OUTUBRO É O MÊS DE …

DÉCIMO PASSO

Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos erradas, nós admitíamos prontamente.

O Décimo Passo nos liberta dos destroços do nosso presente. Se não continuarmos atentas aos nossos defeitos, eles poderão nos levar a um beco sem saída. Se pudermos evitar aquilo que nos provoca a dor, não a sentiremos com tanta intensidade. Continuar a fazer o inventário pessoal significa que criamos o hábito de olhar regularmente para nós mesmas, nossas ações, atitudes e relacionamentos.

Somos criaturas de hábito, e somos vulneráveis a nossas velhas maneiras de pensar, agir e reagir. Às vezes, parece mais fácil continuar no velho trilho da autodestruição do que tentar uma nova rota. Não devemos cair nos velhos padrões. Hoje temos uma escolha.

O Décimo Passo pode nos ajudar a corrigir nossos problemas com a vida e a evitar que eles se repitam. Examine as suas ações durante o dia. Alguns escrevem sobre seus sentimentos, avaliando como se sentiram e qual foi à participação que tiveram nos problemas que tenham ocorrido.

  1. Prejudicamos alguém?
  2. Temos que admitir que estamos erradas?
  3. Caso encontremos dificuldades, nos esforçamos para resolvê-las?
  4. Quando essas coisas ficam pendentes, elas têm um jeito próprio de envenenar o espírito.
  5. Esse Passo pode ser uma defesa contra a velha insanidade. Podemos nos perguntar se estamos nos envolvendo com velhos padrões de raiva, ressentimento e medo.
  6. Sentimo-nos encurraladas?
  7. Estamos arranjando problemas?
  8. Estamos muito famintas, raivosas, solitárias ou cansadas?
  9. Estamos nos levando muito a sério?
  10. Estamos julgando nosso interior pela aparência exterior dos outros?
  11. Estamos sofrendo de algum problema físico?

As respostas a estas perguntas podem nos ajudar a lidar com as dificuldades do momento. Não precisamos mais viver com sensação de mal-estar.

O Décimo Passo pode ser uma válvula de escape. Trabalhamos este passo enquanto os altos e baixos do dia ainda estão frescos na nossa mente. A primeira coisa a fazer é parar! Damos um tempo, e nos permitimos o privilégio de pensar.

Examinamos as nossas ações, reações e motivos. Muitas vezes descobrimos que temos nos saído bem. Isso nos permite verificar nossas ações e a reconhecer os nossos erros, antes que as coisas piorem. Precisamos evitar as racionalizações, prontamente admitindo o erro, não o justificando.

Trabalhar este passo de forma contínua resulta em ação preventiva.

Olhando continuamente para nós mesmas, conseguimos evitar a repetição daquilo que nos torna inadequados. Precisamos deste passo, mesmo quando estamos bem e quando tudo está dando certo. Os sentimentos bons são uma coisa nova para nós e precisamos nutri-los.

Temos o direito de nos sentirmos bem. Temos uma escolha. Precisamos lembrar que todos cometem erros e que nunca seremos perfeitos. Mas podemos nos aceitar.

Prosseguindo com o inventário pessoal, somos libertadas de nós mesmas e do passado. Não justificamos mais a nossa existência. Este passo nos permite ser nós mesmas.

Olhe para si própria, aí se encontram todas as suas respostas.

SETEMBRO é o mês de…

NONO PASSO

Fizemos reparações diretas a essas pessoas, sempre que possível, exceto quando fazê-lo viesse a prejudicá-la ou a outras pessoas.

Às vezes, o orgulho, o medo e a procrastinação parecem ser uma barreira intransponível e obstruem o caminho do progresso e do crescimento.

O importante é partirmos para a ação, e estarmos prontos para aceitar as reações das pessoas que prejudicamos.

Fazermos o melhor que podemos para reparar quaisquer danos e, no momento certo devemos fazer as reparações que se fazem oportunas. Em alguns casos, as reparações podem estar além do nosso alcance. Nesse caso, a boa vontade pode substituir a ação. Entretanto, não devemos deixar de entrar em contato com alguém porque nos sentimos constrangidas, com medo ou por procrastinação. Ao livrar-nos da culpa, não devemos fazê-lo à custa de outra pessoa.

Não temos nem o direito nem a necessidade de colocarmos outra pessoa em apuros. Deve-se pedir orientação a outras pessoas sobre esses assuntos. Aprender a viver bem é, em parte, aprender a saber quando precisamos de ajuda. Em alguns relacionamentos antigos, ainda pode existir algum conflito mal resolvido.

Em muitos casos, só podemos procurar a pessoa e pedir-lhe, humildemente, que perdoe os nossos erros do passado.

Tente sempre se lembrar de que fazemos as reparações por nós mesmas. Em vez de nos sentirmos culpadas ou com remorsos, nós nos sentimos aliviadas do nosso passado. O nono passo nos ajuda com nossa culpa e ajuda o outro com a sua raiva. Às vezes, a única reparação que podemos fazer é ficarmos “limpas”, sem causar confusões por causa da nossa doença.

Devemos isso àqueles que amamos e, principalmente, a nós mesmas. Neste processo, somos devolvidas à sanidade, e parte da sanidade é, de fato, o relacionamento com os outros. Com menos frequência encaramos os outros como uma ameaça a nossa segurança.

A verdadeira segurança vai substituir a dor física e a confusão mental que vivemos no passado.

O amor incondicional que experimentamos vai revigorar a nossa vontade de viver e, para cada atitude positiva da nossa parte, haverá uma oportunidade inesperada. Uma reparação exige muita coragem e fé, e o resultado é o crescimento espiritual.

Estamos nos libertando dos destroços do nosso passado. Vamos querer manter a nossa casa em ordem, praticando o inventário pessoal num ritmo contínuo, no Décimo Passo.

 

O tempo fala por si. A paciência é uma parte importante da nossa recuperação.

Agosto é o mês de…

OITAVO PASSO

 

“Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a fazer reparações a todas elas”



 

O Oitavo Passo é o teste da nossa recém-encontrada humildade. Nosso objetivo é a libertação da culpa que carregamos até agora. Queremos olhar o mundo de frente, sem agressividade ou medo.”Será que estamos dispostas a fazer uma lista de todas as pessoas que prejudicamos?”


