JULHO É MÊS DE…

SÉTIMA TRADIÇÃO

Todo Grupo MADA deve ser autossustentável, recusando contribuições de fora.

A Irmandade MADA nos proporciona uma nova maneira de nos relacionarmos, e o auto sustento é a parte mais importante dessa nova maneira de viver.

Na nossa doença ativa éramos dependentes de pessoas, de lugares e de coisas. Não sabíamos que o apoio de que precisávamos poderíamos encontrar em nós mesmas, com a ajuda de um Deus amoroso, e com a força interior que conseguimos no nosso relacionamento com Ele.

Em MADA, não só nos sustentamos como defendemos o direito de fazê-lo. Dinheiro sempre foi um problema para nós, ele nunca será suficiente para preencher o vazio dentro de nós.

Precisamos de dinheiro para o grupo funcionar, para pagar o aluguel, comprar suprimentos e literatura. Passamos a sacola nas nossas reuniões a fim de arrecadar para tais despesas, e o que restar deverá ser utilizado para cumprir o propósito primordial da nossa Irmandade, que é levar a mensagem. Temos de nos unir, e ao nos unirmos, aprendemos que realmente somos parte de algo maior do que nós.

A nossa política financeira é definida: recusamos quaisquer contribuições de fora. Nossa Irmandade é totalmente autossustentável. Não aceitamos financiamentos, doações, empréstimos e/ou presentes. Tudo tem seu preço, não importa a intenção. Mesmo para aqueles que querem nos ajudar e garantem que não haverá nenhum compromisso, mesmo assim, não devemos aceitar a sua ajuda. Se aceitarmos presentes “gratuitos” de pessoas de fora, ou muita coisa de um só membro, nos tornaremos menos livres.

Poderemos nos tornar dependentes do dinheiro doado, e nunca aprenderemos a assumir as responsabilidades e a pagar pela nossa própria recuperação. O doador pode naturalmente esperar ter poder em nossas tomadas de decisão. E aquele membro que contribui com maior quantia de dinheiro pode achar que tem o direito de dominar o grupo.

Isso pode significar problemas, porque nossa autoridade é um Deus amoroso que pode se manifestar em nossa consciência coletiva. Não podemos também permitir que um só membro contribua com mais do que aquilo que lhe cabe. O preço pago por esse fato é a desunião e a controvérsia.

Não devemos colocar nossa liberdade em risco. Para que a Irmandade MADA cumpra o seu propósito primordial e se mantenha livre de influências externas, precisamos nos manter livres da necessidade de contribuições externas.

Cada grupo tem suas despesas, como aluguel e literatura. Os grupos, ao se unirem formando o intergrupo, aumentam as oportunidades de transmitir a mensagem de MADA, mas as despesas também aumentam.

Não são cobradas taxas ou mensalidades de ninguém em uma reunião de MADA.

Quando a sacola da Sétima Tradição é passada, é o momento da reunião em que o material se une ao espiritual e a maioria de nós fica gratificada em poder manter nosso próprio grupo e a Irmandade em funcionamento. MADA salva nossas vidas, é o meio para nos recuperarmos em relação à doença da co-dependência emocional. A gratidão é um dos Princípios Espirituais que rege essa Tradição.

Pagamos todas as despesas do grupo com o dinheiro da Sétima Tradição: para mantermos o funcionamento dos grupos são necessários recursos. Mas não é bom para os grupos guardar grandes quantidades de dinheiro. Quando o caixa dos grupos ficar maior que a reserva mínima necessária para cobrir as despesas a curto prazo, os grupos transferem o excedente para o intergrupo, que necessita de apoio financeiro para continuar a transmitir a mensagem de formas que não estão ao alcance dos grupos.

Dinheiro em excesso causa problemas para os grupos que o acumulam.

No caso de um grupo estar ultrapassando uma fase difícil, com problemas financeiros, a Irmandade como um todo, através do intergrupo, pode ajudar este frágil grupo durante algum tempo. Mas a longo prazo este tipo de dependência torna-se nocivo.

Para muitas MADAs, nossa disposição em pagar por nosso progresso pessoal é um sinal de que estamos amadurecendo e nos recuperando emocionalmente.

A Sétima Tradição não se aplica somente ao sustento financeiro. Para que os grupos de MADA e as MADAs sejam autossuficientes, precisam assumir sua parte nos serviços a serem prestados. Os grupos precisam estar com sua junta de serviços completa a fim de não sobrecarregar um só membro e não manter o controle do grupo nas mãos do mesmo.

Os grupos devem mandar seus representantes para as reuniões do intergrupo para ajudar nas tomadas de decisões e trazer as novidades de volta para os grupos. A junta de serviço do intergrupo é formada por uma coordenadora geral, secretária e tesoureira.

Em última análise, os grupos MADA são autossuficientes quando contribuem com sua parte para o trabalho de transmitir a mensagem de MADA na sua área. As MADAs são totalmente autossuficientes quando fazem o que podem, dando de graça o que receberam de graça ao chegarem a MADA.

Assim como deve haver um limite para a contribuição financeira, também deve haver um limite saudável para a prestação de serviço. As juntas de serviço devem ser trocadas periodicamente.

O princípio da autossuficiência completa é importantíssimo para os grupos de MADA e seus membros em recuperação. Nos grupos de MADA, aprendemos a depender de Deus, e não das pessoas, para nos dar segurança. Sob a orientação do nosso Poder Superior aprendemos a fazer o que é necessário para que nós e nossos grupos estejam bem material e emocionalmente.

Passamos a olhar para o nosso Poder Superior, e não para outras pessoas como sendo a fonte de nossa felicidade e segurança.

Paradoxalmente, ser autossuficiente significa ser livre. Mas sob a visão da Sétima Tradição podemos começar a compartilhar nossa vulnerabilidade com outras MADAs e ver claramente quais são os nossos limites, não esperando que o outro assuma nossas responsabilidades. À medida que o nosso Poder Superior nos ajuda a sermos autossuficientes, começamos a abrir mão de nossas dependências doentias e podemos desenvolver relacionamentos saudáveis com as pessoas com as quais compartilhamos nossas vidas.

Enquanto aceitarmos esta Tradição em toda a sua extensão, mereceremos o respeito do público em geral e o nosso respeito próprio. Em espírito de Irmandade. Só por hoje!

Reflexões da Sétima Tradição:

  1. Será que contribuímos com tudo o que podemos para o sustento financeiro de MADA ou simplesmente continuamos colocando apenas uns “trocados” na sacola?
  1. Tentamos contribuir com um pouco na sacola do grupo, mesmo quando tememos insegurança financeira?
  1. Nosso grupo considera o trabalho da tesoureira importante e procura assegurar-se de que ele esteja sendo feito de maneira responsável?
  1. Nosso grupo paga suas próprias despesas com o dinheiro da sacola?
  1. Revezamo-nos regularmente nos cargos ou mantemos as mesmas pessoas fazendo os mesmos serviços?

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