MEDITAÇÕES DIÁRIAS – JANEIRO

MEDITAÇÕES DIÁRIAS PARA MULHERES QUE AMAM DEMAIS – JANEIRO

meditações extraídas do livro de Robin Norwood

meditações extraídas do livro de Robin Norwood

DIA 01
Quando amar significa sofrer, é porque estamos amando demais.

DIA 02
Amar se transforma em amar demais quando seu parceiro é inconveniente, negligente, inacessível, e, mesmo assim, você não consegue desistir dele – na verdade, você o deseja e precisa dele cada vez mais.

DIA 03
Uma coisa é fazer uma ou duas escolhas insensatas na nossa vida amorosa; outra coisa é a doença real chamada dependência emocional.

DIA 04
Toda vez que tentamos impor uma solução para o problema de alguém, estamos amando demais.

DIA 05
Sendo mulheres que amam demais, nós nos comportamos como se o amor, a atenção e aprovação não fossem levados em consideração, a não ser que consigamos extraí-los de homens que, por conta de seus próprios problemas e preocupações, são incapazes de nos dar isso espontaneamente.

DIA 06
Assim como os comedores compulsivos, nós, que amamos demais, temos de aprender a fazer, de forma sã e equilibrada, tudo aquilo que fazíamos de forma obsessiva. Porque ambos, tanto comer quanto amar, são aspectos necessários a uma vida normal; não temos uma definição comportamental precisa para a sobriedade.
A recuperação, portanto, não é um tema em preto e branco, mas cheio de nuances proporcionais à nossa condição de vida e comportamentos antigos.

DIA 07
Temos de começar tornando-nos pessoas com vontade de canalizar a energia e o esforço que anteriormente gastávamos na tentativa de mudar alguém na direção da nossa própria mudança pessoal.

DIA 08
Você, que ama demais, tem de se recuperar por conta própria, mas, quando parar de sofrer, sua recuperação poderá ser tão empolgante que, ao verem como você se transformou, as pessoas vão querer também perseguir a felicidade delas.
A recuperação pode ser tão contagiante quanto a dependência e a codependência.

DIA 09
Se quisermos parar de amar demais, primeiro devemos mudar a maneira de agir, depois a pensar e finalmente a de sentir. Se esperarmos até sentirmo-nos de forma diferente antes de nos comportarmos de forma diferente, jamais mudaremos, jamais nos recuperaremos.

DIA 10
Nenhuma de nós jamais inventou uma nova espécie de horrível segredo ou terrível perda. Os segredos que mantemos impedem nossa recuperação.

DIA 11
Citar nossas histórias de infância como desculpa para qualquer de nossos comportamentos atuais, atitudes ou qualidades que não são nem um pouco saudáveis, é um ato de satisfação pessoal irresponsável.
As circunstâncias difíceis e os efeitos infelizes que os anos da infância nos proporcionaram fornecem pistas para as mesmas condições às quais somos destinadas, em toda a vida, a experimentar, ultrapassar, entender e perdoar.

DIA 12
A dor é o mais sábio dos mestres que batem à nossa porta.

DIA 13
Você não pode aplicar a autoajuda a um problema no qual o auto que está tentando dar a ajuda ainda sofre.
Você precisa muito mais de uma ajuda espiritual do que de uma autoajuda, uma invocação do desejo de Deus mais do que uma grande tolerância por seu egocentrismo.

DIA 14
Ninguém pode nos livrar do trabalho que nossa alma nos dá. O problema é quando evitamos ou prorrogamos esse trabalho.

DIA 15
Devemos ter aprendido, quando criança, que o ato de rezar demonstra nossa devoção a Deus – e, se Ele se convencer da nossa sinceridade, nossos pedidos serão realizados.
Ao chegarmos à idade adulta, apesar de toda a nossa experiência, quando pensamos agora em rezar o fazemos com aquela mesma atitude que ficou latente.
Mas rezar não é uma forma de acalmar Deus, de cair em Suas boas graças para conseguir o que queremos. Nosso Poder Superior não pede que rezemos, não fica zangado ou decepcionado se não o fazemos. Não temos de rezar. A escolha é totalmente nossa.
Quando rezamos, entramos em harmonia com a profundeza do amor, da sabedoria, da compreensão e da inspiração muito maior do que nossos egos podem conseguir.
Quando rezamos, nos aproveitamos da ajuda de um Poder que pode fazer por nós o que nós, por nossa conta, não podemos.
Quando rezamos, se alinharmos nossos desejos com o de nosso Poder Superior, nossas vidas automaticamente se tornam mais governáveis e experimentamos uma liberdade maior, uma serenidade maior e uma enorme paz.