Faremos isso a fim de limpar o medo e a culpa que o passado ainda nos traz. Nossa experiência
já nos demonstra que precisamos sentir boa vontade para que esse possa surtir qualquer efeito. O Oitavo Passo não é fácil; exige um novo tipo de honestidade nas nossas relações com os outros.O Oitavo Passo inicia o processo do perdão. Se perdoarmos os outros, possivelmente seremos perdoadas e, finalmente, nós nos perdoaremos e aprenderemos a viver no mundo. Quando atingimos este passo estamos prontas para compreender mais do que ser compreendidas.


Podemos viver e deixar viver mais facilmente, quando conhecemos as áreas em que devemos reparações.Pode parecer difícil agora, mas depois que
o fizermos,perguntaremos por que não tínhamos feito isso
há mais tempo. É importante que se defina o que é “prejudicar”. Uma definição de prejuízo é dano físico ou mental.Outra definição de prejudicar é causar dor, sofrimento ou perda. O prejuízo pode ser causado por algo que seja dito, feito ou que não tenha sido feito. Podemos ter prejudicado com palavras ou ações, intencionais ou não. O grau de prejuízo pode ser com palavras ou ações, intencionais ou não.


O grau de prejuízo pode variar desde fazer com que alguém se sinta mentalmente desconfortável até o dano físico ou mesmo a morte.

 O Oitavo Passo nos confronta com um problema. Muitas de nós têm dificuldade de admitir que prejudicaram outras pessoas, pois se julgavam vítimas. Temos que separar o que fizeram conosco daquilo que fizemos com outros. Deixamos de lado nossas justificativas e a ideia de sermos vítimas.


Frequentemente sentimos que só prejudicamos a nós mesmas, porém, normalmente nós nos colocamos no último lugar na lista de reparações, quando nos colocamos. Esse passo faz o trabalho externo para reparar os destroços de nossas vidas.


Não nos tornamos pessoas melhores julgando os erros dos outros. O que nos fará sentir melhor é limpar nossas vidas, aliviando a culpa.Escrevendo a lista não poderemos mais negar, admitindo que prejudicamos outras pessoas, direta ou indiretamente, através de alguma ação, mentira, promessa quebrada ou negligência. Encaramos a lista com honestidade, com o objetivo de fazer reparações. O mais importante é que este passo nos ajuda a criar uma consciência de que estamos aos poucos, ganhando novas atitudes em relação aos outros.


Julho é mês de…

Sétimo Passo

“Humildemente, pedimos a Deus que nos livrasse de nossas imperfeições.”

Os defeitos de caráter são as causas da dor e do sofrimento de nossas vidas. Se contribuíssem para a nossa saúde e felicidade, não teríamos chegado a um estado de total desespero. Tivemos que ficar prontas para que o Poder Superior, como nós O compreendíamos, removesse nossos defeitos. Decididas a nos livrar das atitudes destrutivas de nossas personalidades, chegamos ao sétimo passo.

Não conseguindo lidar sozinhas com nossos problemas, só o percebemos quando transformamos nossas vidas em uma grande confusão. Ao admiti-lo, alcançamos um lampejo de humildade. Este é o ingrediente principal do sétimo passo. A humildade resulta de sermos mais honestas conosco. Temos praticado a honestidade desde o primeiro passo. Aceitamos o fato de que éramos impotentes perante o outro, encontramos uma força além de nós e aprendemos a confiar nela. Examinamos nossas vidas e descobrimos quem somos realmente. Somos verdadeiramente humildes quando aceitamos e tentamos, honestamente, ser quem somos.

Nenhum de nós é perfeitamente bom ou inteiramente mau. Somos pessoas com qualidades e defeitos. E, acima de tudo, somos humanos. O sétimo passo é de ação. Chegou à hora de pedir ajuda e alívio ao Poder Superior. Temos que compreender que a nossa maneira de pensar não é a única e que as outras pessoas podem nos aconselhar. Quando alguém nos aponta um defeito, a nossa primeira reação pode ser defensiva. Temos que compreender que não somos perfeitos. Sempre haverá espaço para o crescimento. Se quisermos realmente ser livres, ouviremos atentamente que os companheiros têm a nos dizer. Se os defeitos que descobrirmos forem reais, e tivermos a oportunidade de mudar, certamente experimentaremos uma sensação de bem- estar. Esta é a nossa estrada para o crescimento espiritual. Mudamos todos os dias. Aos poucos e com cuidado, saímos do isolamento e da solidão e entramos na corrente da vida. Um dos perigos é sermos excessivamente duras conosco.

Partilhar com os outros a recuperação é uma maneira de não nos tornarmos extremamente críticas a nosso respeito. Aceitar os defeitos do outro pode nos ajudar a nos tornarmos humildes e abrir caminho para que nossos próprios defeitos sejam removidos. Muitas vezes o Poder Superior se manifesta, ajudando-nos a tomar conhecimento dos nossos defeitos. Uma nova atitude nos tornará mais aceitáveis perante nós mesmos e aos demais. Não terei expectativas muito grandes com relação a uma rápida recuperação do meu caráter, preciso lembrar-me sempre de aceitar a ajuda do Poder Superior em tudo que estou tentando fazer.

Humildade e Paciência: Só por hoje!

Junho é mês de…

Junho é o mês de…

Sexto Passo

Nos prontificamos, inteiramente, a deixar que Deus removesse todos os nossos defeitos de caráter. No Quarto Passo, fizemos um inventário de nossas vidas, tomamos consciência de nossos defeitos de caráter, nossas armadilhas e jogos de “amar demais”. Depois compartilhamos essas descobertas com outra pessoa chegando à seguinte questão: como faremos para modificar essa realidade?

Já vimos no Segundo Passo que necessitamos da ajuda de um “Poder Superior”, como cada uma de nós o concebe, acreditando que Ele poderia nos devolver uma vida saudável. Neste momento, Deus remove todas as nossas imperfeições. Vamos voltar a algumas lembranças do nosso passado para compreendermos melhor a natureza desse passo. Muitas de nós devem se lembrar de algum episódio de insanidade em algum relacionamento e que, num momento de desespero, juramos não agir mais daquela maneira, pedindo “pelo amor de Deus”; que Ele nos tirasse daquela situação. Mas, decorrido algum tempo, voltávamos a agir de forma doentia, negando a gravidade da situação, imaginando ter o controle sobre as coisas e pessoas. Isso ocorria porque não tínhamos consciência de que éramos dominadas pela doença de “amar demais”. Além disso, quando fazíamos esse pedido a Deus não éramos movidas pela consciência da nossa necessidade de mudança e de uma predisposição interior para que Ele nos ajudasse, mas sim, como uma necessidade de aliviar momentaneamente aquela situação, até que as coisas se abrandassem.

