Depoimentos

MINHA PRIMEIRA VEZ EM UM GRUPO DE MULHERES QUE AMAM DEMAIS ANÔNIMAS…

“Meu nome é N. e eu sou uma Mada em recuperação. Eu vou contar um pouquinho da minha história resumidamente e como vim parar no grupo.
Eu nasci em Minas Gerais, minha cidade natal é Andradas. Minha mãe me teve com treze anos e após meu nascimento ela precisou me deixar com meus avós, pois foi expulsa de casa e resolveu ganhar a vida e mais dinheiro em São Paulo.
Quando completei quatro anos minha mãe voltou para me buscar. Ela já estava em um relacionamento com outro homem e já tinha uma outra filha.
Eu era uma criança muito sozinha, na escolinha já me sentia inadequada e não tinha muitos amigos. Fui morar em São Paulo com a minha nova família. Eu era uma criança obediente e nessa época minha mãe começou a ter as primeiras crises de depressão. Sendo criança, não entendia muito bem isso, só a via sempre irritada ou triste e ficava quietinha para dar o mínimo de trabalho.
Na adolescência as coisas já eram bem diferentes com relação ao meu comportamento, continuava me sentindo sozinha, mas para chamar atenção comecei a dar muito trabalho e era muito rebelde.
Comecei a me relacionar e ficava com um garoto atrás do outro. Na escola ia muito mal e consegui ser reprovada no segundo ano do ensino médio. Fugi de casa e fui morar na casa da mãe de um namorado que na época estava preso. Antes de ele sair da cadeia arrumei outro namorado que parecia perfeito e a família dele me fazia me sentir muito querida. Engravidei e confesso que foi única e exclusivamente para sair da casa dos meus pais, pois a minha mãe piorava a cada dia e meu padrasto mal olhava na minha cara.
O sonho do relacionamento perfeito com a família mágica durou pouco e dois meses depois do meu filho nascer começaram as brigas e o desrespeito que acompanhava sérias agressões. Após dois anos casada tentei suicídio e fui internada em uma clínica psiquiátrica. Retornei para o relacionamento e meses depois resolvi terminar, enfrentar a minha família e retornar novamente à casa dos meus pais, pois não tinha aonde morar.
Passado um tempo da separação, encontrei uma amiga que namorava um amigo do meu ex-marido…ela estava linda e me aproximei para saber como estava e ela me disse que havia se separado e eu fiquei pasma. Perguntei:

– Mas, como você consegue estar tão bem, tão linda após um rompimento? E ela respondeu:

– Estou indo a um lugar que está me fazendo muito bem. Quer ir? Sem pensar muito disse sim e foi quando conheci o grupo pela primeira vez. Era uma quinta-feira à noite, em meados de 2012 quando fui a minha primeira reunião. Fiquei maravilhada com as mulheres dentro daquela sala, foi a primeira vez que não me senti inadequada (o que era muito estranho), pois era a primeira vez que via aquelas mulheres. Me senti amada e querida quando ouvia cada uma falar de si mesma e ao final da reunião recebi  um belo abraço que carregou meu coração e minha alma.

Durante esses quase sete anos eu continuo voltando e muita coisa mudou. Consegui sair daquele e de muitos outros relacionamentos destrutivos que surgiram, me formei na faculdade, saí da casa dos meus pais e moro com meu filho em um espaço alugado, mas muito digno. Fiz algumas viagens e duas delas internacionais, trabalhei por sete anos em uma única empresa, sou uma mãe mais assertiva que consegue dar suporte e apoio ao meu filho, construí uma rede de apoio de pessoas maravilhosas, amorosas e construtivas que estão disponíveis para me ouvir. Continuo voltando, pois o programa me ensinou a viver e me mostrou que tenho muitos sonhos a serem realizados. Sei que o poder superior ainda tem muito mais para revelar a mim através de MADA.
N.  – Grupo MADA Carrão

