MARÇO É MÊS DE…

TERCEIRA TRADIÇÃO

Para ser membro de MADA, o único requisito é o desejo de evitar relacionamentos destrutivos.

Nenhuma mulher que tenha o desejo de evitar relacionamentos destrutivos pode ser barrada em qualquer grupo de MADA. As companheiras de MADA são de origens, raças e religiões muito diferentes. Podemos ter, e de fato temos, diferenças quanto a opiniões, posição política, valores, estilo de vida, idade, orientação sexual e posição econômica.

Não existem pré-requisitos para ser membro de MADA. Não é um pré-requisito termos experiências semelhantes. Todas aquelas que já experimentaram a dor de viver um relacionamento destrutivo são bem-vindas às nossas reuniões.

Em MADA encontramos uma enorme gama de opiniões sobre o programa em si, sobre os Doze Passos, as Doze Tradições e como aplicá-los melhor. Ninguém é expulsa de MADA por não trabalhar os Passos, não ter uma madrinha, não respeitar as Tradições ou não adotar os instrumentos que a maioria emprega. Isso não quer dizer que os Passos, as Tradições e os instrumentos não são importantes, mas isso que mostra como praticamos os princípios da aceitação e do amor incondicional em MADA.

A recuperação é uma jornada, e o programa de Doze Tradições é a estrada pela qual viajamos juntas em MADA. O objetivo da Terceira Tradição é assegurar que a estrada estará sempre acessível a todas que queiram viajar por ela.

Duas ou mais MADAs que se unam com o objetivo de pôr em prática os Doze Passos e as Doze Tradições são consideradas um grupo de MADA, desde que como grupo não tenham outras filiações. Deve-se notar que, mesmo que a companheira esteja passando por um relacionamento destrutivo, ela será sempre bem-vinda às reuniões de MADA. A porta nunca se fecha para uma companheira que tenha recaído no programa.

Ocasionalmente, os grupos são incomodados por companheiras que destroem a harmonia das nossas reuniões. Mesmo essas companheiras não são barradas no grupo e não lhes é negada a chance da recuperação. A maioria dos problemas de personalidade pode ser tratada em base pessoal por meio do amadrinhamento.

Nossas reuniões de MADA não serão sempre perfeitas, mas nelas poderemos encontrar a recuperação, apesar das imperfeições. Quando cada companheira é tratada com amor, o grupo sobrevive e emerge de cada experiência mais forte do que nunca.

Qualquer companheira que nos diga que é um membro, é um membro. Damos as boas- vindas a todos os membros de braços abertos. Não queremos excluir nenhuma de nossas companheiras sofredoras ou criar barreiras à sua recuperação. Muitas de nós chegam à Irmandade com a sensação de que o resto do mundo não nos entende, de que não pertencemos a lugar algum, e ficamos surpresas a nos deparar com outras mulheres que se sentem da mesma forma.

Reflexões da Terceira Tradição:

  1. Nosso grupo encoraja todas a tomarem parte nas discussões?
  2. Fazemos com que todas as companheiras sintam-se bem-vindas, ou existem algumas que preferíamos não ter em nosso grupo?
  3. Focalizamos nossas discussões nas coisas que temos em comum por sermos MADAs ?
  4. Permitimos que raça, idade, educação, religião (ou falta dela), crenças, políticas ou linguagem determinem se iremos estender as mãos durante as reuniões de MADA ou pelo telefone?
  5. Será que nos deixamos impressionar por uma companheira que seja uma celebridade?
  6. Pelo seu status profissional? Pela sua experiência com outros programas de Doze Passos? Ou o grupo consegue tratar cada recém-chegada da mesma forma?
  7. Fazemos questão de falar com as recém-chegadas mesmo quando sua aparência ou atitude não são convidativas? Fazemos com que elas se sintam bem-vindas em MADA?
  8. Será que o grupo continua a dar boas-vindas a todas as companheiras, mesmo àquelas que tenham sido críticas em relação ao grupo no passado?

Em MADA aprendemos que as pessoas podem discordar de nós em assuntos importantes e ainda assim serem companheiras amorosas que nos apoiam. Quando aplicamos sem reservas a Terceira Tradição, frequentemente descobrimos a amizade sincera onde menos esperávamos, em pessoas que anteriormente teríamos excluído de nossas vidas. Tal amizade está em toda parte a nossa volta, e tudo o que temos que fazer é abrir nossos corações para recebê-la.

Bem-vindas ao lar!