Deus, como nós O concebemos, pode transformar nossas vidas e provocar essa mudança. Mas precisamos, além de acreditar nisso, nos predispor e querer essa mudança.Compreendemos que, antes de pedirmos a Deus que nos modifique, precisamos abrir nossa mente para que essas mudanças possam ocorrer. É preciso querer que essas mudanças ocorram. É necessário abrir mão de todos os hábitos que nos prejudicam e aos outros. Precisamos estar prontas e aceitar essas mudanças. Você pode estar pensando: “posso viver sem alguns comportamentos, mas de outros não estou disposta a abrir mão, (não importa qual seja). Fazendo imposições jamais conseguirei mudar”.

Lembre-se: a remoção dos nossos defeitos, nossa mudança, será feita pelo “Poder Superior”. Nós precisamos, apenas com consciência, sentir e dizer: “eu não quero mais conviver com isso, estou aberta para enfrentar essa mudança”. Não sou mais movida pelo desespero do sofrimento, mas pelo desejo de obter uma melhora profunda. Uma das características de uma mulher que ama demais é a falta de autoestima. Acostumadas ao sofrimento, passamos pela vida acreditando que não merecíamos ser felizes. Fazer o Sexto Passo é também acreditar que merecemos essa mudança e merecemos uma vida feliz. “Estou disposta a abrir mão de todos os hábitos que prejudicam meu crescimento e a deixar que Deus remova da minha vida todos os hábitos negativos e defeitos adquiridos no passado. Eu estou pronta”.

Perguntas do Sexto Passo:

1. Ao dar uma olhada na lista do seu Quarto Passo, existe alguma coisa da qual você acredita ser”impossível” abrir mão em sua vida, mas que você sabe ser necessário mudar?

2. Você acredita realmente que uma modificação profunda possa ocorrer em sua vida?

Abril é mês de ler sobre o Quarto Passo

ABRIL É MÊS DE…

QUARTO PASSO

Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmas.

No Primeiro Passo, admitimos a falência dos nossos relacionamentos. No Segundo Passo, pedimos a um Poder Superior para que nos ajudasse à recuperação. No Terceiro Passo, entregamos o controle de nossas vidas a esse Poder Superior.

Agora, no Quarto Passo, vamos investigar nossa vida e reconhecer, através de um inventário minucioso, quais foram os impulsos doentios que nos levaram a agir de forma insana e destrutiva em nossos relacionamentos.

Ao olharmos para nossas vidas no passado, vimos que nossas relações foram sempre movidas por nossos impulsos dependentes. Quando dizíamos: “porque eu sempre acabo me relacionando com esse tipo de pessoa?”, achávamos que éramos vítimas das situações em que encontrávamos que não tínhamos sorte, e que a vida estava contra nós.

Através de uma investigação minuciosa, pudemos compreender o que nos levava a essas escolhas e que, na realidade, sentíamos necessidade desses relacionamentos doentios para podermos praticar aquilo que nos era familiar. Repetíamos em nossos relacionamentos comportamentos parecidos, na tentativa de resgatar o amor que não nos foi dado no passado.

Pelo fato de termos recebido muito pouco em nossa infância, nossa autoestima tornou-se muito baixa, acreditando que não merecíamos a felicidade. De início, talvez, você possa achar que teve uma infância perfeita e que não tenha tido nada de errado com sua vida, que você recebeu “tudo”. Essa investigação de nossas vidas é apenas uma forma de reconhecermos como nossos padrões de relacionamento foram formados, pois hoje temos total responsabilidade sobre nossas vidas, cabendo somente a nós a responsabilidade de alcançarmos uma vida feliz.

É importante reconhecer todos os padrões em nossa forma doentia de nos relacionar. Isso é fundamental para que possamos nos abster desses comportamentos. Vejamos alguns exemplos:

Se você veio de um lar onde o alcoolismo estava presente, é provável que você tenha atração por parceiros com problemas com o álcool, e hoje tente “ajudar” seu parceiro da mesma forma como sua mãe fazia com seu pai. Ou talvez você tenha necessidade de se relacionar com homens que não conseguem se comprometer emocionalmente ou até mesmo que precise manter vários relacionamentos. Ou sua doença faz com que se relacione com pessoas irresponsáveis, de forma que você tenha que se responsabilizar pela maior parte dos problemas, até mesmo financeiros.

Qualquer que seja seu padrão é importante que você identifique as características de sua forma de relacionar e o que a leva a agir assim. No Quarto Passo, temos a oportunidade de refletir e compreender o processo que nos levou a agir daquela maneira.

Você terá que escrever bastante, empregando o tempo e a energia necessários para executar esse trabalho. Pode ser que, para você, escrever não seja um meio de expressão fácil, em que se sinta à vontade. Experimente, por exemplo, usar um gravador, e vá contando para si mesma o que aconteceu.
Entretanto, escrever é a melhor técnica para esse exercício. Não se incomode em escrever corretamente, ou mesmo bem. Faça de forma a ter sentido para você. Você precisará ser absolutamente honesta e auto reveladora em tudo o que escrever.

Enfrentar minuciosamente nossas falhas de caráter pode nos levar a sentimentos de auto piedade, ou a revelar mágoas profundas. Nossa doença, por si só, nos impediu o desenvolvimento da autoestima. Portanto, por mais doloroso que seja o que possamos descobrir a nosso respeito, lembre-se de que esses comportamentos foram resultados de nossos instintos desenfreados. Essa foi à forma que aprendemos a nos relacionar, na tentativa de sobrevivermos a todas as adversidades das quais fomos vítimas no passado. Agora estamos tendo a oportunidade de nos recuperar de tudo isso. Temos hoje a responsabilidade de nos modificar. Não deixe que o sentimento de culpa tome conta e a impeça de continuar o processo de investigação.