“Sempre me envolvi em relacionamentos destrutivos, não só com homens mas com amigos, familiares, tudo era muito intenso. Entre tantas coisas que funcionam como ferramentas em MADA, existem duas que na minha primeira vez foram fundamentais: ter uma MADA que me levou a mensagem e um Poder Superior (não necessariamente nessa ordem). Conheci o grupo através de uma pessoa que nunca havia visto na vida, participamos de uma pesquisa remunerada e ao sairmos fomos tomar um café. Quando ela me contou que namorava um rapaz de outro estado já falei logo: “Nossa, mas isso é impossível, você não morre de ciúmes? Eu não aguentaria!”. E ela respondeu: “Antes sim, mas depois que conheci um grupo de MADA não, agora meu relacionamento é saudável“. Eu quis entender mais sobre o grupo, e ela apenas me disse mais ou menos onde ficava e como achar na internet. Nessa época eu estava muito mal, pois havia acabado de perder um emprego por me envolver em mais um relacionamento destrutivo, então procurei o grupo. Lembro que chorei muito no meu primeiro dia e recebi um abraço de uma companheira que me disse: Você não está mais sozinha, continue voltando! Isso foi uma massagem na minha dor. E passados três anos continuo voltando e agradecendo ao meu Poder Superior por ter colocado aquela moça no meu caminho. Nunca mais a vi e nem tive notícias mas ela levou a mensagem como MADA para alguém que precisava dessa mensagem e o resto foi com meu Poder Superior. De lá para cá, muitas coisas melhoraram, muitos relacionamentos passaram a ter limites e serem mais saudáveis, vivendo um dia de cada vez em busca da minha Serenidade!”
Z. – Grupo MADA Jardins

“Minha primeira vez em MADA foi num ato de extrema necessidade de buscar ajuda. Eu procurava acabar com aquela DOR, angústia e tristeza profundos que eu sentia. Tinha rompido com meu namorado há pouco mais de dois meses, numa tentativa insana de controlar nosso relacionamento e principalmente as atitudes dele. Eu acreditava que com isso ele imploraria por misericórdia e pedisse perdão, como se eu fosse um Deus. Fui à minha primeira reunião sozinha e o meu pré-conceito sobre as coisas me fez imaginar que encontraria lá mulheres acabadas, no fim da vida, feias e que apanhavam de seus maridos. Mas encontrei conforto, afago e mulheres comuns como eu, que procuravam sanar suas dores e buscavam encontrar o caminho pra SERENIDADE. Me falaram em Deus, me falaram em 7ª tradição e me deram boas vindas. Eu, como boa agnóstica que sou, continuei descrente, mas continuei voltando, pois não tinha mais pra onde ir. Mergulhei na literatura e frequentava reuniões consecutivamente em todos os grupos existentes na capital. Percebi logo no início que a tão esperada “cura” não viria num piscar de olhos, mas não desisti. Comecei a frequentar outros grupos, fazer amizades e aprendi a me relacionar primeiro com as companheiras do grupo, depois com meus amigos e hoje consigo me relacionar com meu amor. A família? Ah! essa ainda é um outro problema a ser trabalhado. Mas aprendi a me defender. Estou sem o grupo há alguns meses, pois mudei de cidade e tenho vindo bem. Sei que não posso me ausentar por muito tempo e nem quero, pois o aprendizado e crescimento que tive e que sei que ainda terei com essas mulheres maravilhosas que conheci, é infinito. Afinal, na minha primeira reunião, eu fui a pessoa mais importante daquele dia. E ainda quero dar boas vindas a muitas outras mulheres que ainda precisarão do MADA.”
M. – Grupo MADA Americana

 “A primeira vez que eu cheguei ao MADA foi quando eu descobri que o meu marido tinha uma outra família e uma filha de, na época, 5 anos. Depois dos casos que ele teve (assim como meu pai fazia: ter vários casos) ele arranjou uma filha fora de casa, eu decidi que precisava ter forças para deixa-lo. Fui ao MADA para procurar ajuda. Por incrível que possa parecer, quando eu comecei a frequentar as reuniões, ouvi sobre tipos de relacionamentos e descobri que eu tinha um relacionamento, só que algo estava errado nele: ele estava funcionando com defeito. Continuando a frequentar as reuniões aprendi que eu é quem era indisponível, pois tinha muito medo de me magoar. Descobri que eu tinha 50% da culpa e ele os outros 50%. Estou em MADA para aprender como me relacionar de forma saudável e viver bem.”
M. – Grupo MADA Paulista

