ABRIL É MÊS DE…

QUARTA TRADIÇÃO

Cada grupo MADA deve ser autônomo, exceto em assuntos que afetem outros grupos ou a Irmandade como um todo.

“É proibido proibir”. Esse lema em MADA quer dizer que não há nada obrigatório no programa, que como indivíduos somos responsáveis por nós mesmas e livres para trabalhar (ou não) o programa de Doze Passos da forma como quisermos. Isto também se aplica aos Grupos MADA.

A Quarta Tradição, a tradição da autonomia, dá aos grupos MADA o direito e a responsabilidade de operarem da forma que acharem conveniente, livres de qualquer influência externa. Autonomia significa que grupos MADA não podem ter qualquer filiação, a não ser com a Irmandade. Também significa que nenhum grupo de MADA pode determinar as ações de outro grupo.

Existe apenas um limite na Quarta Tradição: os grupos não devem fazer nada que prejudique a outros grupos ou à MADA como um todo.

A Quarta Tradição dá aos grupos a liberdade de fazer o que funciona melhor para eles. Cada grupo escolhe seu próprio horário e local de reunião, assim como o roteiro e as literaturas autorizadas a serem estudadas. Cada grupo de MADA toma suas próprias decisões e comete seus próprios erros, sem interferência de nenhum órgão de governo além da sua própria consciência de grupo.

Membros de MADA que visitam outros grupos podem se deparar com outras práticas que possam lhes parecer estranhas, mas não devemos nos esquecer da autonomia do grupo.

Entretanto, grupos de MADA por todo o país devem ser iguais em um aspecto: funcionar em uma atmosfera que promova a recuperação, por intermédio dos Doze Passos e das Doze Tradições.
Na segunda parte da Quarta Tradição verifica-se que a autonomia se aplica apenas a assuntos que afetem outros grupos ou MADA como um todo.

Um tipo de problema que afetaria a Irmandade como um todo seria um grupo de MADA que não se apoiasse nos Doze Passos e nas Doze Tradições. Ao se intitular MADA, mas não oferecer aos seus membros os princípios de MADA, esse grupo estaria transmitindo às companheiras uma ideia errada sobre o programa e prejudicando a Irmandade como um todo.

Grupos que ignoram uma ou mais das Doze Tradições trazem discórdia para a Irmandade. Não se deve permitir que discussões ocupem mais tempo do que as partilhas sobre recuperação. Uma infração não resulta em explosão do grupo da Irmandade.

Quando um grupo quebra uma Tradição, isso ocorre geralmente porque as pessoas não estão bem informadas a respeito dela, e não porque tenham escolhido ignorá-la.

Quando isso acontece, as companheiras que conhecem as Tradições têm a responsabilidade de se manifestar e informar ao grupo que ele está funcionando fora das Tradições. Quando essas companheiras falam, uma discussão saudável sobre as Doze Tradições geralmente se segue, e a maioria dos grupos escolhe funcionar dentro dessas orientações.

As Tradições existem para prevenir problemas. Grupos que as ignoram geralmente acabam se envolvendo em complicações de algum tipo. Surgem problemas ou a atmosfera positiva muda. Companheiras se afastam, o entusiasmo se esvai, e a sobrevivência do grupo é ameaçada.

Quando isso acontece, membros familiarizados com os princípios de MADA podem apontar, de forma precisa, a fonte do problema como decorrente da quebra de uma determinada Tradição, e a consciência informada logo se mobiliza no sentido de fazê-lo voltar à normalidade.

Em casos externos, quando um grupo está afetando MADA como todo por causa da sua persistente recusa em funcionar segundo os princípios da Irmandade, esse grupo pode ser retirado das listas de reuniões. Entretanto, essa atitude só deve ser tomada depois de muita reflexão.

Autonomia também significa que grupos de MADA operam livres de influências.

Mesmo quando outras organizações nos proporcionam locais de reunião, não devemos permitir que elas influenciem o grupo MADA. Claro que uma reunião que ocorre em uma igreja, edifício comercial, hospital ou escola deve se ajustar às regras do local no que diz respeito a não fumar, barulho, arrumação, aluguel e regras do gênero.

A autonomia de MADA é essencial se queremos viver de acordo com nossas Tradições e manter intacto o programa de recuperação de Doze Passos de MADA.

A Quarta Tradição oferece aos grupos de MADA a liberdade de encontrarem seus próprios caminhos e aprenderem com suas próprias experiências. Ao mesmo tempo, essa Tradição assegura a todos que a Irmandade de MADA não será prejudicada pela ação equivocada de um grupo e que as reuniões de MADA continuarão a focalizar os princípios contidos nos Doze Passos e nas Doze Tradições de MADA.
Viver de acordo com a Quarta Tradição em MADA significa aprender a agir de forma autônoma mesmo quando vivemos em harmonia com os outros. Aqui aceitamos a responsabilidade por nós mesmas, por nossas ações e por suas consequências e pela nossa recuperação.

Reflexões da Quarta Tradição:
Respeitamos o direito de outros grupos de terem práticas diferentes das nossas?

Mantemos nosso grupo livre de controle ou de influência alheia à MADA?

Paramos para pensar que as atitudes e ações de nosso grupo irão moldar muitas das primeiras impressões das recém-chegadas sobre MADA como um todo?

Levamos em consideração todas as Doze Tradições quando estamos tomando as decisões da consciência de grupo?

Nosso grupo dedica algum tempo à discussão das Doze Tradições?

Levamos em consideração que as ações do nosso grupo podem afetar a opinião pública sobre MADA como um todo?

Praticamos o princípio da autonomia, assumindo responsabilidade por nossas próprias ações e evitando tentativas de controlar as ações dos outros?

Todos nós precisamos do equilíbrio implícito no Princípio de Autonomia para sermos indivíduos e grupos únicos que devemos ser.

Essa Tradição nos desafia como indivíduos, como grupos de MADA e como Irmandade a atingir um equilíbrio saudável entre nossa responsabilidade para conosco e para com os outros, ao crescermos e trabalharmos juntas, como companheiras em recuperação.

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