É importante não esquecer nossas qualidades. Faça uma lista onde você possa estar revelando as coisas boas que possui dentro de si mesma, não se importe com o que foi dito no passado. O fato de termos defeitos não implica em sermos pessoas ruins. No Quarto Passo estamos “limpando nossa casa” para deixar vir toda nossa essência positiva. Fazer o Quarto Passo é algo que pode também ser feito periodicamente nas várias fases do nosso processo de recuperação ou até mesmo utilizá-lo em um assunto específico; fazendo o Quarto Passo do seu trabalho, de um relacionamento específico, etc. Você pode guardá-lo em lugar seguro e compará-lo quando fizer o próximo.

Uma pessoa que já tenha feito o Quarto Passo, ou sua madrinha, pode orientá-la e ajudando-a a criar seu próprio questionário conforme sua características e seu processo de recuperação.

Perguntas do Quarto Passo:

Escreva sobre as características de sua família. Como se relacionava com as pessoas, que tipo de relação você mantinha com elas?

Seus familiares eram carinhosos e compreensivos com você? Eles lhe davam amor incondicionalmente?
Perante os outros, que “segredos” ou aparências sua família mantinha para esconder das pessoas que seu lar não era tão saudável quanto parecia ser?

Você se sentia amparada quando necessitava de ajuda?

Descreva, de uma maneira geral, o que você achava que sua família pensava de você durante sua infância, adolescência e ainda na fase adulta?

Como você chama hoje a atenção das pessoas (introversão, indiferença, bondade extrema, etc.) para que saibam que você se sente mal e/ou precisa de ajuda?

Que tipo de jogos você mantinha ou mantém nos seus relacionamentos, para fazer com que as pessoas atendam às suas necessidades? Você se fazia de vítima, acusava os outros, abandonava temporariamente o relacionamento para que seu parceiro sentisse sua falta? Comprava presentes para agradá-los?

Tente identificar que sentimentos você tinha quando o comportamento de seu parceiro fugia do seu controle. Sentia raiva, ciúmes, inveja, medo, ira ou abandono? Esses sentimentos têm relação com sentimentos familiares, conhecidos em sua infância?

Quais são os seus medos em sua vida agora?

Como sua doença afetou as diversas áreas da sua vida?

Porque você mantém, ou mantinha o relacionamento, mesmo sabendo que ele era destrutivo? Que justificativas você usa ou usava para não sair desse relacionamento?

Sente dificuldade em ficar só? Que sentimentos e preconceitos você tem quando está sem um relacionamento?

Você acredita ter prejudicado outras pessoas em função de manter essas relações doentias?

Quais são as qualidades que você possui, mas tem dificuldade em admitir?

O que mais gosta em você mesma?

O que você deseja alcançar hoje em sua recuperação?

MAIO É MÊS DE…

QUINTA TRADIÇÃO

Cada grupo possui apenas um único propósito primordial: Transmitir a mensagem à MADA que ainda sofre.

MADA é uma Irmandade que oferece um programa espiritual que traz recuperação para muitas mulheres que haviam perdido a esperança.

Nós, que encontramos uma maneira saudável de nos relacionar, temos a responsabilidade de assegurar que a MADA não se desvie de seus objetivos. Nossos grupos se reúnem para que possamos partilhar com outras companheiras a recuperação obtida por intermédio dos Doze Passos e das Doze Tradições. MADA sempre oferecerá recuperação para as mulheres que sofrem da nossa doença, desde que nos lembremos de que é o nosso propósito primordial.

Não podemos manter as dádivas preciosas da nossa própria recuperação a não ser que passemos adiante, partilhando a mensagem de MADA. Isso nos remete ao Décimo Segundo Passo.

Quando focalizamos em nossas discussões os princípios incorporados nos Doze Passos e nas Doze Tradições e quando partilhamos o modo como encontramos a solução para nossos problemas de relacionamento percebemos que transmitimos a mensagem para as mulheres que ainda sofrem, assim como para nós mesmas.

Não importa quanta recuperação tenhamos, precisando ainda assim ouvir a mensagem de MADA. Todas as vezes que oferecemos nossa experiência, nossa força e nossa esperança à MADA que ainda sofre, retribuímos o que nos foi dado de graça e desse modo, perpetuamos o fluxo de energia curadora que alimenta nossa própria recuperação. Devemos nossa própria recuperação a outras companheiras de MADA.

Encontramos companheiras que tinham feito e sentido as mesmas coisas que nós. Escutamos companheiras que tinham feito e sentido as mesmas coisas que nós. Escutamos atentamente o que elas diziam, queríamos saber como elas estavam melhorando.

Falando abertamente sobre nossas batalhas, sob a perspectiva de nossa recuperação em MADA, trazemos à recém-chegada uma mensagem de força, fé e esperança que não se encontra em nenhum lugar fora da Irmandade.

A Quinta Tradição nos mostra que não basta somente discutir nossos problemas umas com as outras. É na mensagem de MADA, nos nossos Passos e nas nossas Tradições que encontramos soluções para nossos problemas. Viver por estes princípios salvou nossas vidas.

Honestidade, esperança, fé, coragem, integridade, boa vontade, humildade, autodisciplina, amor, perseverança, serviço, espiritualidade, unidade, confiança, mente aberta, responsabilidade, aceitação, igualdade, irmandade, os Doze Passos, as Doze Tradições e amadrinhamento devem ser o foco de cada reunião de MADA mais do que nossos problemas.

Ajudamos muito mais quando escutamos, evitamos dar conselhos e partilhamos nossas experiências de viver pelos princípios de MADA.

MADA não é um clube social, embora façamos ótimas amizades em MADA e desejemos vê-las nas reuniões. A Quinta Tradição nos lembra de que os grupos de MADA geralmente morrem se os seus membros fazem grupinhos ou continuamente ignoram as necessidades das recém-chegadas.
A MADA que ainda sofre nem sempre é uma recém-chegada à MADA. Pode ser uma companheira mais antiga que esteja passando por uma dificuldade.

Ver uma companheira recair ou enfrentar problemas pode ser assustador para nós. Inicialmente ficamos tentadas a evitar o assunto, ou usamos o slogan “junte-se às vencedoras” como uma racionalização para não falarmos com a pessoa em recaída nas reuniões de MADA, ou para nunca telefonarmos para nossas companheiras que pararam de ir às reuniões. Quando reagimos assim, estamos esquecendo o propósito primordial do nosso grupo.

