADA o direito e a responsabilidade de operarem da forma que acharem conveniente, livres de qualquer influência externa. Autonomia significa que grupos MADA não podem ter qualquer filiação, a não ser com a Irmandade. Também significa que nenhum grupo de MADA pode determinar as ações de outro grupo.

Existe apenas um limite na Quarta Tradição: os grupos não devem fazer nada que prejudique a outros grupos ou à MADA como um todo.

A Quarta Tradição dá aos grupos a liberdade de fazer o que funciona melhor para eles. Cada grupo escolhe seu próprio horário e local de reunião, assim como o roteiro e as literaturas autorizadas a serem estudadas. Cada grupo de MADA toma suas próprias decisões e comete seus próprios erros, sem interferência de nenhum órgão de governo além da sua própria consciência de grupo.

Membros de MADA que visitam outros grupos podem se deparar com outras práticas que possam lhes parecer estranhas, mas não devemos nos esquecer da autonomia do grupo.

Entretanto, grupos de MADA por todo o país devem ser iguais em um aspecto: funcionar em uma atmosfera que promova a recuperação, por intermédio dos Doze Passos e das Doze Tradições.

Na segunda parte da Quarta Tradição verifica-se que a autonomia se aplica apenas a assuntos que afetem outros grupos ou MADA como um todo.

Um tipo de problema que afetaria a Irmandade como um todo seria um grupo de MADA que não se apoiasse nos Doze Passos e nas Doze Tradições. Ao se intitular MADA, mas não oferecer aos seus membros os princípios de MADA, esse grupo estaria transmitindo às companheiras uma ideia errada sobre o programa e prejudicando a Irmandade como um todo.

Grupos que ignoram uma ou mais das Doze Tradições trazem discórdia para a Irmandade. Não se deve permitir que discussões ocupem mais tempo do que as partilhas sobre recuperação. Uma infração não resulta em explosão do grupo da Irmandade.

Quando um grupo quebra uma Tradição, isso ocorre geralmente porque as pessoas não estão bem informadas a respeito dela, e não porque tenham escolhido ignorá-la.

Quando isso acontece, as companheiras que conhecem as Tradições têm     a responsabilidade de se manifestar e informar ao grupo que ele está funcionando fora das Tradições. Quando essas companheiras falam, uma discussão saudável sobre as Doze Tradições geralmente se segue, e a maioria dos grupos escolhe funcionar dentro dessas orientações.

As Tradições existem para prevenir problemas. Grupos que as ignoram geralmente acabam se envolvendo em complicações de algum tipo. Surgem problemas ou a atmosfera positiva muda. Companheiras se afastam, o entusiasmo se esvai, e a sobrevivência do grupo é ameaçada.

Quando isso acontece, membros familiarizados com os princípios de MADA podem apontar, de forma precisa, a fonte do problema como decorrente da quebra de uma determinada Tradição, e a consciência informada logo se mobiliza no sentido de fazê-lo voltar à normalidade.

Em casos externos, quando um grupo está afetando MADA como todo por causa da sua persistente recusa em funcionar segundo os princípios da Irmandade, esse grupo pode ser retirado das listas de reuniões. Entretanto, essa atitude só deve ser tomada depois de muita reflexão.

Autonomia também significa que grupos de MADA operam livres de influências.

Mesmo quando outras organizações nos proporcionam locais de reunião, não devemos permitir que elas influenciem o grupo MADA. Claro que uma reunião que ocorre em uma igreja, edifício comercial, hospital ou escola deve se ajustar às regras do local no que diz respeito a não fumar, barulho, arrumação, aluguel e regras do gênero.

A autonomia de MADA é essencial se queremos viver de acordo com nossas Tradições e manter intacto o programa de recuperação de Doze Passos de MADA.

A Quarta Tradição oferece aos grupos de MADA a liberdade de encontrarem seus próprios caminhos e aprenderem com suas próprias experiências. Ao mesmo tempo, essa Tradição assegura a todos que a Irmandade de MADA não será prejudicada pela ação equivocada de um grupo e que as reuniões de MADA continuarão a focalizar os princípios contidos nos Doze Passos e nas Doze Tradições de MADA.

Viver de acordo com a Quarta Tradição em MADA significa aprender a agir de forma autônoma mesmo quando vivemos em harmonia com os outros. Aqui aceitamos a responsabilidade por nós mesmas, por nossas ações e por suas consequências e pela nossa recuperação.