DIA 16
Nenhuma outra área é tão “escorregadia” quanto a dos relacionamentos para as mulheres sóbrias e limpas. A maioria das alcoólicas sóbrias que caem o faz por causa de homens.

DIA 17
Podemos também amar demais as crianças. Quando um dos pais exagera no cuidado de uma criança, esta assume um excesso de responsabilidade pelo bem-estar dos pais.

DIA 18
Às vezes, nos mortificamos quando alguém parte ou quando as circunstâncias mudam ou quando as coisas nos são tiradas sem jamais nos rendermos voluntariamente, porque ainda não conseguimos enxergar o bem maior que está por vir.

DIA 19
Uma das tarefas mais difíceis que você enfrenta na recuperação é aprender a dizer e a fazer nada. Quando a vida dele está incontrolável, quando tudo em você pede para assumir o controle, pede para aconselhá-lo e encorajá-lo, para manipular a situação de forma que você quer, você deve aprender a se controlar, a deixar que a luta seja dele e não sua. Seu verdadeiro trabalho consiste em encarar seus próprios medos em relação ao que pode acontecer a ele e a seu relacionamento se você deixar de administrar tudo – e assim trabalhar no sentido de eliminar seus medos mais do que manipular os dele.

DIA 20
Alguns dos relacionamentos mais dependentes ocorrem entre amantes do mesmo sexo.

DIA 21
Como mulheres que amam demais, podemos, de fato, apreciar nossas funções de coprotagonistas nos romances e melodramas recorrentes que compõem nossas vidas.
Acreditar que tivemos a mais triste das infâncias ou o mais perigoso dos amantes ou a mais chocante das experiências pode se tornar o meio de nos sentirmos importantes e assim ganharmos a atenção dos outros. A recuperação pode ficar sem graça se houver comparação.

DIA 22
Quando paramos de amar demais, nossos problemas de relacionamento não ficam automaticamente resolvidos, mas removemos um enorme empecilho para lidar com os problemas normais de maneira saudável e produtiva.

DIA 23
Nosso primeiro desejo deveria ser proteger nossa serenidade e bem-estar, mais do que encontrar o homem certo. Assim, e só assim, estaremos aptas a começar a escolher um companheiro que possa tomar conta de nós incondicionalmente, porque quanto mais curamos nossa ferida e quanto menos precisamos de um companheiro, mais aptas estaremos a escolher alguém que não seja tão prejudicado ou carente.

DIA 24
Nossas necessidades podem ser satisfeitas de várias formas se abandonarmos o egocentrismo, a autopiedade e a ideia de que somos capazes de extrair tudo o que temos de bom de uma determinada fonte como, por exemplo, um homem.

DIA 25
Um dos traços básicos de quem ama demais é a enorme dependência, normalmente disfarçada por uma força aparente.

DIA 26
Quando alguém que você ama está com um problema, pergunte a si mesma: “De quem é esse problema?”
O seu problema não é o fato de que alguém que você ama está com um problema, mas o que você sente quando participa da luta daquela pessoa. A não ser que você possa deixar de pensar nisso, deve parar de participar.

DIA 27
Quando você começa a deixar de controlar os outros, pode, de fato, sentir-se fisicamente como se estivesse caindo de um despenhadeiro. A sensação de perda de controle de si mesma quando você liberta os outros pode ser alarmante. Nesse momento, sua prática espiritual pode realmente ajudar, porque, em vez de cair no vácuo, você pode delegar o controle de você mesmo e daquele que você ama ao Poder Superior.

DIA 28
Por sabermos que os dependentes emocionais têm necessidade de ser úteis, realmente podemos impedir que isso se prolifere em outras pessoas, comprometendo-nos em colocar essa ideia em prática.
Lembre-se: a jornada do outro está nas mãos de Deus, assim como está a sua.

DIA 29
Grande parte da insanidade e do desespero que você experimenta vem diretamente do seu desejo de controlar aquilo que você não pode – ele e sua vida. Pense a respeito de todas as tentativas que você fez: os discursos intermináveis, os apelos, as ameaças, os subornos, até mesmo a violência. E lembre-se, também, de como você se sentiu após cada tentativa infrutífera. Sua autoestima desabava, e você se tornava mais ansiosa, mais abandonada, mais cheia de raiva. O único caminho é a entrega, porque talvez ele nunca mude sob toda sua pressão. Mesmo que você se disponha a ouvi-lo dizer que você é a razão pela qual ele está abandonando um certo tipo de comportamento, mais tarde você vai descobrir que você também é a razão pela qual ele vai reassumi-lo.

DIA 30
Para muitas de nós, o tratamento de recuperação consiste em aprender a fazer exatamente o oposto do que sempre fizemos.

DIA 31
Aprenda a viver sem colocar seu foco num homem, nos problemas dele ou nele como solução desses problemas.

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