A Quinta Tradição também nos diz para irmos além dos nossos grupos, para procurarmos mulheres que amam demais que nunca assistiram a uma reunião. Nosso propósito primordial inclui a responsabilidade de atingir essas pessoas de todas as maneiras possíveis.Esta é uma das razões pela qual cada grupo de MADA gasta uma parte de seus fundos sustentando Intergrupo ou uma linha telefônica. Esses corpos de serviço levam a mensagem de uma forma que geralmente não está ao alcance dos grupos, nos serviços de atendimento telefônico, organizando eventos especiais, fornecendo oradores, etc.

Reflexões da Quinta Tradição:

Nosso grupo se concentra suficientemente no propósito primordial de MADA?

Focalizamos nossas discussões nos Doze Passos, nas Doze Tradições, e na recuperação?

Damos as boas-vindas às recém-chegadas e lhes damos atenção individual?
Será que tentamos com que a Irmandade de MADA seja conhecida por pessoas de fora que necessitam de ajuda?

De que maneira apoiamos nosso Intergrupo e o serviço telefônico em seus esforços de levar a mensagem?

Damos as boas-vindas às companheiras que estão retornando à MADA?

Oferecemos nossos números de telefone e nos comprometemos com as recém- chegadas?

As novatas conseguem encontrar madrinhas em nosso grupo?

Alguém no nosso grupo se compromete a ligar para as recém-chegadas ou para as companheiras que têm estado ausentes da reunião?

Nos lembramos de que as veteranas em MADA podem também ser MADAS que ainda sofrem?

A Quinta Tradição nos ajuda a manter a simplicidade, tanto para grupos quanto para membros de MADA individualmente. Quando focalizamos a atenção no propósito primordial de serviço, podemos eliminar uma grande quantidade de preocupações desnecessárias.

À medida que nos concentramos em nossos serviços e em levar a mensagem de recuperação para outras mulheres, encontramos uma profunda satisfação no serviço, quando juntamos forças para partilhar a recuperação em MADA.

ABRIL É MÊS DE…

QUARTA TRADIÇÃO

Cada grupo MADA deve ser autônomo, exceto em assuntos que afetem outros grupos ou a Irmandade como um todo.

“É proibido proibir”. Esse lema em MADA quer dizer que não há nada obrigatório no programa, que como indivíduos somos responsáveis por nós mesmas e livres para trabalhar (ou não) o programa de Doze Passos da forma como quisermos. Isto também se aplica aos Grupos MADA.

A Quarta Tradição, a tradição da autonomia, dá aos grupos MADA o direito e a responsabilidade de operarem da forma que acharem conveniente, livres de qualquer influência externa. Autonomia significa que grupos MADA não podem ter qualquer filiação, a não ser com a Irmandade. Também significa que nenhum grupo de MADA pode determinar as ações de outro grupo.

Existe apenas um limite na Quarta Tradição: os grupos não devem fazer nada que prejudique a outros grupos ou à MADA como um todo.

A Quarta Tradição dá aos grupos a liberdade de fazer o que funciona melhor para eles. Cada grupo escolhe seu próprio horário e local de reunião, assim como o roteiro e as literaturas autorizadas a serem estudadas. Cada grupo de MADA toma suas próprias decisões e comete seus próprios erros, sem interferência de nenhum órgão de governo além da sua própria consciência de grupo.

Membros de MADA que visitam outros grupos podem se deparar com outras práticas que possam lhes parecer estranhas, mas não devemos nos esquecer da autonomia do grupo.

Entretanto, grupos de MADA por todo o país devem ser iguais em um aspecto: funcionar em uma atmosfera que promova a recuperação, por intermédio dos Doze Passos e das Doze Tradições.
Na segunda parte da Quarta Tradição verifica-se que a autonomia se aplica apenas a assuntos que afetem outros grupos ou MADA como um todo.

Um tipo de problema que afetaria a Irmandade como um todo seria um grupo de MADA que não se apoiasse nos Doze Passos e nas Doze Tradições. Ao se intitular MADA, mas não oferecer aos seus membros os princípios de MADA, esse grupo estaria transmitindo às companheiras uma ideia errada sobre o programa e prejudicando a Irmandade como um todo.

Grupos que ignoram uma ou mais das Doze Tradições trazem discórdia para a Irmandade. Não se deve permitir que discussões ocupem mais tempo do que as partilhas sobre recuperação. Uma infração não resulta em explosão do grupo da Irmandade.

Quando um grupo quebra uma Tradição, isso ocorre geralmente porque as pessoas não estão bem informadas a respeito dela, e não porque tenham escolhido ignorá-la.

Quando isso acontece, as companheiras que conhecem as Tradições têm a responsabilidade de se manifestar e informar ao grupo que ele está funcionando fora das Tradições. Quando essas companheiras falam, uma discussão saudável sobre as Doze Tradições geralmente se segue, e a maioria dos grupos escolhe funcionar dentro dessas orientações.

As Tradições existem para prevenir problemas. Grupos que as ignoram geralmente acabam se envolvendo em complicações de algum tipo. Surgem problemas ou a atmosfera positiva muda. Companheiras se afastam, o entusiasmo se esvai, e a sobrevivência do grupo é ameaçada.

Quando isso acontece, membros familiarizados com os princípios de MADA podem apontar, de forma precisa, a fonte do problema como decorrente da quebra de uma determinada Tradição, e a consciência informada logo se mobiliza no sentido de fazê-lo voltar à normalidade.

Em casos externos, quando um grupo está afetando MADA como todo por causa da sua persistente recusa em funcionar segundo os princípios da Irmandade, esse grupo pode ser retirado das listas de reuniões. Entretanto, essa atitude só deve ser tomada depois de muita reflexão.

Autonomia também significa que grupos de MADA operam livres de influências.

Mesmo quando outras organizações nos proporcionam locais de reunião, não devemos permitir que elas influenciem o grupo MADA. Claro que uma reunião que ocorre em uma igreja, edifício comercial, hospital ou escola deve se ajustar às regras do local no que diz respeito a não fumar, barulho, arrumação, aluguel e regras do gênero.