Reflexões da Quarta Tradição:

  1. Respeitamos o direito de outros grupos de terem práticas diferentes das nossas?
  2. Mantemos nosso grupo livre de controle ou de influência alheia à MADA?
  3. Paramos para pensar que as atitudes e ações de nosso grupo irão moldar muitas das primeiras impressões das recém-chegadas sobre MADA como um todo?
  4. Levamos em consideração todas as Doze Tradições quando estamos tomando as decisões da consciência de grupo?
  5. Nosso grupo dedica algum tempo à discussão das Doze Tradições?
  6. Levamos em consideração que as ações do nosso grupo podem afetar a opinião pública sobre MADA como um todo?
  7. Praticamos o princípio da autonomia, assumindo responsabilidade por nossas próprias ações e evitando tentativas de controlar as ações dos outros?

Todos nós precisamos do equilíbrio implícito no Princípio de Autonomia para sermos indivíduos e grupos únicos que devemos ser.

Essa Tradição nos desafia como indivíduos, como grupos de MADA e como Irmandade a atingir um equilíbrio saudável entre nossa responsabilidade para conosco e para com os outros, ao crescermos e trabalharmos juntas, como companheiras em recuperação.

MAIO é mês de …

QUINTO PASSO

Admitimos perante Deus, perante nós mesmas e perante outro ser humano, a natureza exata de nossos defeitos.

Após termos feito uma investigação de nossas vidas, listando através de um inventário escrito nossas características, nossos defeitos e qualidades, conversamos com alguém a esse respeito.

Admitir nossas falhas diante de outro ser humano pode parecer embaraçoso, mas devido a diversas razões é realmente necessário fazermos isso. Podemos pensar que admitir a um Poder Superior seja o suficiente. Mas conversar com outro ser humano nos ajudará a nos livrarmos da culpa, do isolamento e da vergonha em relação a nosso comportamento no passado.

Talvez muitos dos fatos revelados no Quinto Passo tenham sido mantidos em absoluto segredo. Muitas vezes nossa doença pode ter justificado nosso comportamento. Então, é importante que alguém, que esteja num processo de recuperação, nos ajude a descobrir a natureza exata de nossas falhas e o que nos levou ao nosso comportamento doentio, tirando-nos da armadilha da negação e da nossa posição de vítima daquelas situações nas quais nos encontrávamos. Dessa forma, descobriremos que a trama de nossas ações de “amar demais” era, na verdade, movida pelo egoísmo, controle e pela nossa incapacidade de amar e receber amor verdadeiro. Os papéis desempenhados por nós em nossos relacionamentos tinham a função de resgatar os sentimentos enraizados na nossa infância, como a raiva o medo e o abandono. Ser “boazinha” escondia nossa necessidade de agradar e controlar as outras pessoas.

É importante que a pessoa que escolhemos para fazer esse Quinto Passo seja de nossa inteira confiança, mantendo estrita confidência de nossas revelações e que ela possa ter a compreensão de nossos problemas. Esse confidente pode ser uma companheira mais experiente no programa do MADA, ou outra pessoa, mas é importante que conheça a natureza da nossa doença. Poderá ser um terapeuta ou conselheiro espiritual. Mas não faça de seu parceiro esse ouvinte.

Ao praticarmos o Quinto Passo, estaremos entrando no caminho de abertura e limpeza de nossa vida. Quando falamos com outro ser humano sobre nossos sentimentos mais dolorosos, eliminamos sentimentos e emoções reprimidas durante anos, fazendo com que desapareçam. À medida que a dor desaparece, abrimos espaço para entrar coisas novas em nossas vidas.

Perguntas do Quinto Passo:

  1. Que justificativas a impedem de confiar seus sentimentos mais profundos a outro ser humano?
  2. É difícil para você confiar nas pessoas? Ou você se abre facilmente, mas com pessoas inadequadas?
  3. O que lhe falta para tomar a decisão de fazer o Quinto Passo?

MAIO também é mês de …

QUINTA TRADIÇÃO

Cada grupo possui apenas um único propósito primordial: Transmitir a mensagem à MADA que ainda sofre.

MADA é uma Irmandade que oferece um programa espiritual que traz recuperação para muitas mulheres que haviam perdido a esperança.

Nós, que encontramos uma maneira saudável de nos relacionar, temos a responsabilidade de assegurar que a MADA não se desvie de seus objetivos. Nossos grupos se reúnem para que possamos partilhar com outras companheiras a recuperação obtida por intermédio dos Doze Passos e das Doze Tradições. MADA sempre oferecerá recuperação para as mulheres que sofrem da nossa doença, desde que nos lembremos de que é o nosso propósito primordial.

Não podemos manter as dádivas preciosas da nossa própria recuperação a não ser que passemos adiante, partilhando a mensagem de MADA. Isso nos remete ao Décimo Segundo Passo.

Quando focalizamos em nossas discussões os princípios incorporados nos Doze Passos e nas Doze Tradições e quando partilhamos o modo como encontramos a solução para nossos problemas de relacionamento percebemos que transmitimos a mensagem para as mulheres que ainda sofrem, assim como para nós mesmas.

