DEZEMBRO É MÊS DE…

DÉCIMA SEGUNDA TRADIÇÃO

O anonimato é o alicerce espiritual de nossas Tradições, lembrando-nos sempre de colocar os Princípios acima das personalidades.

Viver segundo os Princípios de MADA requer que mudemos de atitudes, colocando o bem-estar do grupo de MADA acima de nossos próprios desejos, desistindo de nossa intenção de controlar companheiras. Todas as mulheres que desejam deixar de ter relacionamentos destrutivos são acolhidas em nossas reuniões, não importa o que pensemos ou sintamos a respeito delas.

Abandonamos nossa dependência de pessoas, cessamos nossas atitudes de controle e de manipulação. Pegamos nosso próprio caminho e deixamos de esperar que outros mantenham MADA em andamento sem nossa ajuda.

Atrás de todas essas atitudes de auto sacrifício está um único alicerce espiritual, tão importante para nossa Irmandade que ele faz parte do nosso nome: o anonimato.

Sem um alicerce, nenhuma casa pode permanecer em pé. É essencial que todas nós compreendamos e respeitemos o anonimato para que MADA sobreviva e nós encontremos recuperação nele. Nossa experiência com o anonimato começa quando adentramos um grupo como recém-chegadas. Muitas de nós não querem que ninguém saiba que estamos nos juntando ao MADA ou como realmente nos sentimos em relação a nós mesmas. Em MADA encontramos um porto seguro, um lugar onde podemos compartilhar nossos sentimentos e experiências com outras mulheres que também sofrem da doença de amar demais.

Quando respeitamos o anonimato das outras, podemos confiar que ninguém de fora desses grupos saberá que estamos frequentando MADA, a não ser que nós mesmas digamos. Porque esse é um Programa de Princípios e não de personalidades, esperamos que o que compartilhamos aqui não seja passado adiante ou julgado, seja dentro ou fora de MADA.

A qualidade de nossa recuperação, em última análise, depende de nossa compreensão do anonimato como um princípio espiritual e de como ele nos permite mudar.

Muitas de nós chegam ao MADA carregando uma bagagem excessiva de vergonha e de orgulho: envergonhadas por não sermos capazes de controlar nossos relacionamentos e orgulhosas para admitirmos a necessidade de ajuda. Para nos recuperarmos, temos de abandonar nossa vergonha e nosso orgulho, a fim de procurar ajuda ativamente junto a outras pessoas. À medida que praticamos o anonimato, começamos este processo de entrega.

Ser anônima significa ser uma no meio de muitas e aceitar-se como nem melhor e nem pior do que as outras companheiras. Essa aceitação coloca-nos em estado de humildade. Ela nos torna abertas para aprender. Passamos a ouvir atentamente pessoas cujos sobrenomes desconhecemos. Elas podem ter origens completamente diferentes das nossas. Escutamos porque nos identificamos com elas. Aprendemos simplesmente que elas podem dizer alguma coisa que seja uma chave para nossa recuperação.

O anonimato não é a mesma coisa que sigilo. Ao mesmo tempo em que evitamos ao máximo a maledicência, precisamos lembrar que “não é uma quebra de anonimato recrutar ajuda de Décimo Segundo Passo para membros em dificuldade, desde que nos abstenhamos de discutir quaisquer informações pessoais específicas”.

Por exemplo: “Você tem falado com a Maria recentemente? Seria bom telefonar para ela”.

Precisamos nos lembrar de também que nem todos os membros abandonam imediatamente a fofoca quando entram para MADA, e poderá haver recém-chegadas não familiarizadas com as nossas Tradições. Pode ser melhor compartilhar de maneira genérica durante as reuniões de MADA e guardar os detalhes mais íntimos para as nossas madrinhas ou para outras companheiras nas quais aprendemos a confiar dentro de MADA.

Aquelas que conheceram o caminho dos Doze Passos antes de nós, sabem da confiança sagrada que nelas é depositada ao ouvirem inventários de Quarto Passo, bem como a importância do anonimato.

Muitas de nós acham que a aceitação incondicional e a confiança que surge da prática do anonimato nos abre umas para as outras de forma que nunca havíamos experimentado antes.

Nunca sabemos quem nosso Poder Superior escolherá para nos dizer algo, portanto ouvimos todas as companheiras da mesma forma. Em MADA aprendemos que nossa recuperação nos chega por meio de Princípios do Programa, e não por intermédio das personalidades. Um lema muito importante é ouvir a mensagem e não o mensageiro.

Descobrimos, através da experiência, que os Princípios de MADA são à prova de falhas. Eles são a rocha sólida sobre a qual podemos construir vidas significativas.

É mais fácil para cada um de nós ser simplesmente uma parte do grupo, e isso é essencial para a recuperação da doença do isolamento. Significa apoiar e ser apoiada por nossas companheiras de MADA, partilhando abertamente as alegrias e os desafios de nossas vidas.

Assim, é para promover a nossa própria recuperação que cultivamos a atitude de humildade implícita na Décima Segunda Tradição. Constitui satisfação suficiente em recuperação plenamente atuante e contribuindo como seres humanos. E sabemos que não podemos nos dar todo crédito nem mesmo por isso.

Dividamos o crédito com nosso Poder Superior e com nossas companheiras de MADA que nos apoiaram e nos ensinaram tanto.

Nós também aceitamos a responsabilidade por nossas ações, olhando para nossas próprias falhas, e não fazendo o inventário de ninguém, apenas o nosso.

Reflexões da Décima Segunda Tradição:

  1. Nosso grupo sempre informa a recém chegada sobre o significado e a importância do anonimato em MADA?
  2. Será que tomamos cuidado para não mencionarmos os nomes de membros de MADA, mesmo dentro da Irmandade?
  3. Será que alguma vez confundimos os princípios de MADA com nossas opiniões pessoais?

O anonimato é um dos nossos bens mais preciosos, fundamento espiritual de nossas vidas transformadas, assim como das Tradições de MADA.

Sabemos que o apoio para nossa recuperação estará sempre aqui para nós, desde que nos lembremos de colocar os princípios acima das personalidades, respeitando essas Doze Tradições vitais que nos unem umas às outras na Irmandade de MADA.

 

SÓ POR HOJE!

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