A autonomia de MADA é essencial se queremos viver de acordo com nossas Tradições e manter intacto o programa de recuperação de Doze Passos de MADA.

A Quarta Tradição oferece aos grupos de MADA a liberdade de encontrarem seus próprios caminhos e aprenderem com suas próprias experiências. Ao mesmo tempo, essa Tradição assegura a todos que a Irmandade de MADA não será prejudicada pela ação equivocada de um grupo e que as reuniões de MADA continuarão a focalizar os princípios contidos nos Doze Passos e nas Doze Tradições de MADA.
Viver de acordo com a Quarta Tradição em MADA significa aprender a agir de forma autônoma mesmo quando vivemos em harmonia com os outros. Aqui aceitamos a responsabilidade por nós mesmas, por nossas ações e por suas consequências e pela nossa recuperação.

Reflexões da Quarta Tradição:
Respeitamos o direito de outros grupos de terem práticas diferentes das nossas?

Mantemos nosso grupo livre de controle ou de influência alheia à MADA?

Paramos para pensar que as atitudes e ações de nosso grupo irão moldar muitas das primeiras impressões das recém-chegadas sobre MADA como um todo?

Levamos em consideração todas as Doze Tradições quando estamos tomando as decisões da consciência de grupo?

Nosso grupo dedica algum tempo à discussão das Doze Tradições?

Levamos em consideração que as ações do nosso grupo podem afetar a opinião pública sobre MADA como um todo?

Praticamos o princípio da autonomia, assumindo responsabilidade por nossas próprias ações e evitando tentativas de controlar as ações dos outros?

Todos nós precisamos do equilíbrio implícito no Princípio de Autonomia para sermos indivíduos e grupos únicos que devemos ser.

Essa Tradição nos desafia como indivíduos, como grupos de MADA e como Irmandade a atingir um equilíbrio saudável entre nossa responsabilidade para conosco e para com os outros, ao crescermos e trabalharmos juntas, como companheiras em recuperação.

ABRIL É MÊS DE…

QUARTO PASSO

Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmas.

No Primeiro Passo, admitimos a falência dos nossos relacionamentos. No Segundo Passo, pedimos a um Poder Superior para que nos ajudasse à recuperação. No Terceiro Passo, entregamos o controle de nossas vidas a esse Poder Superior.

Agora, no Quarto Passo, vamos investigar nossa vida e reconhecer, através de um inventário minucioso, quais foram os impulsos doentios que nos levaram a agir de forma insana e destrutiva em nossos relacionamentos.

Ao olharmos para nossas vidas no passado, vimos que nossas relações foram sempre movidas por nossos impulsos dependentes. Quando dizíamos: “porque eu sempre acabo me relacionando com esse tipo de pessoa?”, achávamos que éramos vítimas das situações em que encontrávamos que não tínhamos sorte, e que a vida estava contra nós.

Através de uma investigação minuciosa, pudemos compreender o que nos levava a essas escolhas e que, na realidade, sentíamos necessidade desses relacionamentos doentios para podermos praticar aquilo que nos era familiar. Repetíamos em nossos relacionamentos comportamentos parecidos, na tentativa de resgatar o amor que não nos foi dado no passado.

Pelo fato de termos recebido muito pouco em nossa infância, nossa autoestima tornou-se muito baixa, acreditando que não merecíamos a felicidade. De início, talvez, você possa achar que teve uma infância perfeita e que não tenha tido nada de errado com sua vida, que você recebeu “tudo”. Essa investigação de nossas vidas é apenas uma forma de reconhecermos como nossos padrões de relacionamento foram formados, pois hoje temos total responsabilidade sobre nossas vidas, cabendo somente a nós a responsabilidade de alcançarmos uma vida feliz.

É importante reconhecer todos os padrões em nossa forma doentia de nos relacionar. Isso é fundamental para que possamos nos abster desses comportamentos. Vejamos alguns exemplos:

Se você veio de um lar onde o alcoolismo estava presente, é provável que você tenha atração por parceiros com problemas com o álcool, e hoje tente “ajudar” seu parceiro da mesma forma como sua mãe fazia com seu pai. Ou talvez você tenha necessidade de se relacionar com homens que não conseguem se comprometer emocionalmente ou até mesmo que precise manter vários relacionamentos. Ou sua doença faz com que se relacione com pessoas irresponsáveis, de forma que você tenha que se responsabilizar pela maior parte dos problemas, até mesmo financeiros.

Qualquer que seja seu padrão é importante que você identifique as características de sua forma de relacionar e o que a leva a agir assim. No Quarto Passo, temos a oportunidade de refletir e compreender o processo que nos levou a agir daquela maneira.

Você terá que escrever bastante, empregando o tempo e a energia necessários para executar esse trabalho. Pode ser que, para você, escrever não seja um meio de expressão fácil, em que se sinta à vontade. Experimente, por exemplo, usar um gravador, e vá contando para si mesma o que aconteceu.
Entretanto, escrever é a melhor técnica para esse exercício. Não se incomode em escrever corretamente, ou mesmo bem. Faça de forma a ter sentido para você. Você precisará ser absolutamente honesta e auto reveladora em tudo o que escrever.

Enfrentar minuciosamente nossas falhas de caráter pode nos levar a sentimentos de auto piedade, ou a revelar mágoas profundas. Nossa doença, por si só, nos impediu o desenvolvimento da autoestima. Portanto, por mais doloroso que seja o que possamos descobrir a nosso respeito, lembre-se de que esses comportamentos foram resultados de nossos instintos desenfreados. Essa foi à forma que aprendemos a nos relacionar, na tentativa de sobrevivermos a todas as adversidades das quais fomos vítimas no passado. Agora estamos tendo a oportunidade de nos recuperar de tudo isso. Temos hoje a responsabilidade de nos modificar. Não deixe que o sentimento de culpa tome conta e a impeça de continuar o processo de investigação.

É importante não esquecer nossas qualidades. Faça uma lista onde você possa estar revelando as coisas boas que possui dentro de si mesma, não se importe com o que foi dito no passado. O fato de termos defeitos não implica em sermos pessoas ruins. No Quarto Passo estamos “limpando nossa casa” para deixar vir toda nossa essência positiva. Fazer o Quarto Passo é algo que pode também ser feito periodicamente nas várias fases do nosso processo de recuperação ou até mesmo utilizá-lo em um assunto específico; fazendo o Quarto Passo do seu trabalho, de um relacionamento específico, etc. Você pode guardá-lo em lugar seguro e compará-lo quando fizer o próximo.