Não importa quanta recuperação tenhamos, precisando ainda assim ouvir a mensagem de MADA. Todas as vezes que oferecemos nossa experiência, nossa força e nossa esperança à MADA que ainda sofre, retribuímos o que nos foi dado de graça e desse modo, perpetuamos o fluxo de energia curadora que alimenta nossa própria recuperação. Devemos nossa própria recuperação a outras companheiras de MADA.

Encontramos companheiras que tinham feito e sentido as mesmas coisas que nós. Escutamos companheiras que tinham feito e sentido as mesmas coisas que nós. Escutamos atentamente o que elas diziam, queríamos saber como elas estavam melhorando.

Falando abertamente sobre nossas batalhas, sob a perspectiva de nossa recuperação em MADA, trazemos à recém-chegada uma mensagem de força, fé e esperança que não se encontra em nenhum lugar fora da Irmandade.

A Quinta Tradição nos mostra que não basta somente discutir nossos problemas umas com as outras. É na mensagem de MADA, nos nossos Passos e nas nossas Tradições que encontramos soluções para nossos problemas. Viver por estes princípios salvou nossas vidas.

Honestidade, esperança, fé, coragem, integridade, boa vontade, humildade, autodisciplina, amor, perseverança, serviço, espiritualidade, unidade, confiança, mente aberta, responsabilidade, aceitação, igualdade, irmandade, os Doze Passos, as Doze Tradições e amadrinhamento devem ser o foco de cada reunião de MADA mais do que nossos problemas.

Ajudamos muito mais quando escutamos, evitamos dar conselhos e partilhamos nossas experiências de viver pelos princípios de MADA.

MADA não é um clube social, embora façamos ótimas amizades em MADA e desejemos vê-las nas reuniões. A Quinta Tradição nos lembra de que os grupos de MADA geralmente morrem se os seus membros fazem grupinhos ou continuamente ignoram as necessidades das recém-chegadas.

A MADA que ainda sofre nem sempre é uma recém-chegada à MADA. Pode ser uma companheira mais antiga que esteja passando por uma dificuldade.

Ver uma companheira recair ou enfrentar problemas pode ser assustador para nós. Inicialmente ficamos tentadas a evitar o assunto, ou usamos o slogan “junte-se às vencedoras” como uma racionalização para não falarmos com a pessoa em recaída nas reuniões de MADA, ou para nunca telefonarmos para nossas companheiras que pararam de ir às reuniões. Quando reagimos assim, estamos esquecendo o propósito primordial do nosso grupo.

A Quinta Tradição também nos diz para irmos além dos nossos grupos, para procurarmos mulheres que amam demais que nunca assistiram a uma reunião. Nosso propósito primordial inclui a responsabilidade de atingir essas pessoas de todas as maneiras possíveis.

Esta é uma das razões pela qual cada grupo de MADA gasta uma parte de seus fundos sustentando Intergrupo ou uma linha telefônica. Esses corpos de serviço levam a mensagem de uma forma que geralmente não está ao alcance dos grupos, nos serviços de atendimento telefônico, organizando eventos especiais, fornecendo oradores, etc.

Reflexões da Quinta Tradição:

  1. Nosso grupo se concentra suficientemente no propósito primordial de MADA?
  2. Focalizamos nossas discussões nos Doze Passos, nas Doze Tradições, e na recuperação?
  3. Damos as boas-vindas às recém-chegadas e lhes damos atenção individual?
  4. Será que tentamos com que a Irmandade de MADA seja conhecida por pessoas de fora que necessitam de ajuda?
  5. De que maneira apoiamos nosso Intergrupo e o serviço telefônico em seus esforços de levar a mensagem?
  6. Damos as boas-vindas às companheiras que estão retornando à MADA?
  7. Oferecemos nossos números de telefone e nos comprometemos com as recém- chegadas?
  8. As novatas conseguem encontrar madrinhas em nosso grupo?
  9. Alguém no nosso grupo se compromete a ligar para as recém-chegadas ou para as companheiras que têm estado ausentes da reunião?
  10. Nos lembramos de que as veteranas em MADA podem também ser MADAS que ainda sofrem?

A Quinta Tradição nos ajuda a manter a simplicidade, tanto para grupos quanto para membros de MADA individualmente. Quando focalizamos a atenção no propósito primordial de serviço, podemos eliminar uma grande quantidade de preocupações desnecessárias.

À medida que nos concentramos em nossos serviços e em levar a mensagem de recuperação para outras mulheres, encontramos uma profunda satisfação no serviço, quando juntamos forças para partilhar a recuperação em MADA.