SETEMBRO É MÊS DE…

NONA TRADIÇÃO

MADA jamais deverá organizar-se como tal, mas poderá criar juntas ou comitês de serviços diretamente responsáveis perante àqueles a quem serve.

O que essa Tradição nos encoraja a fazer é permanecer o mais livre possível da burocracia que tende a se formar em torno das organizações, que tende a adquirir vida própria e obscurecer o verdadeiro propósito do grupo.

Tudo o que fazemos em MADA é voltado para o nosso propósito primordial de transmitir a mensagem de recuperação baseada em Princípios Espirituais. Tomar conta dos serviços do grupo é muito importante. Contudo, devemos usar o menor tempo possível da reunião elegendo coordenadoras, votando, organizando eventos ou fazendo relatórios. Em vez disso, devemos nos concentrar em compartilhar nossa fé, força, experiência e esperança umas com as outras e em estudar os Passos e as Tradições.

Para cumprir essa Tradição, os grupos criam corpos de serviço como os Intergrupos, encarregados de se reunirem e de conduzirem os serviços, coordenarem atividades locais de informação pública, publicarem boletins e planejarem eventos especiais. Os intergrupos possuem servidoras eleitas e estatutos. Os grupos de MADA que se juntarem para formar o Intergrupo deverão enviar um representante para as reuniões do Intergrupo a fim de ajudar no serviço, trocar informações sobre os problemas do grupo e para relatar ao grupo o que o Intergrupo está fazendo.

Embora nossos órgãos de serviço precisem ser organizados, MADA é encorajada pela Nona Tradição a manter ênfase na Irmandade e não na organização. Essa Tradição nos ajuda a garantir que Deus, na forma que cada uma o concebe, será sempre nossa última autoridade em MADA. Sem uma estrutura organizada de poder na qual operar, nenhuma pessoa individualmente, ou grupo de pessoas, pode governar outras. Não se pode estabelecer regras e punições, nem emitir ordens.

Os membros de MADA vêm e vão à sua vontade, contribuindo muito ou pouco, conforme achem adequado, e não existe nenhuma estrutura de poder para exigir que seja de outra forma. Nossa experiência demonstra que nenhuma estrutura de poder pode evitar o caos em MADA, a não ser que vivamos pelos Princípios Espirituais incorporados aos Passos e às Tradições. Nossa sobrevivência, e a do grupo, dependem da adesão a estes Princípios e não da obediência a qualquer estrutura de poder.

Essa Tradição de não organização pode ser muito curiosa para aquelas que anseiam por reuniões “perfeitas”. Algumas de nós sentem-se inseguras quando descobrem que não existem regras, somente sugestões e Tradições, e que não há líder para impor essas Tradições. Reuniões que estão longe de serem perfeitas, aos nossos olhos, oferecem-nos o milagre da recuperação. Nossos grupos podem cometer erros, mas sobrevivem, descobrindo que podem aprender a partir desses erros e se tornarem mais fortes.

Depois de um tempo na Irmandade, observando essa Tradição, começamos a confiar que existe um Poder Superior guiando a Irmandade de MADA, por intermédio da nossa consciência de grupo.

Quando as Tradições são quebradas, os indivíduos têm a responsabilidade de se pronunciar de maneira amorosa e clara, pois isso ajuda outros membros de MADA a aprender sobre esses Princípios Espirituais. Ao falarmos claramente a favor das Tradições, da melhor maneira possível, deixamos os resultados para nosso Poder Superior. Se a estrutura das reuniões não fosse dirigida para os Princípios do programa de Doze Passos, o grande poder de recuperação que encontramos nos grupos não existiria.

Viver pela Nona Tradição de MADA significa que não dependemos de nenhuma autoridade ou estrutura de poder para impor as Tradições: todas nos responsabilizamos por falar quando elas estão sendo ignoradas. Entretanto, os grupos de MADA devem estabelecer normas de conduta em suas reuniões, como o roteiro de reunião, conversas paralelas, etc. Os grupos fazem reuniões de consciência de grupo para estabelecer estas normas de conduta, assim como em relação às Tradições, quando os indivíduos ignorarem a consciência de grupo, cada membro tem o direto e a responsabilidade de falar. Uma vez que tenhamos nos expressado, a Nona Tradição nos diz para relaxarmos e deixarmos que nosso Poder Superior se encarregue da reunião. Em espírito de Irmandade. Só por hoje!

Reflexões da Nona Tradição:

  1. Nosso grupo apoia nossas líderes e comitês de serviço?
  2. Somos críticos em relação àquelas que estão prestando serviço ou suspeitamos de suas motivações?
  3. Somos suficientemente maduras para assumir responsabilidade pessoal pelo bem-estar de MADA e pela nossa própria recuperação?
  4. Tentamos compreender e apoiar a estrutura de serviço de MADA? Será que fazemos nossa parte para ajudar os comitês de serviço de MADA a transmitir a mensagem?
  5. Será que temos paciência e humildade ao desempenharmos nosso serviço em MADA?
  6. Estamos conscientes de todos aqueles diante dos quais somos responsáveis em cada posição de serviço em MADA?
  7. Nosso grupo prioriza o estudo das Tradições e de como elas se aplicam a nós?
  8. Podemos fazer o trabalho de base em MADA em nosso serviço e confiar os resultados a nosso Poder Superior, mesmo quando as coisas não correm do jeito que pensamos que elas deveriam correr?
  9. Praticamos o rodízio de líderes em nosso grupo?

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