Uma pessoa que já tenha feito o Quarto Passo, ou sua madrinha, pode orientá-la e ajudando-a a criar seu próprio questionário conforme sua características e seu processo de recuperação.

Perguntas do Quarto Passo:

Escreva sobre as características de sua família. Como se relacionava com as pessoas, que tipo de relação você mantinha com elas?

Seus familiares eram carinhosos e compreensivos com você? Eles lhe davam amor incondicionalmente?
Perante os outros, que “segredos” ou aparências sua família mantinha para esconder das pessoas que seu lar não era tão saudável quanto parecia ser?

Você se sentia amparada quando necessitava de ajuda?

Descreva, de uma maneira geral, o que você achava que sua família pensava de você durante sua infância, adolescência e ainda na fase adulta?

Como você chama hoje a atenção das pessoas (introversão, indiferença, bondade extrema, etc.) para que saibam que você se sente mal e/ou precisa de ajuda?

Que tipo de jogos você mantinha ou mantém nos seus relacionamentos, para fazer com que as pessoas atendam às suas necessidades? Você se fazia de vítima, acusava os outros, abandonava temporariamente o relacionamento para que seu parceiro sentisse sua falta? Comprava presentes para agradá-los?

Tente identificar que sentimentos você tinha quando o comportamento de seu parceiro fugia do seu controle. Sentia raiva, ciúmes, inveja, medo, ira ou abandono? Esses sentimentos têm relação com sentimentos familiares, conhecidos em sua infância?

Quais são os seus medos em sua vida agora?

Como sua doença afetou as diversas áreas da sua vida?

Porque você mantém, ou mantinha o relacionamento, mesmo sabendo que ele era destrutivo? Que justificativas você usa ou usava para não sair desse relacionamento?

Sente dificuldade em ficar só? Que sentimentos e preconceitos você tem quando está sem um relacionamento?

Você acredita ter prejudicado outras pessoas em função de manter essas relações doentias?

Quais são as qualidades que você possui, mas tem dificuldade em admitir?

O que mais gosta em você mesma?

O que você deseja alcançar hoje em sua recuperação?

MEDITAÇÕES DIÁRIAS – MARÇO

MEDITAÇÕES DIÁRIAS PARA MULHERES QUE AMAM DEMAIS – MARÇO

extraídas do livro

meditações extraídas do livro de Robin Norwood

DIA 01

Quando aceitamos o que não podemos mudar, e mudamos o que podemos, criamos um clima de cura.

DIA 02

Se quiser parar de amar demais, você deve deixar de lado a fantasia de ser aquela que vai fazer toda a diferença na vida de um homem. Essa é uma necessidade sua, e não é nada saudável.

DIA 03

O sexo é uma das ferramentas que nós, que amamos demais, usamos para manipular ou modificar nossos parceiros. Comportamo-nos de forma sedutora para conseguir o que queremos, e nos sentimos poderosas quando isso funciona, e muito mal quando não. O fracasso normalmente faz com que sejamos cada vez mais persistentes.

Achamos sempre muito excitante estar envolvidas nas lutas de poder inerentes às nossas tentativas de manipular os homens de nossas vidas. Confundimos ansiedade, medo e dor com amor e excitação sexual. Chamamos de “amor” a sensação de levar um soco no estômago.

DIA 04

Jamais faça ameaças que você não poderá cumprir. Na realidade, jamais faça qualquer ameaça.

DIA 05

Muitas de nós aprenderam que sexo perfeito significa amor verdadeiro, e que, ao contrário, o sexo não poderia ser satisfatório e bem desempenhado se achássemos que o relacionamento em si não fosse correto. Nada poderia estar mais longe da verdade para as mulheres que amam demais. Por conta da dinâmica que opera em todos os níveis de suas interações com os homens, incluindo o sexual, um relacionamento difícil ou impossível pode, realmente, contribuir para que o sexo seja excitante, apaixonado e irresistível.

DIA 06

Quando nos sentimos responsáveis pelo comportamento de outra pessoa e não conseguimos suportar nossas culpa ou angústia, é porque estamos precisando de ajuda para administrar nossos próprios sentimentos incômodos, e não ajudar a administrar os da outra pessoas

DIA 07

Podemos ser pressionadas a explicar a familiares e amigos como alguém que não é exatamente admirável ou mesmo digno de estima pode, apesar de tudo, fazer brotar em nós um arrepio de expectativa e uma intensidade de desejo jamais igualados ao que sentimos por alguém mais amável e apresentável. É difícil expressar como ficamos encantadas pelo sonho de trazer à tona todos os atributos positivos – amor, cuidado, devoção, integridade e nobreza – que sabemos estarem anestesiados em nosso amada, à espera de se desabrocharem no calor de nosso amor.

Como explicar que não achamos tão atrativa a pessoa que ele é exatamente, mas a pessoa que estamos convencidas de que podemos ajudá-lo a vir a ser? Como podemos admitir para nós mesmas ou para outrem que estamos apaixonadas por alguém que ainda não existe, e fascinadas com nosso poder de fazê-lo aparecer?

DIA 08

A maneira mais prática de lidar com as pessoas cujas vidas são incontroláveis é evitar escrupulosamente fazer qualquer coisa que elas poderiam fazer para si mesmas se assim o desejassem.

DIA 09

Mulheres que amam demais costumam dizer para si mesmas que o homem com quem estão envolvidas jamais foi amado antes, nem por seus pais, nem por suas ex-mulheres ou namoradas. Nós os enxergamos como uma pessoa lesada e rapidamente assumimos a incumbência de arranjar tudo que estava faltando em sua vida muito antes de conhecê-lo. Tomamos sua inacessibilidade emocional, sua raiva ou depressão ou crueldade ou indiferença ou violência ou desonestidade ou dependência como sinais de que ele não foi suficientemente amada. E aí lançamos nosso amor contra suas faltas, seus fracassos, até mesmo sua patologia. Estamos determinadas a salvá-lo pelo poder de nosso amor.

