FEVEREIRO É MÊS DE…

SEGUNDA TRADIÇÃO

Para nosso propósito de grupo, há somente uma autoridade: um Deus amantíssimo que se manifesta em nossa consciência coletiva. Nossas líderes são apenas servidoras de confiança, não têm poderes para governar.

Quando nos deparamos com uma dificuldade ou desafio, pedimos orientação a Deus para que nos mostre o melhor caminho para o grupo como um todo. O assunto deve ser discutido cuidadosamente: votamos as alternativas propostas e acreditamos que a decisão a que chegamos juntas é a vontade do nosso Poder Superior.

A recém-chegada poderá perguntar: “Quem é a chefe aqui?”. A resposta é dada na Segunda Tradição: um Deus amantíssimo que se expressa na consciência do grupo. Em MADA não existem posições de poder; temos uma estrutura de serviço. O intergrupo existe somente para executar serviços. Ele não tem poder para impor regras a outros grupos ou a membros individualmente.

Nos grupos de MADA, as companheiras são escolhidas para executar serviços, tais como: abrir o grupo, fazer café, encontrar pessoas para partilhar temas específicos, frequentar as reuniões do intergrupo, reabastecer o estoque de literatura.

Os grupos de MADA, em geral, gastam muito pouco tempo regular da reunião com assuntos de serviço. Se algum membro deseja fazer alguma mudança na maneira como o grupo está operando, isto é traduzido para discussão em uma reunião administrativa com todos os membros que o frequentam regularmente. Alguns grupos fazem tais reuniões junto com a reunião normal e outros as fazem separadamente. A consciência de grupo, informada, decide que ação deverá ser tomada, e as companheiras responsáveis agem implementando a decisão do grupo.

Consciência de grupo não é a mesma coisa que regra da maioria. Essa consciência é uma expressão da unidade do grupo de que fala a Primeira Tradição: um elo comum que cresce entre nós à medida que cada uma abandona a vontade própria.

Para que possamos alcançar uma consciência de grupo bem informada, afirmamos o direito de todas as companheiras do grupo de participarem das discussões e o nosso dever de ouvir atentamente a todas com a mente aberta. O propósito de nossas discussões é assegurar que a decisão a que o grupo chegar leve em conta todas as informações pertinentes. Se queremos chegar a uma decisão consciente, o grupo precisará considerar as necessidades e ideias de todas. Por essa razão, grupos de MADA dão completa atenção a todos os pontos de vista, mesmo o das minorias. Nenhuma companheira que se considere membro do grupo é impedida de falar ou de votar.

Como, de acordo com a Terceira Tradição, “para ser membro de MADA o único requisito é o desejo de evitar relacionamentos destrutivos”, nos grupos de MADA não se exige abstinência de relacionamentos ou outros requisitos para se ter direito a voto. Algumas perguntarão como podemos confiar no voto de companheiras que podem não estar com a mente sã. Certamente isso constitui um risco, mas deve-se levar em conta a necessidade de manter MADA aberto a todas as mulheres que desejam o que a nossa Irmandade tem a oferecer.

Não permitir que algumas votem em tomar decisões no grupo significa nega-lhes sua condição de membro do grupo, condição essa essencial para a recuperação da “doença do isolamento”. Aquelas companheiras que têm longa experiência em MADA e conhecimento das tradições têm responsabilidade de compartilhar o que aprenderam. Portanto, para que atuemos sabiamente sob a autoridade de um Deus amoroso, é necessário o conhecimento das Tradições de MADA e a experiência de outros grupos.

Uma vez que todos os pontos de vista tenham sido carinhosamente ouvidos, o voto da consciência do grupo é dado. Cada companheira baseia seu voto no que acredita ser melhor para o grupo, e não nas personalidades que estão defendendo um determinado ponto de vista, nem no que suas amigas mais próximas acreditam. Pela Segunda Tradição não há perdedor em uma votação da consciência de grupo em MADA.

