JANEIRO É MÊS DE…

PRIMEIRA TRADIÇÃO

Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar. O progresso individual depende da unidade de MADA.

Muitas de nós MADAs, vivem a maior parte de nossas vidas no isolamento, sendo este considerado o núcleo da nossa doença.

Preferíamos ficar sozinhas, para podermos agir sem interferência na nossa obsessão pelo outro. Era para nós muito difícil estarmos cercadas por outras pessoas, ou procurá-las para pedir ajuda.

Nosso desejo de viver dessa obsessão nos forçou a mudar nossas atitudes. A recuperação começou para muitas de nós quando ingressamos em um grupo de MADA, e descobrimos que não estávamos mais sozinhas, que havia outras mulheres como nós, e encontramos aceitação, identificação, sensação de pertencer a algum lugar e união com outras MADAs.

Muitas de nós poderiam não estar vivas hoje se não tivéssemos ingressado em nossos grupos MADA.

Se queremos continuar vivas e nos recuperando, precisamos ter o apoio contínuo dos grupos e a inspiração que recebemos de nossas companheiras de MADA. Precisamos também das oportunidades diárias para que possamos ser úteis a outras companheiras.

Sendo assim, a Primeira Tradição é uma questão de vida ou de morte para nós.

Entretanto, nem sempre é fácil manter a unidade. Membros de MADA trazem histórias diferentes, e nas reuniões, encontramos mulheres diferentes de nós em seus modos de buscar a recuperação. Nosso primeiro impulso é achar que elas estão fazendo tudo errado.

Aí é que entra a valorização do bem estar comum da Irmandade acima de nossos pontos de vista, pois senão MADA se partiria em diversas facções e perderia a força que vem da união.

O respeito pela unidade significa que o indivíduo mantém em mente as regras básicas do grupo. Em MADA, somos orientadas a mantermos as necessidades do grupo inteiro em mente, ao compartilharmos nossas experiências, força e esperança.

Geralmente, começamos a reunião seguindo um roteiro, com avisos tais como: “favor desligar os celulares”, “esta é uma reunião de não fumantes”, “o silêncio faz parte do tratamento”, “não se deve dar conselhos” etc. Informamos assim a todos os presentes qual é a consciência do grupo.

Podemos querer partilhar mais do que o tempo especificado, podemos querer aconselhar alguém na reunião, mas a Primeira Tradição nos diz para refrear tais impulsos para o bem do grupo.

É responsabilidade de todas nós, membros dessa Irmandade, proteger o espírito da unidade e do apoio mútuo em MADA.

MADA é um lugar onde todos os membros possuem ampla oportunidade de compartilhar; onde não tentamos confrontar-nos ou consertar umas às outras dentro dos grupos; onde os detalhes mais íntimos de nossas vidas não são descarregados nas reuniões, mas sim discutidos em particular com nossas madrinhas.

Quando chega a nossa vez de coordenarmos uma reunião de MADA, a Primeira Tradição faz com que seja responsabilidade nossa, enquanto coordenadoras, carinhosamente lembrarmos às companheiras as regras básicas do grupo, todas as vezes que a consciência do grupo esteja sendo ignorada.

Isso não significa que todas as MADAs precisem concordar em todos os assuntos relacionados ao funcionamento da Irmandade. Discordâncias em relação às atividades do grupo surgem sempre, e temos de encontrar formas de resolvermos essas discordâncias sem destruirmos a unidade da nossa Irmandade.

O que a Primeira Tradição sugere é que ouçamos com respeito às opiniões de outras pessoas. Expressamos nossas próprias opiniões honestamente, sem depreciarmos aqueles que talvez não concordem com elas. Ao ouvirmos e falarmos, mantemos nossas mentes e corações abertos ao nosso Poder Superior em todos os assuntos.

Depois que a discussão acabou e o grupo tomou uma decisão, não permitimos que nenhum sentimento de antagonismo, que ainda possamos sentir, divida o grupo. Em MADA resolvemos nossas diferenças de opiniões pensando no bem estar do grupo como um todo.

Unidade não significa uniformidade. Em MADA, aprendemos que podemos discordar de outras companheiras em assuntos importantes e que podemos ainda assim, ser amigas que dão apoio umas às outras. Ouvimos as outras com a mente aberta e aprendemos a nos expressar sem insistirmos para que todas façam as coisas do nosso jeito.

Ao praticarmos a Primeira Tradição, começamos a entender melhor a nós mesmos e aos outros. Torna-se mais fácil encontrar formas de fazer as coisas que atendam à necessidade geral.
Reflexões da Primeira Tradição:

  1. Será que praticamos bem o Princípio da Unidade?
  2. Nosso grupo está se dividindo em panelinhas e permanecendo indiferente a alguns membros?
  3. Procuramos nos manter juntos enquanto grupo? Ou tentamos criar a discórdia?
  4. Desencorajamos a fofoca?
  5. Desencorajamos as companheiras de fazerem inventário uma das outras?
  6. Concentramo-nos no que temos em comum? Ou trazemos à tona nossas diferenças, apenas para que haja debate?
  7. Somos gentis, mesmo com aquelas pessoas de quem não gostamos? Ou falamos sobre o amor do grupo de MADA e continuamos agindo com hostilidade em relação a algumas pessoas?
  8. Encorajamos todas as companheiras a darem completa atenção a quem está compartilhando? Ou conversas paralelas, cumprimentos, etc., desviam nossa atenção da reunião com frequência?
  9. Nosso grupo encoraja os membros a falarem rapidamente? Ou permitimos que alguns dominem a discussão falando tanto que não sobra tempo para os outros?
  10. As coordenadoras ajudam as recém-chegadas a serem parte do grupo logo de início, dando-lhes, gentilmente, informações sobre o roteiro da reunião e as regras básicas do grupo?
  11. Encorajamos as companheiras a usarem o telefone para ajudarem as outras, e não apenas para reclamações e fofocas?
  12. Depreciamos outros membros que tenham uma forma diferente de trabalhar o programa?
  13. Apoiamos atividades que coloquem em contato com outros grupos? Nos damos ao trabalho de aprender sobre MADA como um todo?
  14. Encorajamos todas as companheiras a compartilharem honestamente com o grupo, mesmo quando estão passando por momentos difíceis? Ou acreditamos que aquelas que estão tendo problemas não deveriam compartilhar?

A Primeira Tradição de unidade nos lembra de uma verdade importante: não estamos mais sozinhas. Estamos em contato com outros seres humanos. Nossa saúde emocional e espiritual depende da saúde dos nossos relacionamentos.