“Cheguei ao MADA muito deprimida e confesso que, à princípio, na minha primeira vez não consegui entender bem o propósito do grupo ou como aquela reunião poderia me ajudar. Cheguei apreensiva, desconfortável. Mas durante a reunião se estabeleceu uma conexão com aquelas mulheres desconhecidas que falavam da sua dor. Eu me emocionei com os depoimentos. Na hora de me apresentar, consegui apenas dizer meu nome e comecei a chorar. Na semana seguinte, voltei. Eu não tinha opção, tinha que acreditar no MADA e nas promessas de recuperação. Hoje, um ano depois, agradeço profundamente ao grupo. Minha decisão de continuar voltando me trouxe a oportunidade de recomeçar minha vida.”
F.  – Grupo MADA Paulista

 “A primeira vez que cheguei ao grupo, estava derrotada. Tinha chegado ao fundo do poço. Tinha sido “abandonada” por um homem casado e estava me envolvendo com um solteiro, que me ignorava da mesma forma que o primeiro. Então eu percebi que tinha algo errado. Minhas amigas já não aguentavam mais a mesma história e eu mesma não me suportava. Porque eu nunca conseguia estar em um relacionamento bom? O que eu fazia de errado que ninguém queria ficar comigo? Porque nenhum daqueles homens me amavam? Na primeira reunião, ao contar minha história, não houve julgamentos, críticas ou olhares feios. Houve carinho, compreensão e acenos de cabeça que diziam “eu sei o que você está sentindo“. Então eu sabia que não era a única. E continuei voltando. Hoje não imagino minha vida fora do grupo. Graças àquelas mulheres encontrei forças e esperança. Encontrei a crença em um Poder Superior e hoje acredito que sou merecedora do melhor que a vida tem a oferecer. Todas as vezes que acredito que posso resolver sozinha, me maltrato. Todas as vezes que confio na sala, nos passos, nas companheiras e no meu Poder Superior, posso não receber as respostas que quero, mas sempre recebo as que preciso. E uma delas é: você não está mais sozinha, continue voltando, o segredo está na próxima reunião. E está.”
A. – Grupo MADA Carrão

“Cheguei ao MADA pela primeira vez há uns 7 anos quando meu ex marido foi internado pela segunda vez por causa da adicção às drogas, pois achei que lá ia encontrar uma maneira de ajudar a ele, pois eu estava no auge da minha doença e só vivia para ele e pensava nele. Sendo assim, quando ele recaiu e saiu da clínica, eu também larguei o MADA. Agora, anos depois eu voltei porque quando ele ficou um ano limpo e começou a funcionar sozinho eu percebi o quanto eu era doente e codependente da doença dele, fiquei muito mal, não sabia lidar com ele sadio e comecei a ficar doente. Voltei para o MADA,percebi que ficar junto dele me deixava mais doente, que eu era um gatilho pra a doença dele e ele podia recair ao meu lado, e que ele era um gatilho para a minha doença. Depois que me separei começou um processo doloroso e lento de melhora, que dura até hoje depois de 1 ano e meio de volta na sala. Sei que sem a sala as companheiras e o programa e o meu Poder Superior, eu não estaria tão bem e caminhando para melhorar mais ainda. Hoje meu foco sou eu, mesmo ainda tendo uns dias de tristeza e de vazios. Mas tenho meu círculo de ajuda e também sei me perceber para poder lidar com a situação.Tento me perceber também na maneira de agir com meus filhos, porque minhas mágoas e minha raiva são minhas e não deles.Tudo isso e muito mais, aprendi na sala do MADA, sentando e ouvindo as partilhas, ouvindo temáticas e absorvendo o que me é dado de graça. Os espelhos realmente funcionam, é algo salvador. O importante é saber que não estou mais sozinha, que a sala e as companheiras estão lá comigo, que prestar serviços para o MADA também me mantém em recuperação, e isso que tenho hoje, que me mantém bem e feliz Só Por Hoje. Sou grata e sempre continuarei voltando porque sei que funciona.”
P. – Grupo MADA Jardins