As companheiras que diferem da opinião do grupo podem, a princípio, ficar insatisfeitas, desapontadas. Mas em longo prazo vemos que a maioria das vezes o resultado foi uma boa coisa para o grupo. Se acontecer uma situação de desagrado devemos lembrar que a realidade é que todas ganhamos quando a vontade de Deus é realizada.

Entretanto, nem todas as decisões tomadas nos grupos são sábias ou práticas. Como seres humanos, cometemos erros, e devemos procurar melhores soluções para o problema. Processa-se uma nova votação de consciência do grupo a fim de corrigir a situação. Assim como acontece com cada uma de nós, os grupos de MADA também aprendem com seus erros. Nosso Poder Superior geralmente nos guia por intermédio dos nossos erros.

Membros antigos que já passaram tais experiências podem pensar que suas opiniões devem prevalecer, apesar da Segunda Tradição. Entretanto, quando elas tentam controlar ao invés de servir as outras companheiras, geralmente as coisas dão errado.

Ao iniciar um novo grupo de MADA, algumas companheiras poderão ter que tomar decisões no início, mas logo a consciência do grupo assumirá a função de liderança. O conselho das mais antigas continua a ser valioso, mas não é bom para o grupo que uma pessoa se mantenha em um serviço por muito tempo.

Uma parte vital do nosso crescimento pessoal em MADA é prestar serviço, mas também é vital praticar a humildade e abrir mão do serviço após um período de tempo específico, de maneira que outra companheira possa ter a mesma experiência. Temos uma rotatividade na prestação de serviço em MADA, mesmo quando a pessoa que está exercendo a função faz um bom trabalho ou deseja continuar.

Devemos logo aprender que não são “elas” e sim “nós”, pois todas as companheiras de MADA partilham a responsabilidade pelo funcionamento do grupo.

Tudo que temos a fazer é o trabalho de base, e podemos confiar os resultados ao nosso amoroso Poder Superior, que nos fornece todos os recursos de que necessitamos.

Reflexões da Segunda Tradição:

  1. De que forma vivemos de acordo com os Princípios da Segunda Tradição em nossas reuniões de MADA?
  2. Nosso grupo encoraja todas as companheiras a participarem ativamente das discussões da consciência de grupo?
  3. Ouvimos com a mente aberta os pontos de vista de todas?
  4. Alguma vez pressionamos o grupo a aceitar as ideias de certas companheiras simplesmente porque elas estão em MADA há muito tempo?
  5. Sentimos que temos que manter as aparências nas discussões do grupo? Ou podemos caminhar juntas, de bom grado, com a consciência de grupo, mesmo que tenhamos diferido dela no início?
  6. Criticamos as companheiras que prestam serviço ou apoiamos os seus esforços?
  7. Fazemos com que as pessoas que prestam serviços sejam responsáveis perante o grupo de forma que se possa confiar nelas e contar com elas?
  8. Será que o grupo dá a devida atenção à companheira coordenadora, à representante do intergrupo e a outras quando estão dando avisos?
  9. As companheiras do nosso grupo se voluntariam para assumir cargos de serviço (secretaria, tesouraria)? Temos dificuldades para encontrar companheiras dispostas a prestar serviço?
  10. A maioria de nós chega a MADA com muita dificuldade em lidar com suas famílias, seus amigos, seus companheiros, seus relacionamentos de trabalho. Fundamentalmente esses relacionamentos têm por base o poder, o controle e a manipulação. Ao constatar que podemos utilizar também a Segunda Tradição nas nossas vidas lá fora, nos sentimos encorajadas?
  11. Aprendemos em MADA que ao invés de criticar, censurar ou discutir, podemos cooperar com as decisões que ajudamos a tomar?
  12. Aprendemos a expressar nossas necessidades e desejos de uma forma adulta?
  13. Temos disposição para aderir a qualquer decisão que leve em conta as necessidades de todas?

Raiva e amargura são substituídas por harmonia e paz quando damos a mesma importância a cada pessoa e realmente ouvimos o que todos têm a dizer. Quando isso acontece, a vontade de um Deus amantíssimo está realmente se expressando através do nosso grupo.

Deixe uma resposta