JANEIRO É MÊS DE…

PRIMEIRO PASSO

Admitimos que éramos impotentes perante os relacionamentos e que tínhamos perdido o controle de nossas vidas.

Dar o Primeiro Passo é o início fundamental na recuperação da dependência de relacionamentos. É neste passo que admitimos que nos rendemos diante de nossos relacionamentos destrutivos.

Admitir ser impotente pode ter um significado diferente para cada uma de nós, mas o importante para que possamos praticar o Primeiro Passo é encarar a realidade destrutiva na qual nossas vidas se encontravam antes de conhecermos MADA, e que hoje temos o desejo profundo de mudar a nós mesmas, um dia de cada vez.

Muitas de nós, quando se encontravam no processo de negação, negavam a dificuldade em se relacionar, culpando e acusando os parceiros. Dessa forma, não percebíamos que a opção de estarmos naquele relacionamento era somente nossa e, que na verdade, nossa doença nos impelia à busca de um relacionamento inadequado e autodestrutivo. Portanto, dar o primeiro passo significa aceitar que atingimos um ponto em que não tínhamos mais condições de controlar nossas vidas e, que sozinhas, não tínhamos forças para modificar nosso desejo doentio de controlar nossos parceiros e outras pessoas.

A dependência de relacionamentos é algo que age sobre nós de forma muito sutil. Um comportamento inadequado, adotado em relação ao nosso parceiro, e que de início fazemos parecer ser uma opção nossa, torna-se rapidamente uma obsessão, especialmente quando nosso parceiro não corresponde às nossas necessidades. E assim, ao invés de abandonarmos o relacionamento por ele não corresponder às nossas expectativas, iniciamos uma luta conosco e com nosso parceiro, na tentativa de fazer com que ele se modifique. Isso faz parte do comportamento obsessivo-compulsivo em que nos encontramos nas diversas “lutas” para modificá-lo.

Através de jogos, tentávamos controlar a situação. Temporariamente nos afastávamos de nossos parceiros, mudando a tática de jogo na relação; ora nos fazendo de vítima; ora sendo perseguidora para tentar reconquistá-lo. Tudo isso porque tínhamos a necessidade de fazer com que ele se importasse conosco. Aos poucos, fomos nos afastando de nossa própria vida, de nós mesmas.

Na realidade, nossas escolhas não eram feitas conscientemente, pois não sabíamos realmente o que queríamos de um relacionamento, nem tampouco quais eram os nossos verdadeiros valores. Muitas de nós viviam “como um camaleão”, adotando os valores de outras pessoas como os valores mais importantes, numa tentativa de agradá-las e assim sermos aceitas.

Agora, precisamos aprender a modificar a nós mesmas, ao invés de tentar modificar os outros para que possamos, assim, aprender a aceitar a companhia de pessoas que possibilitem uma intimidade verdadeira.

O a que viemos buscar em MADA é a força e a esperança para que possamos nos livrar de todos esses medos, para que possamos aprender a gostar de nós mesmas, e assim ser possível desfrutar da companhia de pessoas saudáveis.

Em MADA, não existe um grau de sofrimento necessário para que você venha se entregue e inicie o processo de recuperação. Cada uma de nós pode investigar a sua própria vida e avaliar o sofrimento e a dor sentidos no passado.

Hoje, o importante é ter o desejo sincero de romper com esses padrões doentios de se relacionar e iniciar o aprendizado de um novo processo de vida, onde possamos viver bem com nós mesmas e com os outros.

Somente após admitir que nossos relacionamentos falharam e que fracassamos nessa etapa de nossas vidas é que estaremos realmente prontas para iniciar a recuperação. MADA oferece esse caminho de recuperação através dos Doze Passos.

Perguntas do Primeiro Passo:

  1. Quando você reconheceu pela primeira vez que sua forma de se relacionar era autodestrutiva?
  2. De que forma, atualmente, sua dependência de relacionamentos causa descontrole em sua vida?
  3. Quais são os instrumentos que hoje você pode utilizar para praticar a recuperação?

Dar o Primeiro Passo é fundamental para alcançar a recuperação.

LEMBRE-SE DO QUE MADA LHE OFERECE:

ACEITAÇÃO:
Aceitamos como você é agora, como foi e como será.

COMPREENSÃO:
Dos problemas que você enfrenta agora e que certamente compartilha com outras mulheres no grupo.

COMUNICAÇÃO:
Visto que descobrirmos que nossa identificação umas com as outras, a comunicação se torna algo natural, de nossa compreensão e aceitação.

ALÍVIO:
Tendo encontrado aceitação, compreensão e comunicação com outras mulheres, encontramos alívio de nossa doença e ajuda para uma nova auto aceitação e auto compreensão.

PODER:
Com a aceitação e compreensão de nós mesmas, a prática do programa de recuperação de Doze Passos, a crença em um Poder Superior a nós mesmas, o apoio e companheirismo do grupo, abre-se uma porta para um novo modo de vida.

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