DIA 10

Nunca é tarde para nos curarmos e curarmos nossos relacionamentos, até mesmo aqueles que já não vivem mais. As almas dos outros perseveram, assim como as nossas, e respondem às nossas mudanças de ideia.

DIA 11

Tudo que cada uma de nós sabe realmente sobre paternidade é aquilo que vivenciamos na infância com nossos pais… e aquilo que aprendemos com eles foi mais sobre o que não fazer do que como ser bons pais.

Temos de avaliar tudo, positivo ou negativo, que recebemos de nossos pais porque tudo, de certa forma, contribuiu para nossos esforços conscientes nesse difícil trabalho que é amar.

DIA 12

Tudo que está mais escondido em nós é também o que é mais universal. Todos têm segredos que precisam ser expostos e curados, e, à medida que encaramos os nossos segredos, ajudamos a criar um caminho para que outros façam a mesma coisa. À medida que trabalhamos por nossa cura, ajudamos o trabalho de cura no mundo inteiro.

DIA 13

Não importa o quanto alarmante ela seja, mas só a informação, simplesmente, não é o suficiente para impedir qualquer tipo de dependência.

DIA 14

Ao contrário de outras doenças, as da dependência cercam cada dimensão da pessoa atormentada: a emocional e a espiritual, assim como a física. Na vida da dependente emocional, não é somente seu relacionamento amoroso que fica afetado. Sua interação com amigos, membros da família, colegas de trabalho e crianças sofre com a sua obsessão por um homem. Sua saúde é afetada por um estresse prolongado, e o contato com seu próprio mundo espiritual fica prejudicado.

DIA 15

Tente de tudo para ajudar um homem e você se verá brincando de “mãe controladora” com seu “filho levado”

DIA 16

Poucas de nós, que amamos demais, acreditamos, no funcho da alma, que merecemos amar e ser amadas simplesmente porque existimos. Ao contrário, achamos que temos defeitos ou imperfeições tão terríveis que devemos fazer boas ações para escondê-los. Convivemos com a culpas de termos essas falhas e com o medo de sermos descobertas. Trabalhamos muito, mas muito mesmo, para tentar parecermos boas pessoas simplesmente porque não acreditamos que somos.

DIA 17

Na dependência emocional, o medo latente de intimidade coexiste com o medo ainda maior de abandono.

DIA 18

Muitas mulheres que amam demais também comem demais ou gastam demais. As dependências não são entidades discretas; elas se sobrepõem em suas raízes físicas e emocionais. De fato, a recuperação de uma dependência pode fazer com que outra pessoa seja acelerada.

Ainda bem que na recuperação os mesmos passos se aplicam a todas as dependências.

DIA 19

Mulheres que viveram em lares violentos tendem a escolher parceiros violentos; mulheres que conviveram com o alcoolismo tendem a escolher parceiros dependentes químicos, e assim por diante. Uma dinâmica sempre presente na relação dependente é o impulso inconsciente para reviver a luta do passado, e agora para vencer.

DIA 20

Um controle de ferro que age nas relações interpessoais pode ser disfarçado pelos papéis alternados de amiga e vítima.

DIA 21

Até que entendamos no fundo de nossa alma que um homem ou outro jamais serão a resposta para nossas dificuldades, seremos prisioneiras de nossos próprios modelos de dependência emocional.

DIA 22

Toda mulher que amam demais pode interromper seu comportamento obsessivo por algum tempo, mas o controle permanente através do autodomínio é uma ilusão mortal; a recuperação real só acontece após a rendição.

DIA 23

Não há contingências em relação aqueles por quem nutrimos ligações compulsivas – nossos pais, nossas mães, todo o resto.

Os obstáculos que nossos pais ou familiares nos impõem são presentes de nossa alma para nossa personalidade. Muitos de nossos mais profundos defeitos de caráter ficam consequentemente corroídos pelos atritos provocados por essas relações inescapáveis.

DIA 24

Devemos abdicar do papel que nos serviu muito bem por um longo tempo – o de vítima, mártir, salvadora ou vingadora cheia de razão – ou talvez tudo isso sucessivamente.

DIA 25

Há uma velha piada sobre um homem míope que perdeu as chaves tarde da noite e fica procurando-as embaixo do poste de iluminação da rua. Uma outra pessoa chega perto e oferece ajuda, mas pergunta: “Tem certeza de que foi aqui que perdeu suas chaves?” Ele responde: “Não, mas é aqui que tem luz.”

Assim como o homem da piada, será que você está buscando algo que falta em sua vida em algum lugar em não exista a menor possibilidade de encontra-lo, mas pelo fato de ser uma mulher que ama demais você acha mais fácil de procurar?

DIA 26

Nenhum homem será “o homem certo” até que consigamos nos curar daquilo que, por ser uma guerra de poder, é pura necessidade de ganhar ou perder e depois apontar o dedo da culpa por nossos problemas para outra pessoa.

DIA 27

Pura ironia é que algumas de nós procuram viajar no tempo, para frente e para trás, e de uma parte a outra do planeta, em busca de luz, quando o comando de nossa alma está sempre bem à nossa frente.

DIA 28

Nada é feito com a intenção de permanecer o mesmo. Se não progredimos, definhamos.

DIA 29

Quando um acontecimento emocionalmente dolorido ocorre e dizemos para nós mesmas que é nossa culpa, estamos afirmando, na realidade, que temos controle sobre ele: se mudarmos, a dor cessará. Essa dinâmica está muito além da autocensura nas mulheres que amam demais. Ao nos culparmos, nós nos agarramos à esperança de que seremos capazes de descobrir o que estamos fazendo de errado e corrigir, controlando, assim, a situação e eliminando a dor.

Nossa tarefa é encarar a situação, aceitar a dor, espanar a ilusão do controle e pedir ajuda ao Poder Superior.

DIA 30

Não entramos em relacionamento significativos por acaso. Somos inexoravelmente atraídas por parceiros com quem temos a oportunidade de aprender nossas lições mais pessoais e interpessoais. Sabedoras de que não somos vítimas de, mas voluntárias a, os desafios com os quais o amor nos presenteia podem acelerar o aprendizado daquelas lições.

DIA 31

Quando caminhamos rumo à recuperação de amar demais, não damos nenhum passo realmente pequeno, porque casa um deles pode mudar a rota de nossas vidas.